sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Niver CiVViva: entrega da Multa Moral



Infelizmente não temos nenhuma foto dos participantes, distribuindo nossa Multa Moral pelas ruas da Cidade Velha.

Para esta ação civil, somente duas pessoas do bairro compareceram. Do Colégio Rui Barbosa, nossa amiga Rossana trouxe cerca de 40 crianças/jovens e um amigo historiador, Jaime, prof da Unama, convicto que valia a pena, veio com seus parentes para colaborar.

Chegamos assim a ser 50 aqueles que deveriam distribuir a Multa Moral. Conseguimos e foi um sucesso. Quinhentas foram entregues em menos de duas horas..

Não sabemos que resultado vai dar, mas so o fato de termos chamado a atenção sobre problemas que devemos enfrentar diariamente em toda cidade, ja vai dar para pensarem a respeito. É o que esperamos que façam aqueles que:
- Obstroem o passeio público (como os bares que ocupam calçada com mesas e cadeiras) ou estacionam em cima das calçadas (como os carros da PM em várias ruas, e juizes, advogados, procuradores, deputados,etc, entorno das Praças D.Pedro II, Felipe Patroni e S. Joãozinho);
- Sujam o bairro - jogando copos e latinhas de cerveja durante eventos autorizados em áreas tombadas ou abandonam lixo de construções;
- destroem o patrimonio público - quebrando bancos e lixeiras durante os eventos acima;
- provocam poluição sonora - de madrugada, quando fecham os locais noturnos saem com seus carros potentes pelas ruinhas da Cidade Velha, com o som altissimo; mas também, bares que ocupam as calçadas e abusam do som..
- poem o lixo na rua fora de horário - sabendo que o caminhão do lixo acabou de passar.
- andam de bicicleta na contra mão - que não é previsto pelo Código do Transito, para ninguem.
- etc., etc., etc.

Quem de nós não cometeu ao menos uma dessas infrações? Então, para nos tornarmos cidadãos a todos os efeitos, precisamos nos policiar, e como...!!! E hoje tentamos fazer notar a quem passava pela Cidade Velha que: muitas das coisas que fazemos diariamente, são, no minino, incivis..

QUANTO A SENTIR-SE OBRIGADO A DOAR R$ 50,00 PARA UMA INSTITUIÇÃO DE CARIDADE, como era previsto na nossa Multa Moral, não vamos ter condições de verificar quantos honestissimos cidadãos aceitaram o conselho.
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Pois bem, esse foi o presente que a CiVViva ofereceu a Belém, nos seus 396 anos de vida: uma tentativa de criar cidadãos que gostem e respeitem sua cidade.
"SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER PARA O MUNDO" (MAHATMA GANDHI)

PARABÉNS BELÉM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O “repórter da História” paraense...

Quem se lembra ainda dele?

Dia 10 de janeiro de 2000, vitima de um ataque cardíaco, morria Carlos Rocque, jornalista e historiador paraense, conhecido como “repórter da História”. Apaixonado como era pela sua cidade, tinha percorrido com uma equipe jornalística, vários pontos históricos da Cidade Velha, narrando episódios da história de Belém, quando aconteceu o fato.

Filho de Felix Rocque, famoso “animador” da Festa de Nazaré nos idos anos 40 e 50 do século passado, Carlos era o segundo dos quatro filhos de seu primeiro casamento. Nasceu no dia 28 de abril de 1936.

Em 1962 lançou seu primeiro livro “O Poço dos Anseios Perdidos”, em 1963, um outro “Logo depois das chuvas”. Passa então para a pesquisa e em 1967 lança “A Grande Enciclopédia da Amazônia”. Foi um sucesso. A partir daí, e por quase vinte anos, não parou mais. Lançou:
1971 –Anotologia da Cultura Amazônica;
1973 – Antonio Lemos e sua época;
1978 – História dos Municípios do Pará;
1980 – Depoimentos para a História Política do Pará;
1980 -História de A Província do Pará;
1981 – A história do Círio e da Festa de Nazaré;
1983 – A formação revolucionária do Tenente Barata;.
1985 - Cabanagem: epopeia de um povo.

São frutos de suas ideias: o Memorial à Cabanagem, a romaria fluvial o Museu do Círio , a homenagem a Magalhães Barata na Praça da Leitura em S. Braz. Voltou à escritura em 1997 com LOPO DE CASTRO E AS LUTAS DA COLIGAÇÃO. Em 1998 lança o primeiro volume de - MAGALHÃES BARATA: O HOMEM, A LENDA, O POLÍTICO (o segundo volume foi publicado post mortem em 2006). Não deu tempo para publicar outros livros, praticamente prontos e realizar outros sonhos. Um deles, fruto da sua devoção por N. Sra. de Nazaré : um monumento em sua homenagem. Outro sonho que ficou incompleto era relativo ao reconhecimento pela sua contribuição intelectual.

A Câmara de Belém o agraciou com o título de Historiador da Cidade e teve gente que não gostou. O Instituto Histórico e Geográfico do Pará já o tinha elegido membro efetivo, mas seu coração não permitiu a posse.

CARLOS ROCQUE o Repórter da História, ocupou por 19 anos a cadeira 10 da Academia de Letras, aquela dos historiadores e, como acontece com outros escritores paraenses já falecidos, é uma dificuldade encontrar seus livros.

É mais um filho da nossa terra que, como tantos outros, está esquecido.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CARNAVAL: O DIA SEGUINTE



Este é o primeiro carnaval que vemos a Praça do Carmo amanhecer limpa.
Como primeira experiencia de organização de um carnaval nos anos 2000, devemos dizer que foi satisfatório o resultado.

È necessário agradecer, em primeiro lugar, o Secretário de Estado de Segurança Pública, Dr. LUIZ FERNANDES ROCHA, que tomou a si a responsabilidade de por ordem no carnaval da Cidade Velha.
Em segundo lugar agradecemos o Cel. Hilton Benigno, que teve seu batismo de fogo, como Comandante do CPC, np carnaval da Cidade Velha, com ótimos resultados.
O Eloy também merece nossos agradecimentos por ter tentado de tudo para que o público ajudasse a respeitar o TAC. Nesse sentido vai precisar fazer uma campanha maciça de esclarecimento aos carnavalescos.
As Secretarias Municipais presentes, agradecemos por terem feito o próprio dever, pontualmente. Os queremos presentes nos próximos domingos e durante todo o horário previsto.

Mesmo se não é exatamente o que a CiVViva pediu, como primeria tentativa para solucionar problemas, podemos dizer que essa é a estrada certa.
O respeito das leis em vigor e a fiscalização da parte do Poder Público são ações fundamentais para que o carnaval não resulte somente em libidinagem ou depredação do patrimonio.

Que os próximos domingos sejam melhores ainda, é o que esperamos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

São 17,30 horas do primeiro dia de carnaval...

NA PRAÇA DO CARMO ESTES TRES NÃO CONSEGUIRAM VER O BANHEIRO QUE ESTAVA PROPRIO DEFRONTE A ELES.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

UM AMIGO NO CPC

Nos causou uma enorme satisfação saber que quem vai dirigir o Comando de Policiamento da Cidade é um amigo da Cidade Velha e da nossa Associação.

O Coronel Hiton Benigno foi quem, em 2008, nos propos fazer una parceria com a Policia Militar e colocar umas bicicletas na rua para melhorar nossa segurança. Iniciou-se então um trabalho que deu resultado e que, alem do mais, aproximou a PM dos cidadãos.

Conhecendo a sua dedicação e seriedade, ficamos felizes por tê-lo no CPC cuidando da nossa segurança. Sabemos que é uma tarefa árdua, portanto lhe desejamos tanta saúde e paciência pois competência ele tem de sobra.

Parabéns Cel Benigno. Com certeza sua estrada será cheia de sucessos. É o que desejamos de todo coração.

A Diretoria da CiVViva



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

IMPOTENTES E INDIGNADOS


2011 acabou. Um ano de lutas que se foi e outro que começa com os mesmos problemas de antes. A incoerência dos administradores não nos deu sossego. A não aplicação de leis em vigor nos criou vários problemas e, por outro lado, a falta de fiscalização nos tirou o sono muitas vezes.

Passamos o ano, de um órgão público pra outro, protocolando pedidos de encontros que foram ignorados na sua maior parte. Seguindo as indicações das normas em vigor, como associação de moradores, pedimos ajuda, por escrito, aos vários escalões de governo e não tivemos resposta. Constatamos assim que, seja o Município, o Estado que a União, os quais deveriam agir e interagir mediante a atuação social e de grupos que encaminham reclamações, queixas, pedidos e sugestões, ignoraram essa possibilidade, frustrando as nossas tentativas (ilusórias), como sociedade organizada, de aprimoramento da prática democrática.

Esta Associação nasceu com a intenção de evitar um maior degrado do bairro mais antigo da cidade. Nesses poucos anos de luta, acreditando no que fazíamos, acabamos tendo confirmação que a consolidação da democracia no Brasil depende, em grande parte, da superação de nossos vícios de comportamento. Costumes antigos não foram debelados; ainda temos carência de mentalidade cívica. Ainda e também, devemos aprender que o exercício da “cidadania” não se esgota no momento da escolha de quem nos governa...mas será que alguém está interessado em modificar isso?

A participação do cidadão na vida pública, ainda não foi absorvida e assim não se cumpre a nossa lei maior quando diz: O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural.... Devemos ainda, e também, absorver a ideia de que as leis dependem do respeito e da vigilância de todos nós para serem cumpridas... em vez, e de fato, quem “vigila” acaba malvisto por gregos e troianos.

Procurar os “amigos” ainda é um método usado para resolver problemas e obter favores. Quanto mais potente é o “amigo”, mais leis se ignoram: vemos assim somente a aplicação de “exceções”, as quais não conseguimos encontrar escritas em parte nenhuma. Assim sendo, em vez de Democracia, o que acaba funcionando é a Amigocracia e as leis vão para as cucuias assim como o direito dos cidadãos. Com esse tipo de comportamento, acabam desenvolvendo entre os cidadãos a descrença nas leis, NOS POLITICOS e na administração pública.

Sabemos que se um órgão cria obstáculos ou não pratica o disposto nas normas em vigor, além de estar agindo contra legis, está afrontando diretamente a moralidade administrativa e diversos outros princípios constitucionais. E daí? Uma vez constatado isso, aqui, o que acontece? Falar de “estado democrático de direito”, é, portanto, prematuro. Precisamos ainda de muito amadurecimento. As contradições a respeito estão sob nossos olhos, diariamente, parecendo assim que somos todos coniventes.

O que acontece com nosso patrimônio arquitetônico é o exemplo mais triste. As três esferas de governo deram um passo importante tombando áreas de Belém para salvaguardar o que restou da nossa memória histórica, para depois esquecer de defendê-la, como previsto em lei.

Os moradores mais sérios das áreas tombadas da Cidade Velha, aqueles que não fazem nada em seus imóveis por respeitar as leis, vêem impotentes e indignados a interferência, muitas vezes contraditória, de órgãos públicos autorizando eventos, atividades ou ações lesivas ao patrimônio (público e privado), que as leis em vigor não permitem. Será que conhecem as leis? Ou só conhecem as exceções (aquelas que não sabemos onde estão escritas)? Ou são os amigos políticos que estão por trás disso? O que quer que seja é uma desilusão!

Sai governo, entra governo e continuamos a conviver com essas e muitas outras contradições, sem conseguir dar um passo para modificar essa realidade. Isso é muito triste e tira a vontade, daqueles que crêem na democracia, de prosseguir lutando . Assim, tantos acabam lavando as mãos, para o prazer ... não certo do cidadão comum.

É assim que caminha a democracia no Brasil.

Feliz 2012, cidadão.


Em amizade

Dulce Rosa de Bacelar Rocque

Presidente CiVViva

domingo, 1 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO


Que este ano tenhamos sucessos nas nossas batalhas para melhorar, ou evitar de piorar, a situação da Cidade Velha.

QUEREMOS QUE A CIDADE VELHA SEJA TRATADA COMO MERECE SER TRATADO UM BAIRRO TOMBADO
PELAS TRES ESFERAS DE GOVERNO

QUEREMOS QUE O PATCHOULI PERMANEÇA CONHECIDO COMO O "CHEIRO DO PARÁ" E NÃO O DE URINA QUE INUNDA NOSSO BAIRRO DURANTE O CARNAVAL

FELIZ ANO NOVO A TODOS

A Direção da Civviva
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