quarta-feira, 6 de junho de 2018

OBRAS EMERGENCIAIS NA PÇA DO CARMO



Nesta ultima segunda feira, 04 de junho,  a Pça do Carmo amanheceu cheia de operários. A informação que tivemos é que fariam   ações emergenciais, de manutenção e conservação do logradouro, e nós pensamos imediatamente na reunião que fizemos com a SEURB, anos atrás sobre as ações do PAC das Cidades Historicas.


Em tal ocasião foram propostas algumas modificações na praça, visto que:
1- O anfiteatro enchia quando chovia, assim a elevação do piso foi considerada como a ação mais oportuna...;
2- Usavam a área das ruínas da Igreja do Rosário dos Homens Brancos para fins pouco higiênico, dai a proposta de fechamento dos mesmos e colocação de brinquedos e mesas de jogo...

Não tinha muito a discutir, praticamente deviamos tomar conhecimento, mesmo assim a  Civviva  solicitou a realização de Audiência Pública para apresentação e discussão dos projetos das praças que resultavam na relação de obras do PAC das Cidades Históricas, o que não aconteceu.

Esta Associação também sugeriu a instalação de placas turísticas com QRCode fazendo referência aos monumentos existente nas ditas Praças...

Como a Praça onde se encontra a obra prima de Landi, a igreja de S.João não estava no elenco das praças e serem “revitalizadas” com dinheiro do PAC, lembramos o uso, não so como estacionamento de carros de funcionários ou visitantes dos órgãos públicos ao seu redor, mas a existência de um ‘comelodromo’ que impede o uso por pedestres das calçadas de dita praça.

Por questões burocraticas, até hoje nada aconteceu em nenhuma das praças mas soubemos que:” Os projetos das Praças inseridas no PAC foram totalmente concluídos, aprovados pela Superintendência do IPHAN regional, pela CEF e tiradas todas as licenças. Contudo, estamos no aguardo da aprovação do IPHAN Nacional (em Brasília), para dar início ao processo licitatório para contratação de empresas para a realização das obra.”

Visto quanto supra descrito, ver esses operários nos causou maravilha, pois resulta que:
- colocarão grama nas praças;
- farão canteiros ao redor das mangueiras;
- pintarão bancos, colunas, muros, etc;
- controlarão a situação da parte elétrica..

Essas despesas nos pareciam pouco necessárias visto o que prevê o PAC, mas... pode também ser indicio que vai demorar ainda muito para chegar o dinheiro de Brasilia, assim sendo eis o resultado. 
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Canteiro em frente ao Colegio do Carmo


Canteiro em frente a Igreja do Carmo


Colocação da grama

O banco vai ficar quebrado


Pintando as colunas do anfiteatro

Um dos bancos quebrado antes da pintura


Visão parcial da praça depois da pintura e colocação da grama.

Fica faltando muita coisa e resolver o problema da presença dos moradores de rua no canto da praça com a Joaquim Tavora é um deles. O canteiro enorme que estão fazendo la onde eles estacionam e cozinham (no pé da mangueira) mesmo se os ‘marronzinhos’ os alimentam, será que vai servir para educa-los a usar a área pública?

Canteiro  da Joaquim Tavora


Será que depois de pintado o anfiteatro, ainda vão permitir o jogo de bola e o uso da piscina? Porque o tubo/cano entupido vai continuar a impedir o escoamento da água da chuva...


Futebol no anfiteatro

Piscina no anfiteatro...

Outro problema grave que precisaria ser solucionado é a passagem de carretas com dezenas de pneus pela área tombada. Os que trazem cerveja e material de construção, causam danos enormes, seja quando ficam estacionados seja quando dobram as ruas. De fato em frente a Igreja do Carmo, é difícil que dobrem sem quebrar a calçada.

Frente ao Palácio Velho.

Dificuldade de manobra e o resultado...


...como ficou a calçada da praça.

A poluição sonora em área tombada é outro problema que ninguém consegue solucionar, mesmo com as leis existentes que poderiam ajudar e muito, se fossem aplicadas. Agora até as noivas, após o casamento soltam fogos de artificio para agradecer por terem arranjado marido, provocando vários danos não so a cristaleiras e estuques dos museus, mas também a pessoas anciãs e a animais domésticos. Imaginem agora durante as festas juninas em frente a igrejas tombadas...quantos foguetes vão soltar. 

É o caso de pensar, também, quem vai usar as mesas de jogo que vão colocar onde hoje estacionam os moradores de rua...tão próximas aos brinquedos.

Ficam esses lembretes, que, em alguns casos, a presença dos funcionários responsaveis pelo controle dos problemas acima citados, ja resolveria,  mas após esta ação de manutenção dos  logradouros da Cidade Velha, além de ter a sensação de limpeza, gostariamos de ter a presença da Guarda Municipal...como antigamente. 

Agora ficamos aguardando as ações do PAC.


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Os prédios tombados de quem são?


Nos meses de chuvas fortes, o nosso patrimônio construído sofre mais do que ao sol... Tetos, telhados, muros, paredes perdem pedaços a cada chuva e o risco que tombem efetivamente aumenta diariamente, sem que se vejam as providências cabiveis e necessárias, ao menos para aqueles tombados.

Temos uma relação dos prédios e praças  tombados até 2010, vejamos os que são do  Municipio de Belém.

1 – Centro Histórico de Belém (Palacete Pinho, Palácio Antônio Lemos, Mercado Francisco Bolonha (de carne), Mercado de Peixe, Solar da Beira)
2 - Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves;
3 - Solar do Barão do Guamá (Sede da CODEM na Av. Nazaré, 708);
4 - Usina de Cremação de Lixo;
5 – Palacete Bolonha;
6 - Escola Municipal Benvinda de França Messias;
7 - Horto Municipal (Chalé da Praça Milton Trindade);
8 - Mercado de S. Braz;
9 – Cemitério N. S. da Soledade;
10 – Biblioteca Municipal Avertano Rocha (Chalé Tavares Cardoso);
11 – FCAP (atual UFRA);
12 - Palacete Faciola (Chácara Bem Bom na Av. Alm. Barroso).

Exceto o prédio da UFRA (11), todos os outros estão sob dominio da Prefeitura. Municipal de Belém
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Alguns deles fazem parte do grupo que deveria ser restaurado com dinheiro do PAC das Cidades Históricas.
Os Termos de Compromisso dos dez itens escolhidos no PAC em questão, foram assinados entre abril e maio de 2014, com valor aprovado e aquele contratado, com data de inicio e termino da vigencia.
Essa vigência variava de 70 a 150 dias, e todos tiveram vários aditivos de tempo chegando a meados de 2016 sem que algum deles tenha sido concluido até hoje, mas com várias parcelas ja pagas.

Quanto as quatro praças elencadas na relação abaixo, tiveram seus projetos saldados entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, mas nenhum trabalho resultou efetuado.

Estes os processos da Prefeitura de Belém que atendem verba.
1- Palácio Antônio Lemos (MAB)
2- Feira do Ve-o-peso
3- Praça D.Pedro II
4- Praça do Relogio
5- Praça do Carmo
6- Palacio Velho (Teatro Municipal)
7- Praça Visconde do Rio Branco
8- Cinema Olympia
9- Palacete Bolonha
10-Sede da Fumbel.

Para cada um deles era necessário apresentar documentos e projetos, seja ao Iphan que a Caixa Economica o que resulta ter sido o problema principal, pois, visto que estavam sempre  incompletos, a verba não saia e o dinheiro voltava para Brasilia.

Em 2015, no entanto, esta Associação participou de uma reunião com a Semma onde ficou estabelecido o que seria feito na Praça do Carmo;
- elevação do piso do anfiteatro a causa das enchentes que o transformam em uma piscina;
- fechamento das ruinas da Igreja do Rosario dos Homens Brancos para transforma-las em jardineiras;
- instalação de brinquedos e mesas de jogos.





Naquela ocasião o valor orçado era de 470.217,01, sem futuros aditivos, e aguardava "a liberação dos recursos  pela Caixa Economica." Resultava porém ja terem sido pagos R$189.826,61, relativo ao valor do projeto.

Em data 15 de fevereiro de 2016, fomos informados  pela SEURB que tinham sido entregues a Caixa Econômica Federal todos os 04 (quatro) projetos das praças inseridas no PAC-CH, três dos quais na Cidade Velha, assim qualificados:
Requalificação da Praça Dom Pedro II ( R$ 1.600.000,00)
Requalificação da Praça do Relógio (R$ 350.000,00)
Requalificação da Praça do Carmo (R$ 585.000,00)


Em data 01 de março de 2016, a Caixa Economica nos informou que “O último prazo estabelecido pelo IPHAN para a contratação das operações, até o momento, era de 31/12/2015. Informamos que tais operações não foram contratadas devido o Tomador não ter cumprido todos os requisitos estabelecidos pelo Gestor do Programa (IPHAN).


Passaram-se dois anos. Esta manhã, porém, vimos operários pintando  a Praça do Carmo e colocando grama... Interrogados sobre o que deveriam fazer, disseram bem pouco,  e nada que fosse relativo ao que contem a Ata da reunião com a SEMMA .


Tratando-se de informações de interesse coletivo,  procuramos saber mais a respeito, pois,  se não aumentou novamente, 585 mil reais nos parece muito para pintar, por grama e iluminação numa Praça como a do Carmo. 

A SEURB nos respondeu: "
Os projetos das Praças inseridas no PAC foram totalmente concluídos, aprovados pela Superintendência do IPHAN regional, pela CEF e tiradas todas as licenças. Contudo, estamos no aguardo da aprovação do IPHAN Nacional (em Brasília) , para dar início ao processo licitatório para contratação de empresas para a realização das obras.

Imagino que os trabalhos que ora estejam sendo feitos no citado logradouro sejam apenas ações emergenciais, de manutenção e conservação."

Agradecemos a resposta, mas  achamos do mesmo jeito, que esta ação  é um gasto absurdamente inutil. Vamos aguardar o proximo.




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domingo, 20 de maio de 2018

VAMOS REATIVAR O NOSSO FORTE... ...



Era uma vez uma floresta equatorial, rodeada de água por todos os lados, inclusive a que vinha de cima, do céu. Os intelectuais da época e os fazedores de mapas de antanho, que moravam do outro lado deste mundo, ainda não a conheciam.

Na opinião daquela intelighentsia ligada a igreja católica e que vivia do lado oposto daqui, depois do oceano, estava o fim do mundo. Isso diziam olhando da Europa para estas bandas de cá.

Disputas ambiciosas já tinham levado a descoberta de umas terras na parte superior da linha equatorial a qual acabou pegando o nome de América. Uns italianos sob o comando da Espanha, tinham chegado a uma ilha, do lado de lá da Europa e a batizaram de S. Salvador.

Estava começando o século XVI, em vez, quando Portugal, concorrendo com a Espanha, descobre o Brasil, mas lhe da o nome de terra de Vera Cruz que depois vira, Santa Cruz e, quando o pau Brasil já estava acabando, o resto do mundo inteiro já a chamava Brasil.

Ninguem tinha ideia do tamanho de todas essas terras descobertas, tanto que, entre Espanha e Portugal ja tinham até feito um Tratado (em Tordezilhas) decidindo até onde iriam as possíveis terras Portuguesas, pois o resto seria todo espanhol.

Na segunda metade de 1500, com a morte do jovem Sebastião, rei de Portugal, a falta de herdeiros, levou-os a se unIr a Espanha, formando assim a União Ibérica: era o tempo da dinastia Filipina. O Tratado de Tordesilhas, nessas alturas perde, praticamente, seus efeitos o que beneficia o futuro aumento do território brasileiro, facilitado pela penetração e consequente expansão de sua área.

Em 1615, depois de terem notado a instalação de ingleses, franceses e holandeses no norte do já conhecido Brasil, inclusive ao longo do Rio Amazonas, parte do Maranhão um grupo da força luso espanhola sob o comando de Francisco Caleira Castelo Branco, para escolher um ponto estratégico para defender a Amazonia.

Aportaram num lugar chamado de Paraná-Guaçú pelos índios, ou seja, numa área rodeada pelo rio Guama e pelo igarapé do Piri (hoje Av, 16 de Novembro) que incluía o alagado que hoje chamam de Tamandaré.

Era o dia 12 de janeiro de 1616  quando, alguns dizem que eles chegaram, e ali constroem a “casa do forte”, a margem esquerda da foz do Piri, chamando-o do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém. A  área entorno foi chamada de Feliz Lusitânia. Antes, porém, tinham escolhido um local onde hoje é Icoaracy, mas a profundidade do rio, por aquelas bandas, ia permitir a entrada de navios maiores, então não era aconselhavel.
O nosso caso foi  diferente dos Estados Unidos, onde o cinema idealizou o território do Arizona, onde   três fortes faziam a linha de frente no combate aos apaches: Forte Whipple, Forte Verde e Forte Apache. Na Amazonia tivemos, mesmo sem filmes, o Forte do Castelo, somente. Desalojar os índios Tupinambá daquela "ilha Pará" foi a primeira função de quem chegou aqui, usando como desculpa que eles, os indios,  ajudavam os franceses. 

Logo começaram a chegar as ordens religiosas e, uma,  em 1626, funda, do lado de la do Piri, o convento de Santo Antonio. Começa a nascer um outro bairro, o da Campina e seus moradores começam a chamar a ilha Pará de Cidade Velha, enquanto nos registros ja era Santa Maria do Grão Pará.  É nessa época que destinam e doam a primeira légua de terra para a nova cidade que depois passou a chamar-se somente de Belém e sua origem, o seu primeiro bairro, ficou sendo conhecido como Cidade Velha.

Hoje podemos dizer que a Cidade Velha é o nosso Forte Apache. LUGAR ONDE HOJE ALGUMAS PESSOAS  LUTAM PARA MANTER EM VIDA O QUE SOBROU DO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO.... Luta essa que continua, muitas vezes em vão, pois todos os que querem vir para cá, não o fazem para defender nosso patrimônio, mas...principalmente para ganhar dinheiro.  Isso independentemente do nivel cultural dos interessados e, daí,  aparecem teorias sem pé nem cabeça e a nossa memoria histórica começa  a mudar de cor...e de rumo.

Ainda bem que a quantidade de turistas estrangeiros, em Belém, não aumenta nem durante o Cirio. Se isso acontecesse, qual historia iriamos lhe contar, além daquela do Cirio? Até a Praça da Sé, a mais antiga de Belém, tem um triste entorno, como exemplo:  a Praça dos leões, ou Pedro II com seu monumento cheio de matinhos e pichações e bancos sem assentos; a do Relogio com seus belos postes...sem suas lampadas e rodeada de caminhões vendendo gelo; a de  S.João, com seu mercadinho alimentar impedindo a passagem dos pedestre; a Felipe Patroni com seu chafariz que virou vaso...

Depois, como contar a nossa verdadeira hIstoria se o Prefeito acabou com a categoria das Bibliotecarias... quem vai cuidar das bibliotecas?. Quem vai indicar os livros de historia, e outros, a quem precisa de informações... se muitos professores, independentemente de titulos pomposos, nem conhecem a nossa historia...??? e muito menos a situação do patrimônio histórico.

Seria o caso de fazer algo, reunindo quem não esta preocupado somente com sua carreira ou em enriquecer. Precisamos  defender efetivamente o nosso patrimônio histórico, que dá emprego a tantos sem obter nada em troca... 

Mercado de S.Braz

Monumento Praça D.Pedro II
Praça do Carmo incendio sito arqueológico
Calçadas
Banco Pça D.Pedro II


QUE TAL ATIVAR UM FORTE DE DEFESA DA NOSSA MEMóRIA HSTORICA..???

quinta-feira, 17 de maio de 2018

QUEM DEVE TOMAR PROVIDÊNCIAS?


A insegurança é tanta que resolvi, ha tempos, sair sem celular... assim sendo, não posso nem fotografar os absurdos que vejo. Vão ter que acreditar no que escrevo...cheia de mágoas.
A praça D. Pedro II, aquela dos leões, perto da praça do Relogio, está uma tristeza so. Alias, todas duas. Deixando de lado as calçadas que, vira e mexe, são consertadas de modo errado, vamos ao panorama entorno a elas.

Pixaram o monumento inteirinho da praça dos leões; arrebentaram as grades perto da escadaria...e seu cume está cheio de plantas.




Devemos recordar que, tal praça tem ao seu redor:
- a Assembleia Legislativa;
- a Prefeitura; - o Museu do Estado do Pará;
- o Instituto Histórico e Geográfico do Pará;
- a Igreja da Sé e de S.João
- um Tribunal de Justiça;
- várias sedes de Ministerios Publicos
-e vários outros museus .
Independentemente da competência de cada um, a quantidade de conhecedores das leis é enorme nessas paragens. Apesar de todo esse conhecimento e competências, todos os dias tem manifestações rumorosas na porta da ALEPa, cujo resultado imediato é a destruição do patrimônio histórico. Caem os estuques do Museu; estalam cristais; quebram-se vidraças... Isso sem aprofundar outras manifestações que acontecem durante o ano quando se repetem, infelizmente, como durante o Auto do Cirio, abusos de todo tipo.
A poluição sonora, além de criar os problemas acima, também prejudica anciães e animais que moram naquele entorno.
O mato, bem visivel, que cresce em vários prédios nessa área tombada, não deixa dúvidas que, seja aos politicos que aos estudiosos de leis ou de historia, o nosso patrimônio histórico, concretamente, não merece nenhuma atenção. (Este é na Tomazia Perdigão, mas tem dois na Felix Rocque)
Está mais do que claro que, ignorando essa realidade, com certeza, não é que a presença desses orgãos e de estudiosos, ali, seja util ou facilite a salvaguarda da nossa memória histórica. Essa proximidade deles de nada serve quanto a defesa da área tombada onde se encontram. Não interessa a nenhum deles essa realidade? Não notam a barulheira que fazem ao redor de monumentos históricos? Será que sabem os danos que isso causa? Será que chegam a notar tudo isso quando entram na Cidade Velha?

Depois: quem continua a autorizar atividades que enchem as calçadas de veiculos, e os ouvidos dos moradores de ruídos? Quem deve pensar nos estacionamentos, para salvaguardar as calçadas de liós, também tombadas?

Se dobrarmos o canto da praça a esquerda, vamos dar de cara com a Catedral da Sé, que, ultimamente, apos as cerimonias de casamento, vê homenagearam a moça que encontrou marido, com a mesma quantidade de fogos usados durante o Cirio. Ação essa que, também, causa danos enormes ao patrimônio... quem quer que seja que a faça.
Os 'cidadãos', sentindo-se donos do pedaço, e, não sendo nem educados nem reprimidos pela força pública em algum modo, continuam a agir sem alguma compostura e...desrespeitando as leis.

IGNORAM, JUNTAMENTE COM OS OUTROS FREQUENTADORES DESSA ÁREA OS DANOS QUE, NÃO SOMENTE A POLUIÇÃO SONORA, CAUSAM AO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E AS PESSOAS.
(atenção: lago do desencontro das águas...poluidas)


A omissão de todos é gritante, incluindo o Ministério Publico.
Que fazer? A quem pedir socorro?

CADÊ AÇÃO DESSES FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS? CADÊ A CIVILIDADE DOS CIDADÃOS? CADÊ O RESPEITO DAS LEIS? CADÊ COERÊNCIA, ÉTICA E TUDO MAIS...


Quem pode tomar providências concretas para a defesa do nosso patrimônio histórico?

Dulce Rosa de Bacelar Rocque 
Presidente Civviva

FOTOS DE CARLOS BOUÇÃO e GRAÇA CASTRO

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CEMITÉRIOS E OUTROS PATRIMôNIOS


De vez em quando ouvimos falar de cemiterios; de conserto; de revitalização; de restauro, mas, de concreto nada vemos acontecer. Ameaçam e...esquecem de fazer.

 Na Cidade Velha não temos cemitérios. Aliás, temos, em pratica, um enorme cemitério de casas, prédios, praças, calçadas que de nada diferem da situação de nossos dois principais cemitérios.

O prédio da foto abaixo, onde uma familia de portugueses, Seu Antonio, Dona Maria e filhos, explorava uma moenda de cana de açucar no século passado encontra-se do lado do Museu do Estado do Pará e da Alepa. Pior, está na ilharga da Prefeitura, na Tomazia Perdigão...



.. e ninguem faz nada.

 Se entrarmos na Felix Rocque, na calçada  oposta aquela  da Alepa, um floresta ocupou um prédio e os outros, não é que estão melhores... Continuando o passeio, vamos ver outros cadáveres nessa área tombada...

A praça conhecida como D. Pedo II, em frente a uma das entradas da Prefeitura, ja tem um mi ni bosque la em cima da estátua, enquanto embaixo podemos ver até roupa a quarar ao sol...

 Nos nossos cemiterios o que vemos, em vez? O mais velho, da Soledad, praticamente cheio de escombros... O outro, em vez, segue o mesmo caminho.

 Na foto abaixo vemos uma homenagem a uma familia cujo ultimo  sepultamento foi em 1891, portanto a construção deve ser ainda mais antiga. Já inclinou 40 cm desde o ultimo dia de finados. Vai cair com certeza, com todas essas chuvas.


E esta mangueira está do lado da sepultura acima. Se cair vai levar consigo tudo o que tem ao redor...


Alguns jazigos estão abertos a causa da queda de duas arvores, recentemente.

Aqui entre nós: se não cuidam das mangueiras que estão nas ruas, frente aos nossos olhos, imaginem se vão se preocupar com as que estão nos cemitérios.

SE   AS MANGUEIRAS  SÃO TOMBADAS COMO A CIDADE VELHA E AS CALÇADAS DE LIÓS...VÃO CAIR, COMO AS OUTRAS, ACOMPANHANDO O QUE SUCEDE COM O RESTO DO NOSSO PATRIMÔNIO. 

E não vamos falar da poluição sonora na porta da ALEPA, a qual provoca queda de estucos do MEP e  aquela dos fogos de artificio após os casamento na Igreja da Sé, que quebra vidros de cristaleiras e vidraças...


PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: MAS TEM AINDA ALGUM ORGÃO PÚBLICO QUE RECEBE VERBAS PARA CUIDAR DO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO????


PS: este é um pequeno exemplo do que vemos por ai...

Obrigada P.F. inclusive pelas fotos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Que satisfação...





...ter reconhecimento por trabalhos feitos.

Acabamos de ser informados que a nossas Associação foi reconhecida de Utilidade Publica
com um quorum de 2/3 ( por unanimidade) pela Câmara de Vereadores de Belém.

Não podiam esperar melhor momento para nos dar esse prazer. A dificuldade que temos para obter resultados, aumenta dia a dia, pois .são batalhas sem fim pelo respeito das leis.
Um reconhecimento deste teor, portanto, so pode causar prazer aos membros da Civviva.

Agradecemos a Vereadora Marinor por ter prestado atenção ao nosso trabalho e ter nos dado essa satisfação.



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

RESULTADOS DO PRE-CARNAVAL




ONTEM REUNIMOS A CIVVIVA para verficar, junto a Direção, as opiniões a respeito do periodo pre-carnavalesco, apenas terminado.


Primeiramente é necessário lembrar que o pessoal da Liga dos blocos, na reunião em que apresentaram o seu projeto carnavalesco,   afirmaram que, os 'idosos', na Cidade Velha, são 7% os de mais de 70 anos e 5% aqueles na faixa de 60 anos. Não discutimos esses dados. Porém... aonde fazem o carnaval proposto?

O carnaval que essa Liga organiza não acontece em 'toda' a Cidade Velha, mas somente na área tombada. Começa na Praça da Sé e termina na Tamandaré. Nesse perimetro a percentagem de moradores idosos aumenta enormemente.Achamos até que passe para 50 a 70%. De fato são raras as casas na área tombada da Cidade Velha, onde não tenha ao menos um idoso, e ontem tivemos a certeza disso, quando inciaram a reclamar, os moradores da Dr. Assis, da Pça da Sé, da Tomazia Perdigão, etc., etc.

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Uma por uma das senhoras presentes citou os problemas que tiveram em casa quando passavam os blocos fazendo barulho. Aquela com o marido com Alzheimer, que chorava; aquela que cuidava de uma senhora com mais de 100 anos, que se debatia na cama; aquela outra, cuja mãe, se desesperava... e assim também quem falava dos problemas com os animais, seja gatos que cães. Outros vizinhos preferiram sair de suas casas naqueles fins de semana, indo para bem longe do bairro.

Lembramos bem o que disse o Coronel Artur da Segup: bastaria um idoso, para ja ter seus direitos garantidos. Isso, porém, não vimos acontecer, pois a poluição sonora neste precarnaval, não foi inferior aos outros anos. 

O problema da poluição sonora iniciou quando a Fumbel autorizou vários blocos a 'estacionarem' no entorno de igrejas tombadas, para suas 'concentrações'. Até então, se ouviam somente bandinhas com seguidores mascarados. Nessa época, lutavamos por banheiros quimicos e pela limpeza das praçasn e os blogs da Civviva o demonstram até com fotos.


A partir desse ano, porém, entraram os trios elétricos e carros som a fazer parte de um carnaval que nada tinha a ver com a memoria carnavalesca do paraense, e nem com a salvaguarda do nosso patrimônio histórico.



A Fumbel mandou, em 2014, a nota abaixo  ...

Ao Coronel Machado
Encaminho abaixo, os nomes dos Blocos que a FUMBEL deu declaração  de que o evento "é de interesse para consolidação da expressão cultural do Município de Belém", na condição de serem autorizados pelos demais Órgãos Municipais e Estaduais. Ou seja, não é autorização.
Na oportunidade informamos também, que esses Blocos assinaram termo de compromisso, obedecendo regras somente para a concentração e passagem por algumas ruas da Cidade Velha.
Devo lembrar que o FOFÓ DO ELOY, não possui declaração da FUMBEL e exatamente ele que, segundo fomos informados, permanece fazendo barulho na Cidade Velha, especialmente na Praça do Carmo.
Para que qualquer Bloco possa realizar eventos na Cidade Velha, devem apresentar as autoridades da GBEL, PM ou DEMA, todos os documentos necessários como declaração da FUMBEL, e autorização da SEMMA, DPA, SEMOB, IPHAN, DPACH
                    BLOCOS

                      PROCESSO 138/14 – BLOCO CARNAVALESCO ELKA
                      DATA EVENTO: 15/02/2014 – HORARIO 13H AS 18H.
                      RESPONSAVEL: MANUEL ACÁCIO BASTOS
PROCESSO 222/2014 – BLOCO AMIGOS DO URUBU
DATA EVENTO: 22/02/2014 – 14 AS 19H
RESPONSAVEL:  VICTOR FIOCK DANIN

PROCESSO 244/2014 – BLOCO CABLOCO MUDERNO
DATA EVENTO: 23/02/2014 – 13 AS 18H
RESPONSAVEL:  MARCO ANDRE SISO DE OLIVEIRA

PROCESSO 328/2014 – BLOCO FILHOS DE GLANDE
DATA EVENTO: 23/02/2014 – 15 AS 18H
RESPONSAVEL:  CARLOS ALBERTO COSTA SANTOS

PROCESSO 340/2014 – BLOCO DO TRIO
DATA EVENTO: 22/02/2014 – 14 AS 18H
RESPONSAVEL:  MARCELO AUGUSTO NAZARÉ RODRIGUES

TODOS ESTES BLOCOS SÓ IRÃO CONCENTRAR NA PRAÇA DO CARMO E APÓS O HORÁRIO ESTABELECIDO DEVEM DEIXAR A PRAÇA.
OBRIGADA PELA ATENÇÃO

Ninguém pode  gozar  de um direito em detrimento de outro direito, também assegurado por lei, e isso a Fumbel esqueceu de verificar, e o caos, nesse ano, so fez aumentar. Nos quatro cantos da Praça do Carmo, carros abriam o bagageiro e poluiam o ambiente com musica que nada tinha a ver com o nosso carnaval, concorrendo entre uns e outros a quem exagerava mais com os decibeis.

REPETIMOS nossa opinião: Se compete ao Município “promover a proteção do patrimônio histórico" a nota acima não tinha algum sentido. Pior ainda se lembrarmos que  "Compete à Fundação Cultural do Município de Belém a implementação da política de proteção e valorização do Patrimônio Histórico Cultural "

Cada ano  que passava mais aumentavam os blocos abaianados, e os problemas não diminuiam.  Outros moradores começaram a reclamar e unir forças para mudar essa realidade. Até a Igreja entrou na luta, este ano.

Ficou claro que o  nosso patrimônio é que tinha que ser defendido e não os interesses privados ou de locais noturnos que se encontram nesta área, que, alias, são  os únicos a tirarem vantagem desta situação.

Assim sendo, visto que estamos em área tombada; que devemos salvaguardar, defender, proteger nosso  patrimônio... por que não defender também o carnaval? O "nosso" carnaval; aquele com bandinha e mascarados? aqueles blocos que não poluindo o ambiente, não provocam trepidação nem preocupações a quem tem idosos e animais em casa.

Os esforços feitos para melhorar esse carnaval não deram resultado, na opinião de muitos moradores. Os dados sobre a poluição sonora obtidos através de celular, não são aceitos pelos orgãos publicos. A SEMMA, porém,  até hoje não forneceu os relatórios resultantes da  fiscalização sobre o respeito da legislação sobre a poluição, para podermos confirmar o que dizem muitos cidadãos.  

Sugerimos portanto que, em futuro, somente aquele tipo de blocos que defendem a nossa tradição carnavalesca tenham acesso a área tombada, e que se dirijam para outras áreas  aqueles que usam sons eletro-eletrônicos e abadás. 

A Praça Valdemar Henrique seria uma ótima opção para estes ultimos blocos, pois não tem vizinhos, nem igrejas tombadas e ainda oferece espaços para estacionamento... o certo é que a área tombada e seus moradores não podem continuar a serem maltratados por pessoas que ignoram, com seu comportamento incivil, todas as leis que falam de patrimônio...e de gente idosa.