quinta-feira, 20 de abril de 2017


APRENDENDO COM QUEM SABE DEFENDER SEU PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Achamos oportuno dar publicidade ao que estão fazendo, alguns paises europeus, para defender o patrimônio histórico, enquanto nós esquecemos de cuidar do que sobrou do nosso ptrimônio.

Aqui a fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/22/sociedad/1411380637_487359.html?id_externo_rsoc=FB_CC

Vemos na foto o modo  de defender as calçadas, enquanto aqui se ignora até as de lióz, que são tombadas. Nota-se também, nessa foto, o horário de funcionamento das proibições, aqui em vez, até carretas de mais de 80 ton, insistem em atravessar a área tombada, a qualquer hora, mesmo se uma lei municipal proibe tal comportamento.

Vamos descobrir o que fazem na Alemanha, Espanha, França, Italia,  Grecia, Reino Unido e Suécia.




Um homem cruza uma rua dentro do 'Congestion Charge Zone', em Londres. REUTERS

Algumas conseguem dinheiro, outras tentam diminuir a poluição. Todas querem desfazer-se dos carros. Na Europa, há décadas os responsáveis tentam diminuir o tráfego em suas capitais, em uma tentativa para deixá-las mais transitáveis e suportáveis. Nesta segunda-feira, o EL PAÍS publicou o plano da Prefeitura de Madri, governada por Ana Botella (PP), para fechar ao tráfego de carros uma área de 190 hectares no coração da capital, pela qual poderão circular somente os carros dos moradores. Esta é uma lista dos países nos quais as ruas foram fechadas aos carros nos últimos anos.
  • Espanha: Em Madri, a Prefeitura acaba de lançar um Plano de Mobilidade, válido até 2020, que pretende "restringir a capacidade de circulação de carros e de estacionamento", aplicando medidas de "discriminação positiva". Alguns exemplos são aumentar o preço dos parquímetros (até que custem o mesmo que os estacionamentos públicos) e limitar o tempo máximo de duas horas para cada carro estacionado; aumentar em 25% as áreas para pedestres, multiplicar as faixas de ônibus e dar prioridade a eles nos semáforos; além de delimitar três novas zonas às que somente moradores podem ter acesso.
  • Alemanha: Desde 2008, é preciso ter uma placa de identificação ambiental, imprescindível para entrar na Umweltzone (Zona Ambiental), ou seja, as zonas verdes das grandes cidades alemãs. No caso de Berlim, esta área se encontra dentro do anel que delimita o centro e inclui os bairros Mitte, Charlottenburg, Friedrichshain e Kreuzberg. Os veículos sem placa ambiental que circularem pela zona restrita são multados em 40 euros (123 reais) e um ponto na carteira de motorista, isso se o veículo não superar os valores de emissão permitidos. O adesivo necessário para transitar pela área restrita custa 6 euros (18,45 reais) para veículos alemães e 12,5 euros (38 reais) para os estrangeiros.
  • Itália: Na Itália, os centros antigos das principais cidades tiveram seu acesso restringido, com a intenção de preservar seu patrimônio histórico. A área restrita é chamada de Zona de Tráfego Limitado (ZTL), na qual só podem entrar os veículos com permissões especiais, geralmente dadas aos moradores, pessoas que trabalham na área restrita e hóspedes de hotéis. Em muitos casos, existem sistemas de vigilância automática para controlar o acesso e multar os transgressores. Em geral, a restrição aplica-se somente de segunda à sexta no horário comercial, ainda que às vezes seja utilizado o rodízio de carros de acordo com o número da placa, proibindo a passagem para os veículos que terminarem em número par ou ímpar, dependendo da ocasião.
  • Grécia: Desde 1982, o trânsito de automóveis é restrito na área central de Atenas, denominada Dactylios em grego, que corresponde ao anel interno de acesso que circunda a área metropolitana. O objetivo principal da medida foi diminuir os altos níveis de poluição do ar, produzidos pelo grande congestionamento do trânsito naquela época e pelas condições meteorológicas do vale no qual se situa a cidade. O sistema restringe a circulação de segunda à sexta de forma alternada para os veículos com placas terminadas em números pares e ímpares. Atualmente estão isentos do rodízio os ônibus, táxis, motocicletas, bicicletas, os veículos alugados e os visitantes com placas de outros países.
  • França: Em Paris, uma das iniciativas para reduzir a contaminação produzida pelo tráfego foi a instalação de um balão permanente sobre o parque André-Citroën, visível a 40 quilômetros, que vai da cor verde à vermelha de acordo com o grau de poluição. Em março desse ano, os níveis de poluição da cidade alcançaram níveis históricos. Para combatê-los, a cidade aplicou um teste de um dia para seus moradores: só poderiam circular os veículos com placas ímpares em todo o perímetro definido, não poderiam entrar os caminhões com mais de 3,5 toneladas, com exceção dos caminhões de lixo ou os frigoríficos de armazenamento de alimentos e só foram liberados sem restrições os veículos limpos (elétricos, híbridos ou movidos a gás). A infração à norma era paga com uma multa de 20 a 50 euros (61 a 153 reais) e, para incentivar ainda mais os parisienses, as viagens de metrô e ônibus foram gratuitas durante vários dias. A Lei ZAPA proíbe a entrada na zona urbana para carros 4x4, carros antigos à diesel e grandes caminhões. Em 10 anos, o ex-prefeito socialista Bertrand Delanoë (2001-2014) tirou 75 hectares de terreno dos carros para entregá-los aos pedestres, para as bicicletas e outros meios de transporte ‘limpos’.
  • Reino Unido: Para lidar com o tráfego no centro, Londres aplica a taxa de congestionamento, um imposto cobrado dos veículos motorizados que operam dentro da Zona de Pedágio ou Congestion Charge Zone (CCZ), circundada pela London Inner Ring Road, no centro da cidade, de segunda à sexta entre às 7h e às 18h. Os finais de semana, feriados e o período entre o Natal e o Ano Novo não são cobrados. A cobrança padrão é de 14,6 euros (44,9 reais) por dia para cada veículo que entrar dentro da zona, com uma multa que varia de 82 a 247 euros (252 a 759 reais) para quem não pagar. A cobrança é baseada principalmente no reconhecimento das placas. Existem exceções, entretanto. Os veículos com 9 ou mais lugares, moto-triciclos e veículos de recuperação de ruas não pagam a tarifa, enquanto as pessoas que moram dentro ou próximas da área podem ter um desconto de 90% na tarifa.
  • Suécia: Estocolmo foi a pioneira no estabelecimento de uma zona de tráfego limitada em 1996. Desde agosto de 2007, depois de um referendo com sua população, todas as entradas e as saídas da área de tráfego limitado estão equipadas com pontos de controle automáticos que funcionam com um sistema de reconhecimento do número da placa. Todos os veículos que entram ou saem da área de pagamento, com poucas exceções, têm que pagar entre 1 e 2 euros (3 a 6 reais) sobre o horário de acesso, entre 6h30 e 18h29. O pagamento máximo diário por veículo é de 6 euros (18,45 reais). O pagamento pode ser efetuado de vários modos, mas rigorosamente dentro de 14 dias, e não é possível pagar nos pontos de controle. É o Imposto de congestionamento de Estocolmo (Ou Trängselskatt i Stockholm, em sueco), um sistema de pedágios urbanos que busca reduzir o congestionamento do trânsito e diminuir a poluição ambiental (atmosférica e acústica) no centro da cidade. Os fundos arrecadados são utilizados para a construção de novas vias.

terça-feira, 18 de abril de 2017

CARTA ABERTA a quem nos governa

Esta nota foi escrita dia 07 de setembro do ano passado. A publicamos somente agora porque tudo piorou...

Bom dia, Senhora e Senhores.

Abaixo segue a visão da Pça do Carmo, ultimamente, e neste exato momento: ja passa da meia noite. No entorno da praça, sentados ou andando com um pano no ombro, seus novos donos: os flanelinhas improvisados.




Os novos  donos da praça são os moradores de rua que dormem, defecam, urinam e fazem sexo a céu aberto, defronte da casa dos ‘marronzinhos’ que lhes dão comida, na Joaquim Távora. O numero deles aumenta diariamente ao ponto daquele lado da Praça do Carmo ter ficado intransitável.

A quantidade de carros com vidros quebrados que amanhecem na Dr. Assis, Dr. Malcher e mesmo na Pça do Carmo, é inaudita.   Os clientes da lojas que se lamentam e não voltam mais,  é incrível:  estão fugindo daqui (como estão fazendo, também, os moradores da Joaquim Tavora). E os furtos so fazem aumentar naquele entorno.

Todos acham que a culpa é deles, e até tentam demonstrar isso. Dai pedimos um encontro com o Padre Cura da Sé, e ele nos mandou falar com o Arcebispo.... Estamos pensando nisso e por estes dias tomaremos uma decisão, pois somos nós que moramos aqui e não estamos satisfeitos com o que vemos e vivemos.

 A poluição sonora, a poluição visual, a poluição ambiental, também causam problemas ao patrimônio eclesiástico, assim como às nossas casas. O custo de restauro desses prédios é enorme, mas, depois,  com  salvaguarda-los desse jeito? Como defender nosso patrimonio pessoal? AS pichações além da deturpação, autorizada, dos muros com grafites que nada tem a ver com a memoria deste bairro a ser defendida e preservada, também são um problema a ser enfrentado com seriedade.

Os danos causados pelo total abandono desta área tombada são enormes, e não somente os econômicos. AS vans e as carretas correm por estas ruas como se estivessem na  estrada da BR. Alias, as vans causam todo tipo de problema, pois param para esperar os possíveis clientes, formando filas de carros e ônibus e se alguém buzina, ai que piora, pois não se mexem. Sem falar nos palavrões e outras prepotências.

A trepidação causada por esse transito desenfreado é um problema ignorado por todos. Procuramos com lente de aumento, uma placa que seja avisando quantas toneladas devem ter os veiculos que podem entrar nesta área tombada e não encontramos. Mesmo a sinalização das ruas como prevê o Código do Transito é inexistente.  A Semob nem a conhecemos, mesmo se a  vemos na frente do prédio da Prefeitura, trabalhando, mas aqui também precisamos dela.



Vemos a PM parada na praça de fronte do Colégio do Carmo, principalmente. O problema porém está do lado oposto. Afugentar quem destrói esta área tombada, tomar conta daquele lado da praça onde  se instalaram essas pessoas, ninguém o faz. De quem é a competência de cuidar das praças/ruas calçadas? A GM, vermos menos ainda por estas bandas.

Os moradores daqui não tem onde estacionar os próprios veículos durante o dia a causa de abusos provocados por funcionários públicos dos órgãos instalados neste bairro. A maior parte dessas pessoas cuida das leis e são os primeiros a não respeita-las, estacionando sobre as calçadas de lios... que também são tombadas.

Reconhecemos que cada um de nós tem um pouco de responsabilidade no que acontece na cidade. Quando não somos nós, a suja-la em algum modo, são nossos filhos, os desastrados e incivis. Neste momento, muitos deles estão dançando no Açai Biruta, uma das outras causas das nossas desgraças, e os carros estão estacionados, também, na grama da Praça do Carmo.

As Secretarias Municipais, são outras culpadas,  ao não aplicarem as leis vigentes. Ao não controlarem o respeito das normas... ao esquecerem o que quer dizer “tombamento”.

Esta área foi tombada, mas quem as tombou, regulamentou o tombamento? Esse é um outro  problemas a ser resolvido. Alias, muitos são os problemas criados por esse desleixo com o nosso patrimônio que está fazendo  400 anos.

Por favor, esse bairro é a nossa memória histórica, vamos cuidar dele, em vez de continuar a depreda-lo, descaradamente?



Obrigado pelo que puderem fazer.

PS; em novembro foi realizada uma reunião com algumas secretarias municipais e a PM. Foi criado um 'whatzapp' para comunicações entre os presentes e os moradores da praça que pouco o utilizaram. Depois veio o carnaval na frente da igreja da Sé e esta Associação que representa os moradores, foi ignorada totalmente.  Hoje, a poluição sonora  continua tranquilamente, além de outros abusos que ninguem se interessa em placar.... O desrespeito das leis continuam, .