terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

SERÁ ILUSÃO DE ÓTICA????


A ilusão durou menos de uma semana.

Esta a visão da orla da ex-travessa da Vigia.

Foi feita uma denuncia de que a estavam "estreitando'".
Vira e mexe suspenderam os trabalhos e agora o que vemos?







Consta que o IPHAN aprovou um projeto. E a SEURB, gostou?

Será que o orgão que tombou a Cidade Velha aprovou isso?
Será que é esse que estão fazendo?

Estão salvaguardando nossa memória, desse jeito?

O QUE ENCONTRAREMOS DEPOIS DAQUELE PORTÃO ?
Um trapiche de  concreto?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

CARNAVAL 2015 – ESCLARECIMENTOS DA CiVViva


No inicio de novembro 2014 começamos a ser procurados por carnavalescos.
Para evitar "disse-me-disse" preparamos a nota abaixo sobre nossa opinião a respeito do carnaval na Cidade Velha e enviamos a todos os interessados com os quais temos a ver.
 
   
CARNAVAL 2015 – ESCLARECIMENTOS DA CiVViva  
                      

O  carnaval se aproxima e a Civviva já começa a ser pressionada a respeito. Achamos justo, nessas alturas,  esclarecer alguns pontos.
1-      Nós não somos contra o carnaval na Cidade Velha.  Gostariamos,  porém que ele fosse feito no respeito das leis e, consequentemente de quem paga o IPTU.
2-      Temos que lembrar que estamos em área tombada a qual exige atenções particulares e diferentes do resto do território da cidade;
3-      Que temos igrejas cujas funções coincidem,  muitas vezes,  com as ‘concentrações’ e/ou a passagem dos blocos e isso acaba atrapalhando.

Mesmo fora da Cidade Velha e fora da quadra carnavalesca, notamos abusos que relegam os cidadãos a ficarem acuados dentro de casa. Não aumentam somente as grades, mas as janelas se fecham a causa da poluição ambiental e sonora que vem crescendo,  autorizadas pelos órgãos competentes contrariando, algumas vezes,  as normas vigentes.
Amadurecemos nestes anos a convicção que o interesse de poucos prevalece sobre os direitos dos cidadãos que moram em áreas tão cobiçadas por pessoas voltadas ao divertimento.  Lendo as leis que regem nossa sociedade notamos que elas visam, principalmente, a preservação da tranquilidade da população, mesmo durante eventos e manifestações.  Por que não aplica-las?  Talvez seja por isso que as pretensões aumentam.

Feita essa constatação, vamos  dividir a problemática do carnaval na Cidade Velha em duas partes:
- as concentrações e
- a passagem dos blocos.
A – A  concentração  é uma denominação errada, pois poderíamos pensar que, por exemplo -  em uma hora chegam todos os carnavalescos, o  bloco se arruma e vai embora. Não é isso que acontece, porém, na maior parte dos casos:  acontece um ‘estacionamento’ de pessoas por horas a fio.  Esse tipo de ‘concentração’ na verdade é uma ocasião para fazer um show... além de vender bebidas.  Depois de duas ou três horas da música (altíssima) rolando, o bloco sai com  algumas pessoas, a maior parte, porém,  fica na ‘concentração” ...bebendo.  O bloco volta e continua o espetáculo/show até umas 22 horas. Não acaba a farra nessa hora, pois o dono do bloco pode até ir embora mas as pessoas ficam .  A Policia vai embora depois de meia hora. Não existe  dispersão,  assim, o que continua é a arruaça... e quem mora  no entorno o que deve fazer? 
B – O uso dos banheiros é feito parcialmente, pois, se tiver uma pessoa esperando sua vez na porta, o carnavalesco vai atrás de uma mangueira ou para a porta/muro de uma casa e faz suas necessidades.  Homem ou mulher que seja.  A Policia  e a  Guarda Civil não interveem.
C - O desfile de blocos produz outros problemas quanto aos banheiros:   
- quando não ha carros estacionados na rua,   as portas das casas são usadas como mictórios.  É necessário  uma semana para tirar o fedor e daí chega outro domingo...
- se os carros estiverem estacionados nas ruas (lembrem que na zona tombada não podemos fazer garagens e não existem estacionamentos suficientes) vão ser arranhados, sujados e usados como ‘mictório’.
- Os  ‘banheiros’ colocados nas calçadas são, regularmente e praticamente fechados por carros que estacionam na frente da porta do dito banheiro, impedindo o seu uso. Seria  útil e necessário, proibir o estacionamento na rua a ser usada pelos blocos durante o horário da passagem.

Devemos levar em consideração, também,  que nas três praças da parte tombada da Cidade Velha  existem igrejas,  e em  duas delas existem até escolas:  por que não se aplica o que  estabelece o Código de Postura nos seu  “Art. 81 - A administração impedirá, por contrário à tranqüilidade da população, a instalação de diversões públicas em unidades imobiliárias de edifícios de apartamentos residenciais ou em locais distando menos de 200m (duzentos metros) de hospital, templo, escola, asilo, presídio e capela mortuária.”

Ao menos nas  praças da área tombada isso devia ser respeitado, e as falsas concentrações, impedidas. Portanto, somos da opinião de não autorizar concentrações na área tombada da Cidade Velha, mas somente a passagem de blocos  de mascarados/fantasiados, com suas  bandas.
As reclamações que recebemos são também relativas a:
- poluição sonoraOs Padres reclamam do barulho no horário das missas... mas não são os únicos. Tomamos conhecimento em outubro de 2013 da Recomendação Administrativa enviada pelo   Ministerio Público Estadual - Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente E Patrimônio Cultural de Belém ao DPA. Não seria o caso de aplica-la em algum modo? Controles são necessários em área tombada a fim de salvaguardar nosso patrimônio, ao menos,  de trepidações.  Aplicar além das leis, essa Recomendação seria muito útil na luta contra a poluição sonora, que tanto ajuda na destruição do patrimônio publico e do privado.
- o percurso dos blocos é algo que deveria ser decidido a priori, desse modo a Semob teria condições de fechar as ruas ao transito, visto quanto dito supra.
- o horário de inicio e encerramento das concentrações, deve  ser determinado pela autoridade pública. De fato,  no Código de Postura lemos nos seu  Art. 80 - A administração municipal regulamentará o horário de realização de ensaios de escolas de samba, conjuntos musicais, rodas de samba, batucadas, cordões carnavalescos e atividades semelhantes, de modo a preservar a tranquilidade da população. Quando completam o horário  a PM ou a GBel, devem fazer algo....
- limpeza pública.    Seria oportuno fosse estabelecido um horário para a chegada da SESAM para dar inicio a limpeza.  Este é outro argumento que pode muito bem ser resolvido baseando-se no Código de Postura. De fato lemos no  Art. 105 - No exercício do poder de polícia, a Prefeitura regulamentará a prática das atividades em logradouros públicos, visando a segurança, higiene, o conforto e outras condições indispensáveis ao bem-estar da população.
- ambulantes. Devem ser autorizados? É um verdadeiro absurdo a quantidade de carrinhos de mão e similares acompanhando os blocos e espalhados pelas ruas e praças. As normas vigentes determinam o tipo de equipamento e modelos padronizados e a obrigatoriedade de licença.
A sujeira produzida por eles é fora do normal.
O Código de Postura também resolve esse problema, ou vamos fechar os olhos a essa irregularidade?  Art. 117 - Os vendedores ambulantes deverão sempre portar a licença para o exercício da atividade e sua carteira de saúde.
Art. 118 - O vendedor ambulante que exercer irregularmente essa atividade sem estar devidamente matriculado, será multado e terá apreendida a sua mercadoria.
(Não temos certeza que o Decreto Municipal n.26.578, de 14/4/1994, que regulamenta o comercio ambulante, seja legal, pois contraria algumas normas de lei como o Código de Postura.)

Uma campanha de esclarecimento poderia ser veiculada nos jornais e tv, divulgando a  aplicação das leis vigentes, que deveriam ser obedecidas por todos.  Os órgãos (Secom, Fumbel, SEMOB, GM, por ex.) fariam os controles e as verificações previstas.

- outras providências. A  Cidade Velha, fazendo parte do Centro Histórico, segundo a Lei n. 8.295, de 30 de dezembro de 2003,  deve ser  conservada e protegida. Ao autorizar eventos de tal natureza, a recorrente alegação de insuficiência de mão de obra a ser disponibilizada, não deve ser empecilho para a rigorosa obediência e respeito das normas.

 A segurança das pessoas é, das providências que  pedimos,  tão importante quanto a defesa do patrimônio publico ou privado, seja ele histórico ou não.  Devemos salientar que melhorou muito nos ultimos anos, mas a defesa de bens de particulares também  não deve ser esquecida. Os negociantes cansaram, e começaram a colocar defensas/grades/tapumes e seguranças ao redor de suas propriedades,  vista a falta de educação dos carnavalescos, que nem sempre os agentes da PM ou da GM se sentem delegados a defender. O mesmo diga-se das casas de família. A esse ponto, justo seria que os policiais fossem devidamente orientados a respeito da defesa de todo tipo de patrimônio material.

Portanto, no caso de liberação da Cidade Velha apenas para a passagem dos blocos carnavalescos, será oportuno que seja  definido, ao menos: áreas de concentração, trajetos, horários de início e fim, controle de comércio ambulante, quantidade de banheiros públicos e sua localização ao longo do percurso, esquemas de segurança (pública e privada), colocação de isolamento por tapumes ou por defensas, ruas fechadas ao transito.  
Consideramos fundamental a celebração de TAC entre as partes envolvidas, deixando tudo bem definido...inclusive as sanções que são previstas.


Associação Cidade Velha Cidade Viva -  Civviva

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Resultados proficuos...e não


Ontem foi um dia especial para a Cidade Velha. As noticias e os fatos, bons e ruins, tirando uma soma, nos deixaram satisfeitos. Nós, aqueles que lutam pelo parimonio "gratis", sem obrigações empregaticias,  tivemos noticias de alguns sucessos e , de acordo com a lei da transparência, damos noticias:
- o nosso ajoelhaço que viu a participação de pouquissimas pessoas, deu resultado. A CELPA substituiu todos os monstrengos que fotografamos na Cidade Velha, colocando um do tamanho de uma BIC, dentro das nossas casas, para sabermos quanto consumamos. A leitura é feita por um outro aparelho colocado em cima do poste, ja livre dos olhões.
Esse é o lado positivo da noticia. Infelizmente, porém, não fotografamos todos os que foram colocados,  assim na Dr. Assis eles colocaram em baixo do grandão, o pequenino e não tiraram os monstrengos. Vamos ter que voltar a luta e, quem sabe, se consegue isso para toda a cidade.






Não podemos deixar de perguntar: se tinham esse aparelho, porque usaram aquela coisa enorme e feia ???
Parabéns aqueles que participaram ao ajoelhaço e a todas as reuniões  que levaram a esse resultado.
- Bechara Mattar - O MPF mandou uma recomendação ao IPHAN onde pede que seja incorporado no projeto apresentado para exame;
1= revisão da altura total do predio pois a inserção de cobertura no ultimo pavimento implica no acréscimo de mais um pavimento, o que excede ao gabarito de sete metros previsto em Lei;
2- revisão da área destinada a casa de maquinas pois invade outro imovel e isso nao é pemitido;;
3 - Revisão do numero de garagens e vagas para carga e descarga.. permitida a alteraçao mediante analise do orgão de proteção do patrimonio historico e aprovação do CONDUMA;
4 - REVISãO da altura do anexo do edificio da rua Pe. Champagnat que está superior ao gabarito definido para o Centro Historico.

Se for aceito o TAC a respeito, será mais um sucesso.
- Trav. Felix Rocque : o IPHAN aprovou um novo projeto da Praticagem da Barra para a parte da rua que chega até a orla do rio, que estava sendo ocupada irregulrmente. Foi assinado um TAC onde se pede a rigorosa observação do projeto aprovado pelo IPHAN, caso contrario será aplicada multa de mil reais por dia... O projeto de ficar pronto até julho de 2016.


Valeu a pena lutar. Nossa cidade so tem a ganhar com isso. Por outro lado, em vez, o mesmo não acontece com o prédio do Pequeno Principe. Seu proprietario nao aceitou o TAC que lhe foi proposto. O teto ja caiu. Em breve, quem sabe, teremos mais um estacionamento.

Quanto ao carnaval. O que acontece na Praça do Carmo, nada tem a ver com carnaval. Não sabemos que nome dar aquela quantidade de gente que vai la para beber e fazer barulho, pois os varios carrosom tocam musicas diferentes ao mesmo tempo. Continuamos querendo saber porque não tocam musicas de carnaval. Mascarado...nenhum.
Mas pra la, porém, o bloco do bairro (Xibe da Galera) continua se preparando para seu carnaval cidadão, dando bons exemplos e pedindo a colaboração do folião.




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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

PARABENS PRA VOCEEEE.....


Hoje, Belem encerra seus primeiros tres seculos e inicia a contar seus 400 anos.
Na verdade e' a Cidade Velha que faz aniversario, ou seja, aquela ilhotinha, rodeada pelo rio Guama e o Piri, que foi  escolhida para ser a sede do Forte do Presepio, em 1616.
Belem, comeca a existir, concretamente, quando doaram a primeira legua de terreno para forma-la, e, um belo dia, com o aterraramento do Piri (que depois se transformou na Av. 16 de Novembro), a ilhota Para' passou a ser terra firme, unindo-se a Campina e passando a ser chamada Cidade Velha...

Que podemos dizer desses tres seculos?
- Que tivemos altos e baixos.
- Que, redescoberta pelo Marques de Pombal, tivemos o periodo das criacoes de Landi;
- Que, depois de tantos soprusos, o povo se levantou e aconteceu a Cabanagem;
- Que, de desconhecida, veio a tona com o periodo da borracha;
- Que Lemos a transformou embelezando-a;
- Que foi totalmente abandonada, depois da entrada da Inglaterra no Mercado do 'cauciu'
- Que JK, com a abertura da BR316, tentava uni-la ao resto do Brasil;
- Que o "progesso" aproveitou para comecar a destruir nosso patrimono historico;
- Que os azulejos da Cidade Velha comecaram a desaparecer;
- Que o asfalto comecou a cobrir nossos paralelepipedos em troca do aumento do calor;
- Que edificios comecaram a substituir-se aos casaroes antigos;
- Que ,,,.
- Que...
- Que...

Com certeza nao era o caso de segurar o progresso... mas era necessario chegar ao ponto que chegamos?
-os azulejos sairam da frente das casas para as colecoes privadas, em Belem, no Brasil e ate' na Alemanha;
- as casas coloniais foram substituidas por casas com pateos,  terracos e jardins;
- e hoje, com ou sem azulejos, as vemos serem substituidas por estacionamentos particulares.

A opcao de dar as costas ao rio, como forma de defesa usada na epoca da sua fundacao, foi acentuada com o fechamento abusivo de ruas que acabavam na orla. As casas coloniais, pintadas com cores tenues (duas ou tres cores), agora sao coloridas, carnvalescamente, com cores que nossa memoria nao lembra.

As leis de defesa do nosso patrimono historico sao ignoradas ate' por quem e' pago para defende-las. Aquela musica do grupo Mosaico de Ravena, dia a dia esta se concretizando. Cenarios para turistas sao criados, mesmo se bonitos, ignorando o que pretendem as leis e nossas lembrancas.

Espetaculos rumorosos, onde a poluicao sonora ajuda a debilitar nosso patrimonio arquitetonico, sao autorizados dentro e fora desses predios, mesmo se o Codigo de Postura determina uma distancia de 200m de igrejas, escolas, hospitais....

Hoje, o maior presente que podemos dar a Belem, e' juntar-mo-nos aqueles que lutam para defender o que sobrou da nossa historia....e' apoiar a Civviva nesse sentido.

PARABENS BELEM.







quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PEQUENO BALANçO


Chegamos ao fim de mais um ano de atividade em defesa do nosso patrimonio historico, através de batalhas em vàrias frentes, na Cidade Velha e fora dela.

Nao contamos com muitas vitorias, mas... ao fechar o ano de 2014 podemos dizer que demos alguns passos a frente, nao somente em relaçao ao carnaval no bairro mais antigo de Belém, mas na defesa do uso das calçadas pelos pedestres.
- Nòs tinhamos pedido que na Cidade Velha passassem os blocos que respeitam a nossa tradiçao: com mascarados e bandinhas, ou seja sem abadà e carro som...e parece que isso foi aprovado.
- Perguntamos ao MPE se um decreto poda modificar a lei do Codigo de Postura, permitindo o uso das calçadas como "terrace" de bares e restaurantes, contrariando o que preve a citada lei. Parece que também tinhamos razao, e algo està acontecendo-
- Os medidores de energia, denunciados com um ajoelhaço antes do Cirio, apesar do que a Celpa escreveu aos jornais, continuam na Cidade Velha. Passem pela Dr. Assis e vao ver, como mentira tem perna curta... e quem deve aplicar a lei, o que faz? Tiraram alguns da Dr. Malcher, e o resto ???

A maior dificuldade que encontramos é, exatamente, o respeito das leis em vigor. Alias, bem poucos as conhecem...como aplica-las, entao? Cada tentativa a respeito é uma batalha, uma guerra contra a prepotencia de quem nao sabe, nem quer usar a democracia que conquistamos (alguns de nòs lutaram por isso)... e a falta de fiscalizaçao, que se protrae ha anos, ajuda essa situaçao de ilegalidade.

Em todos os setores da nossa sociedade vemos o comportamento, de alguns "reizinhos", feudatarios de algum setor, os  quais pensam que todos somos ignorantes e/ou coniventes e que nao existam cidadaos conscientes de seus deveres e direitos dispostos a continuar essa luta pela aplicaçao do que preve a democracia.

Passaram-se cerca de 30 anos do fim da ditadura, mas alguns comportamentos "saudosos" continuam a fazer mal a sociedade, que, muitas vezes, surda e muda, nem sempre se apercebe o quanto isso é perigoso.

Vamos portanto insistir na luta com relaçao as ruas "fechadas" abusivamente; pelo respeito do gabarito na Cidade Velha (e fora dela se for necessario); pela reduçao do transito e da poluiçao sonora no Centro Historico; pela necessidade de estacionamento para as atividades autorizadas... Continuaremos a pedir a regulamentaçao das leis para que possam ser aplicadas com o devido respeito...e por que nao, pedimos também,  um bocado de segurança.

Mas, voltando ao nosso balanço de fim de ano, "è de gota em gota" que estamos enchendo a nossa Taça de satisfaçoes, e temos que agradecer, nos casos acima citados, a disponibilidade demonstrada pela administraçao municipal de começar a enfrentar esses problemas.

Somos gratos aos que apoiaram nossas lutas e esperamos que o Ano Novo nos traga  mais satisfaçoes e vitorias nessa "guerra" pela aplicaçao do que preve a democracia e que muitos cidadaos se aproximem a quem ja està lutando pela transparencia e a ética na administraçao publica.


                  FELIZ ANO NOVO A TODOS OS QUE LUTAM POR UMA BELEM ... 
   
                                           QUE NOS ENCHA DE ORGULHO



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

MAIS UM NATAL...


Chegamos ao fim de mais um ano, durante o qual, lutamos, brigamos, manifestamos e, bem pouca coisa obtivemos. Aumentou, em vez, o numero de inimigos que criamos, ao tentar fazer respeitar as leis.

Nos somos da opiniao que :Cidadania é o exercício de direitos e a cobrança
 de deveres de cada um e de todos, porem...


- O carnaval,  no bairro, como e` que foi em 2014????
- Se passarmos pela Dr. Assis, na Cidade Velha, vamos ver aqueles aparelhos enormes e horrorosos, para medir o consumo de energia, ainda la, nos muros das casas, apesar das promessas de retira-los.
- Continuando o passeio pelo bairro, e entorno, vamos notar que o Codigo de Postura continua sendo ignorado, basta  olhar as calcadas.
- O Codigo do Tansito, tambem.
- Sempre na Dr. Assis, nas laterais e nas paralelas, o transito nao diminuiu, assim carretas e outros meios pesados, continuam a fazer trepidar nosso patrimonio.
- O problema de `estacionamento`, tambem continua sendo uma quimera.
- Criancas continuam a `trabalhar` ns kombis e vans... (pode nao ser trabalho escravo, mas as leis nao sao respeitadas nesse caso, tambem).
- As cores das casas, pintadas de novo,  tambem nao respeitam a nossa historia e nem as nossas lembrancas, quanto mais nossa memoria.
- Ruas que dao para o rio, continuam fechadas e outras, ameacadas de terem o mesmo fim.
- A seguranca ainda e` um sonho....

Enfim, pouco ou nada temos a por no ativo do nosso balanço, e quem ganhou com isso?

O que sera` que  o Papai Noel vai deixar embaixo da nossa Mangueira de Natal, agora que o ano esta` acabando?

Quem sabe 2015 vai ser melhor?

Nos e aqueles poucos ue nos acompanhm, vamos continuar a sonhar e a lutar  por tudo o que pode tornar melhor a nossa vida e o nosso bairro.

BOAS FESTAS A TODOS.

domingo, 12 de outubro de 2014

A CIDADE VELHA, O CÍRIO e os moradores.



Durante o ano, várias organizações se apossam da Cidade Velha com seus eventos. Ocupam praças e trazem gente de fora para usar e abusar dos nossos ouvidos e do nosso patrimônio. Essas manifestações acabam sem deixar nada, além de lixo e poluição sonora, aos moradores, os quais bem poucos participam, aliás.

Duas exceções devo fazer:
1 - Ao Arraial do Pavulagem  que vem falar com a Associação de moradores da Cidade Velha (Civviva) e comunica suas intenções, pede opiniões;  combina algumas ações e, mais que tudo,  se preocupa com  a segurança nossa e do nosso patrimônio histórico, com a  limpeza do espaço usado e enche a praça de banheiros.
             Quantidade de latinhas retiradas sábado a tarde da Praça do Carmo 
                              depois da apresentação do Arraial do Pavulgem..

2 – O falecido amigo Valmir  Bispo que, durante seu período no Curro Velho, vinha conversar conosco e fazer planos para a Cidade Velha. Definidas as ações,  ele organizava oficinas para adultos e crianças do bairro.  Os moradores participavam desde o inicio dos eventos que iriam acontecer.  

O carnaval é um caso a parte, porque não parte de uma pessoa ou de uma organização mas, principalmente porque não ocorre em um unico dia. São vários grupos que, aleatoriamente, em muitos casos, usam a Cidade Velha, desordenadamente, em vários fins de semana. 

Nos casos acima citados, em vez,  pensavam  e pensam  na Cidade Velha, não somente como um recipiente a ser  usado e abusado, mas  salvaguardado com a ajuda dos moradores. Estes não são ignorados, e podem participar dos eventos  sem tantos documentos e pretensões. Acontece uma espécie de fusão, de co-participaçãodesde o inicio e o interesse nasce, consequentemente.

Mesmo se essa participação dos  moradores nos eventos em questão é bem menor do que na espera da chegada da transladação,  é  sempre maior do que em todos os outros eventos  que ocupam nossas praças, ou seja, aqueles que ignoram, não somente as leis, mas, principalmente,  os moradores, aos  quais ficam somente os problemas.

Essas pessoas que pensam em "animar" o bairro perguntaram a algum morador se estavam de acordo?  Se é isso que precisamos?  As oficinas que fazem, são para os moradores? Quantos moradores participam da organização desses eventos? 

Em alguns casos nos parece até que é algo, mais  direcionado a preencher curriculuns vários, do que criar algo em prol do bairro em questão.


Por que escrevo sobre disso? Porque no dia da Transladação fui com a amiga Jacira, que me ajuda na Civviva, para o palco onde tocavam musica, na frente da igreja da Sé. Pela estrada encontramos policiais, e, nas ruas,  praticamente vazias de carros, os moradores colocaram cadeiras nas calçadas Muita luz  acessa nas casas de janelas enfeitadas  e portas abertas. Familias reunidas: ar sereno, de outros tempos. A Dr. Assis parecia algo fora da realidade.

Ao chegar ao palco a  praça já estava quase  cheia de  jovens, com camisetas onde se via que vinham de fora: Curuçá. Ananindeua, outras cidades do interior do Pará e bairros de Belém.  Cantavam e faziam coreografias enquanto esperavam a chegada da Santinha.

As janelas das casas que dão pra a praça, mas principalmente aquelas da Dr. Malcher, também estavam  enfeitadas...e lotadas. As pessoas continuavam a chegar, pelas ruas que dão acesso a Praça da  Sé e a musica continuava alegrando os presentes. O mar de cabeças de cabelos pretos aumentava frente a nós e me lembrei duma manifestação que participei na Dinamarca onde  a massa dos presentes, tinha cabelos loiros e nem eram tão alegres como estes daqui.

E chegou a Santinha e aquele mar entrou em ebulição. O povaréu era incontável e a emoção e a fé eram palpáveis. Tiraram a imagem da Santa  da berlinda  e a levaram para o palco, enquanto a berlinda foi-se imediatamente em direção a Dr. Assis. Rezaram uma Ave Maria e nos duas saímos atrás da berlinda. A nossa  intenção era vê-la entrar  no Colégio do Carmo  onde trocam  as flores e a preparam  para o Cirio.

O povo da Cidade Velha teve a nossa mesma ideia. Seja a Dr, Malcher que a Dr. Assis se encheram imediatamente de gente para correr atrás da Berlinda e nós acabamos perdendo-a de vista em poucos minutos. Quando chegamos no Colégio do Carmo ela já tinha desaparecido, dentro,  e não nos deixaram entrar.  Todos calados aceitamos as ordens e fomos embora. Como uma procissão, todos no meio da rua fomos para nossas casas.

O período do Círio concentra a maior parte das atividades na Cidade Velha, tive assim a oportunidade de constatar como a participação e o uso do bairro é completamente diferente em cada evento que aqui acontece. É mais que evidente que  a esta manifestação religiosa, os moradores da Cidade Velha participam em massa. Alguns na preparação dele  e todos os outros, depois, comparecem à sua realização. Qualquer outro tipo de evento que aconteça, vê bem poucos deixarem suas  casas  para  assistir algo e muito menos se ocupar da preparação do mesmo, porque ignorados pelos organizadores, principalmente, ou porque trata-se de algo que não provoca algum interesse .

Independentemente de ser um evento religioso, o confronto das festividades do Círio com os outros tipos de evento é necessário.  Em quantos desses eventos que acontecem na Cidade Velha os moradores, mesmo sem a Associação, são convidados ou cooptados a participar desde o inicio? Quantos tem interesse, realmente, em trabalhar com a comunidade? Assim sendo, nos parece  que a Cidade Velha é escolhida somente para "conter" o espetáculo, e nada mais.

Era melhor pensar nisso e corrigir o tiro... quem sabe todos obteriam melhores resultados.