domingo, 20 de maio de 2018

VAMOS REATIVAR O NOSSO FORTE... ...



Era uma vez uma floresta equatorial, rodeada de água por todos os lados, inclusive a que vinha de cima, do céu. Os intelectuais da época e os fazedores de mapas de antanho, que moravam do outro lado deste mundo, ainda não a conheciam.

Na opinião daquela intelighentsia ligada a igreja católica e que vivia do lado oposto daqui, depois do oceano, estava o fim do mundo. Isso diziam olhando da Europa para estas bandas de cá.

Disputas ambiciosas já tinham levado a descoberta de umas terras na parte superior da linha equatorial a qual acabou pegando o nome de América. Uns italianos sob o comando da Espanha, tinham chegado a uma ilha, do lado de lá da Europa e a batizaram de S. Salvador.

Estava começando o século XVI, em vez, quando Portugal, concorrendo com a Espanha, descobre o Brasil, mas lhe da o nome de terra de Vera Cruz que depois vira, Santa Cruz e, quando o pau Brasil já estava acabando, o resto do mundo inteiro já a chamava Brasil.

Ninguem tinha ideia do tamanho de todas essas terras descobertas, tanto que, entre Espanha e Portugal ja tinham até feito um Tratado (em Tordezilhas) decidindo até onde iriam as possíveis terras Portuguesas, pois o resto seria todo espanhol.

Na segunda metade de 1500, com a morte do jovem Sebastião, rei de Portugal, a falta de herdeiros, levou-os a se unIr a Espanha, formando assim a União Ibérica: era o tempo da dinastia Filipina. O Tratado de Tordesilhas, nessas alturas perde, praticamente, seus efeitos o que beneficia o futuro aumento do território brasileiro, facilitado pela penetração e consequente expansão de sua área.

Em 1615, depois de terem notado a instalação de ingleses, franceses e holandeses no norte do já conhecido Brasil, inclusive ao longo do Rio Amazonas, parte do Maranhão um grupo da força luso espanhola sob o comando de Francisco Caleira Castelo Branco, para escolher um ponto estratégico para defender a Amazonia.

Aportaram num lugar chamado de Paraná-Guaçú pelos índios, ou seja, numa área rodeada pelo rio Guama e pelo igarapé do Piri (hoje Av, 16 de Novembro) que incluía o alagado que hoje chamam de Tamandaré.

Era o dia 12 de janeiro de 1616  quando, alguns dizem que eles chegaram, e ali constroem a “casa do forte”, a margem esquerda da foz do Piri, chamando-o do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém. A  área entorno foi chamada de Feliz Lusitânia. Antes, porém, tinham escolhido um local onde hoje é Icoaracy, mas a profundidade do rio, por aquelas bandas, ia permitir a entrada de navios maiores, então não era aconselhavel.
O nosso caso foi  diferente dos Estados Unidos, onde o cinema idealizou o território do Arizona, onde   três fortes faziam a linha de frente no combate aos apaches: Forte Whipple, Forte Verde e Forte Apache. Na Amazonia tivemos, mesmo sem filmes, o Forte do Castelo, somente. Desalojar os índios Tupinambá daquela "ilha Pará" foi a primeira função de quem chegou aqui, usando como desculpa que eles, os indios,  ajudavam os franceses. 

Logo começaram a chegar as ordens religiosas e, uma,  em 1626, funda, do lado de la do Piri, o convento de Santo Antonio. Começa a nascer um outro bairro, o da Campina e seus moradores começam a chamar a ilha Pará de Cidade Velha, enquanto nos registros ja era Santa Maria do Grão Pará.  É nessa época que destinam e doam a primeira légua de terra para a nova cidade que depois passou a chamar-se somente de Belém e sua origem, o seu primeiro bairro, ficou sendo conhecido como Cidade Velha.

Hoje podemos dizer que a Cidade Velha é o nosso Forte Apache. LUGAR ONDE HOJE ALGUMAS PESSOAS  LUTAM PARA MANTER EM VIDA O QUE SOBROU DO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO.... Luta essa que continua, muitas vezes em vão, pois todos os que querem vir para cá, não o fazem para defender nosso patrimônio, mas...principalmente para ganhar dinheiro. Dai aparecem teorias sem pé nem cabeça e a nossa memoria histórica começa  a mudar de cor...e de rumo.

Ainda bem que a quantidade de turistas estrangeiros, em Belém, não aumenta nem durante o Cirio. Se isso acontecesse, qual historia iriamos lhe contar, além daquela do Cirio? Até a Praça da Sé, a mais antiga de Belém, tem um triste entorno, como exemplo:  a Praça dos leões, ou Pedro II com seu monumento cheio de matinhos e pichações e bancos sem assentos; a do Relogio com seus belos postes...sem suas lampadas e rodeada de caminhões vendendo gelo; a de  S.João, com seu mercadinho alimentar impedindo a passagem dos pedestre; a Felipe Patroni com seu chafariz que virou vaso...

Depois, como contar a nossa verdadeira hIstoria se o Prefeito acabou com a categoria das Bibliotecarias... quem vai cuidar das bibliotecas?. Quem vai indicar os livros de historia, e outros, a quem precisa de informações... se muitos professores, independentemente de titulos pomposos, nem conhecem a nossa historia...??? e muito menos a situação do patrimônio histórico.

Seria o caso de fazer algo, reunindo quem não esta preocupado somente com sua carreira. Precisamos  defender efetivamente o nosso patrimônio histórico, que dá emprego a tantos sem obter nada em troca... 

Mercado de S.Braz

Monumento Praça D.Pedro II
Praça do Carmo incendio sito arqueológico
Calçadas
Banco Pça D.Pedro II


QUE TAL ATIVAR UM FORTE DE DEFESA DA NOSSA MEMóRIA HSTORICA..???

quinta-feira, 17 de maio de 2018

QUEM DEVE TOMAR PROVIDÊNCIAS?


A insegurança é tanta que resolvi, ha tempos, sair sem celular... assim sendo, não posso nem fotografar os absurdos que vejo. Vão ter que acreditar no que escrevo...cheia de mágoas.
A praça D. Pedro II, aquela dos leões, perto da praça do Relogio, está uma tristeza so. Alias, todas duas. Deixando de lado as calçadas que, vira e mexe, são consertadas de modo errado, vamos ao panorama entorno a elas.



Pixaram o monumento inteirinho da praça dos leões; arrebentaram as grades perto da escadaria...e seu cume está cheio de plantas.





Devemos recordar que, tal praça tem ao seu redor:
- a Assembleia Legislativa;
- a Prefeitura; - o Museu do Estado do Pará;
- o Instituto Histórico e Geográfico do Pará;
- a Igreja da Sé e de S.João
- um Tribunal de Justiça;
- várias sedes de Ministerios Publicos
-e vários outros museus .
Independentemente da competência de cada um, a quantidade de conhecedores das leis é enorme nessas paragens. Apesar de todo esse conhecimento e competências, todos os dias tem manifestações rumorosas na porta da ALEPa, cujo resultado imediato é a destruição do patrimônio histórico. Caem os estuques do Museu; estalam cristais; quebram-se vidraças... Isso sem aprofundar outras manifestações que acontecem durante o ano quando se repetem, infelizmente, como durante o Auto do Cirio, abusos de todo tipo.
A poluição sonora, além de criar os problemas acima, também prejudica anciães e animais que moram naquele entorno.
O mato, bem visivel, que cresce em vários prédios nessa área tombada, não deixa dúvidas que, seja aos politicos que aos estudiosos de leis ou de historia, o nosso patrimônio histórico, concretamente, não merece nenhuma atenção. (Este é na Tomazia Perdigão, mas tem dois na Felix Rocque)
Está mais do que claro que, ignorando essa realidade, com certeza, não é que a presença desses orgãos e de estudiosos, ali, seja util ou facilite a salvaguarda da nossa memória histórica. Essa proximidade deles de nada serve quanto a defesa da área tombada onde se encontram. Não interessa a nenhum deles essa realidade? Não notam a barulheira que fazem ao redor de monumentos históricos? Será que sabem os danos que isso causa? Será que chegam a notar tudo isso quando entram na Cidade Velha?

Depois: quem continua a autorizar atividades que enchem as calçadas de veiculos, e os ouvidos dos moradores de ruídos? Quem deve pensar nos estacionamentos, para salvaguardar as calçadas de liós, também tombadas?

Se dobrarmos o canto da praça a esquerda, vamos dar de cara com a Catedral da Sé, que, ultimamente, apos as cerimonias de casamento, vê homenagearam a moça que encontrou marido, com a mesma quantidade de fogos usados durante o Cirio. Ação essa que, também, causa danos enormes ao patrimônio... quem quer que seja que a faça.
Os 'cidadãos', sentindo-se donos do pedaço, e, não sendo nem educados nem reprimidos pela força pública em algum modo, continuam a agir sem alguma compostura e...desrespeitando as leis.

IGNORAM, JUNTAMENTE COM OS OUTROS FREQUENTADORES DESSA ÁREA OS DANOS QUE, NÃO SOMENTE A POLUIÇÃO SONORA, CAUSAM AO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E AS PESSOAS.
(atenção: lago do desencontro das águas...poluidas)



A omissão de todos é gritante, incluindo o Ministério Publico.
Que fazer? A quem pedir socorro?


CADÊ AÇÃO DESSES FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS? CADÊ A CIVILIDADE DOS CIDADÃOS? CADÊ O RESPEITO DAS LEIS? CADÊ COERÊNCIA, ÉTICA E TUDO MAIS...


Quem pode tomar providências concretas para a defesa do nosso patrimônio histórico?

Dulce Rosa de Bacelar Rocque 
Presidente Civviva

FOTOS DE CARLOS BOUÇÃO e GRAÇA CASTRO

segunda-feira, 14 de maio de 2018

CEMITÉRIOS E OUTROS PATRIMôNIOS


De vez em quando ouvimos falar de cemiterios; de conserto; de revitalização; de restauro, mas, de concreto nada vemos acontecer. Ameaçam e...esquecem de fazer.

 Na Cidade Velha não temos cemitérios. Aliás, temos, em pratica, um enorme cemitério de casas, prédios, praças, calçadas que de nada diferem da situação de nossos dois principais cemitérios.

O prédio da foto abaixo, onde uma familia de portugueses, Seu Antonio, Dona Maria e filhos, explorava uma moenda de cana de açucar no século passado encontra-se do lado do Museu do Estado do Pará e da Alepa. Pior, está na ilharga da Prefeitura, na Tomazia Perdigão...



.. e ninguem faz nada.

 Se entrarmos na Felix Rocque, na calçada  oposta aquela  da Alepa, um floresta ocupou um prédio e os outros, não é que estão melhores... Continuando o passeio, vamos ver outros cadáveres nessa área tombada...

A praça conhecida como D. Pedo II, em frente a uma das entradas da Prefeitura, ja tem um mi ni bosque la em cima da estátua, enquanto embaixo podemos ver até roupa a quarar ao sol...

 Nos nossos cemiterios o que vemos, em vez? O mais velho, da Soledad, praticamente cheio de escombros... O outro, em vez, segue o mesmo caminho.

 Na foto abaixo vemos uma homenagem a uma familia cujo ultimo  sepultamento foi em 1891, portanto a construção deve ser ainda mais antiga. Já inclinou 40 cm desde o ultimo dia de finados. Vai cair com certeza, com todas essas chuvas.


E esta mangueira está do lado da sepultura acima. Se cair vai levar consigo tudo o que tem ao redor...


Alguns jazigos estão abertos a causa da queda de duas arvores, recentemente.

Aqui entre nós: se não cuidam das mangueiras que estão nas ruas, frente aos nossos olhos, imaginem se vão se preocupar com as que estão nos cemitérios.

SE   AS MANGUEIRAS  SÃO TOMBADAS COMO A CIDADE VELHA E AS CALÇADAS DE LIÓS...VÃO CAIR, COMO AS OUTRAS, ACOMPANHANDO O QUE SUCEDE COM O RESTO DO NOSSO PATRIMÔNIO. 

E não vamos falar da poluição sonora na porta da ALEPA, a qual provoca queda de estucos do MEP e  aquela dos fogos de artificio após os casamento na Igreja da Sé, que quebra vidros de cristaleiras e vidraças...


PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: MAS TEM AINDA ALGUM ORGÃO PÚBLICO QUE RECEBE VERBAS PARA CUIDAR DO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO????


PS: este é um pequeno exemplo do que vemos por ai...

Obrigada P.F. inclusive pelas fotos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Que satisfação...





...ter reconhecimento por trabalhos feitos.

Acabamos de ser informados que a nossas Associação foi reconhecida de Utilidade Publica
com um quorum de 2/3 ( por unanimidade) pela Câmara de Vereadores de Belém.

Não podiam esperar melhor momento para nos dar esse prazer. A dificuldade que temos para obter resultados, aumenta dia a dia, pois .são batalhas sem fim pelo respeito das leis.
Um reconhecimento deste teor, portanto, so pode causar prazer aos membros da Civviva.

Agradecemos a Vereadora Marinor por ter prestado atenção ao nosso trabalho e ter nos dado essa satisfação.



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

RESULTADOS DO PRE-CARNAVAL




ONTEM REUNIMOS A CIVVIVA para verficar, junto a Direção, as opiniões a respeito do periodo pre-carnavalesco, apenas terminado.


Primeiramente é necessário lembrar que o pessoal da Liga dos blocos, na reunião em que apresentaram o seu projeto carnavalesco,   afirmaram que, os 'idosos', na Cidade Velha, são 7% os de mais de 70 anos e 5% aqueles na faixa de 60 anos. Não discutimos esses dados. Porém... aonde fazem o carnaval proposto?

O carnaval que essa Liga organiza não acontece em 'toda' a Cidade Velha, mas somente na área tombada. Começa na Praça da Sé e termina na Tamandaré. Nesse perimetro a percentagem de moradores idosos aumenta enormemente.Achamos até que passe para 50 a 70%. De fato são raras as casas na área tombada da Cidade Velha, onde não tenha ao menos um idoso, e ontem tivemos a certeza disso, quando inciaram a reclamar, os moradores da Dr. Assis, da Pça da Sé, da Tomazia Perdigão, etc., etc.

.
Uma por uma das senhoras presentes citou os problemas que tiveram em casa quando passavam os blocos fazendo barulho. Aquela com o marido com Alzheimer, que chorava; aquela que cuidava de uma senhora com mais de 100 anos, que se debatia na cama; aquela outra, cuja mãe, se desesperava... e assim também quem falava dos problemas com os animais, seja gatos que cães. Outros vizinhos preferiram sair de suas casas naqueles fins de semana, indo para bem longe do bairro.

Lembramos bem o que disse o Coronel Artur da Segup: bastaria um idoso, para ja ter seus direitos garantidos. Isso, porém, não vimos acontecer, pois a poluição sonora neste precarnaval, não foi inferior aos outros anos. 

O problema da poluição sonora iniciou quando a Fumbel autorizou vários blocos a 'estacionarem' no entorno de igrejas tombadas, para suas 'concentrações'. Até então, se ouviam somente bandinhas com seguidores mascarados. Nessa época, lutavamos por banheiros quimicos e pela limpeza das praçasn e os blogs da Civviva o demonstram até com fotos.


A partir desse ano, porém, entraram os trios elétricos e carros som a fazer parte de um carnaval que nada tinha a ver com a memoria carnavalesca do paraense, e nem com a salvaguarda do nosso patrimônio histórico.



A Fumbel mandou, em 2014, a nota abaixo  ...

Ao Coronel Machado
Encaminho abaixo, os nomes dos Blocos que a FUMBEL deu declaração  de que o evento "é de interesse para consolidação da expressão cultural do Município de Belém", na condição de serem autorizados pelos demais Órgãos Municipais e Estaduais. Ou seja, não é autorização.
Na oportunidade informamos também, que esses Blocos assinaram termo de compromisso, obedecendo regras somente para a concentração e passagem por algumas ruas da Cidade Velha.
Devo lembrar que o FOFÓ DO ELOY, não possui declaração da FUMBEL e exatamente ele que, segundo fomos informados, permanece fazendo barulho na Cidade Velha, especialmente na Praça do Carmo.
Para que qualquer Bloco possa realizar eventos na Cidade Velha, devem apresentar as autoridades da GBEL, PM ou DEMA, todos os documentos necessários como declaração da FUMBEL, e autorização da SEMMA, DPA, SEMOB, IPHAN, DPACH
                    BLOCOS

                      PROCESSO 138/14 – BLOCO CARNAVALESCO ELKA
                      DATA EVENTO: 15/02/2014 – HORARIO 13H AS 18H.
                      RESPONSAVEL: MANUEL ACÁCIO BASTOS
PROCESSO 222/2014 – BLOCO AMIGOS DO URUBU
DATA EVENTO: 22/02/2014 – 14 AS 19H
RESPONSAVEL:  VICTOR FIOCK DANIN

PROCESSO 244/2014 – BLOCO CABLOCO MUDERNO
DATA EVENTO: 23/02/2014 – 13 AS 18H
RESPONSAVEL:  MARCO ANDRE SISO DE OLIVEIRA

PROCESSO 328/2014 – BLOCO FILHOS DE GLANDE
DATA EVENTO: 23/02/2014 – 15 AS 18H
RESPONSAVEL:  CARLOS ALBERTO COSTA SANTOS

PROCESSO 340/2014 – BLOCO DO TRIO
DATA EVENTO: 22/02/2014 – 14 AS 18H
RESPONSAVEL:  MARCELO AUGUSTO NAZARÉ RODRIGUES

TODOS ESTES BLOCOS SÓ IRÃO CONCENTRAR NA PRAÇA DO CARMO E APÓS O HORÁRIO ESTABELECIDO DEVEM DEIXAR A PRAÇA.
OBRIGADA PELA ATENÇÃO

Ninguém pode  gozar  de um direito em detrimento de outro direito, também assegurado por lei, e isso a Fumbel esqueceu de verificar, e o caos, nesse ano, so fez aumentar. Nos quatro cantos da Praça do Carmo, carros abriam o bagageiro e poluiam o ambiente com musica que nada tinha a ver com o nosso carnaval, concorrendo entre uns e outros a quem exagerava mais com os decibeis.

REPETIMOS nossa opinião: Se compete ao Município “promover a proteção do patrimônio histórico" a nota acima não tinha algum sentido. Pior ainda se lembrarmos que  "Compete à Fundação Cultural do Município de Belém a implementação da política de proteção e valorização do Patrimônio Histórico Cultural "

Cada ano  que passava mais aumentavam os blocos abaianados, e os problemas não diminuiam.  Outros moradores começaram a reclamar e unir forças para mudar essa realidade. Até a Igreja entrou na luta, este ano.

Ficou claro que o  nosso patrimônio é que tinha que ser defendido e não os interesses privados ou de locais noturnos que se encontram nesta área, que, alias, são  os únicos a tirarem vantagem desta situação.

Assim sendo, visto que estamos em área tombada; que devemos salvaguardar, defender, proteger nosso  patrimônio... por que não defender também o carnaval? O "nosso" carnaval; aquele com bandinha e mascarados? aqueles blocos que não poluindo o ambiente, não provocam trepidação nem preocupações a quem tem idosos e animais em casa.

Os esforços feitos para melhorar esse carnaval não deram resultado, na opinião de muitos moradores. Os dados sobre a poluição sonora obtidos através de celular, não são aceitos pelos orgãos publicos. A SEMMA, porém,  até hoje não forneceu os relatórios resultantes da  fiscalização sobre o respeito da legislação sobre a poluição, para podermos confirmar o que dizem muitos cidadãos.  

Sugerimos portanto que, em futuro, somente aquele tipo de blocos que defendem a nossa tradição carnavalesca tenham acesso a área tombada, e que se dirijam para outras áreas  aqueles que usam sons eletro-eletrônicos e abadás. 

A Praça Valdemar Henrique seria uma ótima opção para estes ultimos blocos, pois não tem vizinhos, nem igrejas tombadas e ainda oferece espaços para estacionamento... o certo é que a área tombada e seus moradores não podem continuar a serem maltratados por pessoas que ignoram, com seu comportamento incivil, todas as leis que falam de patrimônio...e de gente idosa.




domingo, 21 de janeiro de 2018

Poluição sonora: sera omissão?


Quem for procurar as leis relativas a poluição sonora vai ter uma surpresa... 
Apesar de termos citado várias  normas na nossa nota de 17 de outubro de 2017 http://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com.br/2017/10/poluicao-sonora-desincentivos.html, achamos que é o  caso de volta e examinar a 

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Seção III
Da Poluição e outros Crimes Ambientais
Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 1º Se o crime é culposo:
Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.
§ 2º Se o crime:
I - tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para a ocupação humana;
II - causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população;
III - causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade;
IV - dificultar ou impedir o uso público das praias;
V - ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos:
Pena - reclusão, de um a cinco anos.


A primeira pergunta a fazer é sobre esses "niveis tais" que podem resultar em danos à saúde humana e mortandade de animais...
Durante o foguetorio do Cirio acontece  a morte de passaros, e apesar das reclamações , nada mudou.
Agora , até quando saem os  noivos da igreja apos o casamento, fazem a mesma homenagem a eles, e se tem o mesmo resultados. Não somente os cães enlouquecem, mas se encontram periquitos no chão... E  ninguem manda parar com isso. 
Em nenhum dos casos alguem se preocupa com o que acontece com as construções, com os prédios tombados, ou não.

Quantos decibieis tem que ser para obter o respeito dessa lei e mandar prender os causadores desses danos?

Dai descobrimos  a  Norma Brasileira (NBR) 10.151/2000, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que regulamenta  o ruído em áreas residenciais o qual não deve ultrapassar os limites de barulho estabelecidos – 55 decibéis para o período diurno, das 7h às 20 horas, e 50 decibéis para o período noturno, das 20h às 7 horas, em área mista, como podemos notar na tabela abaixo. 
Tabela 1 - Nível de critério de avaliação NCA 
para  ambientes externos, em dB(A) 
Tipos de áreas                                                  Diurno   Noturno                
Áreas de sítios e fazendas                                                                       40               35 
Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas          50               45 
Área mista, predominantemente residencial                                            55               50 
Área mista, com vocação comercial e administrativa                                60               55 
Área mista, com vocação recreacional                                                      65               55 
Área predominantemente industrial                                                         70               60

Acontece que a Semma, interpelada  a respeito  do que fará durante o carnaval, respondeu que irão atuar seguindo : "os dispositivos da Lei Municipal 7990 10 de fevereiro de 2000 que DISPÕE SOBRE O CONTROLE E O COMBATE À POLUIÇÃO SONORA NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE BELÉM especificamente nos artigos 8, 11, 15 e 17.

Logo de inicio o Art. 8º estabelece que  O limite máximo em decibéis, medido no limite real de propriedade, é de setenta, em horário diurno, e sessenta, em horário noturno.

Nem precisou ler os outros artigos, pois a contradição relativamente aos decibeis a serem respeitados era evidente. Ambas as normas citadas são do ano 2000... mas a municipal ignora  a tabela da ABNT. Pode isso? Além do mais, a Cidade Velha não é uma área predominantemente industrial, como prevê a tabela acima citada.

Em nenhuma das normas em vigor e examinadas nas nossas notas, é levada  em consideração a existência de áreas tombadas dentro das cidades brasileiras.
A defesa do patrimônio histórico é desrespeitada, visto o esquecimento do legislador da existencia dessa necessidade pois a poluição sonora cria danos as edificações, alem de fazer mal a pessoas e animais...

A Cidade Velha é uma área tombada, seja pelo Município, que pela União, e assiste atônita a passagem, durante o carnaval, de veículos com decibeis que superam até aqueles previstos para a área industrial pela tabela acima...o que acontece, também, fora do periodo carnavalesco com carros de publicidades e carros particulares. Será inoperância, somente?

Como defender nosso patrimônio se as normas não são claras? ou será, apenas, omissão?


PS: A LEGISLAÇÃO COMPLETA A RESPEITO é:  no âmbito Federal: Art. 225. Da Constituição Federal, Lei n. 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, o Decreto n. 99.274/90, que regulamenta a Lei n. 6.938/81, a Resolução  do CONAMA n. 01, que estabelece critérios e padrões para emissão de ruídos em decorrências de quaisquer atividades industriais, Resolução n. 02, que instituição o Programa Nacional de Educação e Controle de Poluição Sonora-Silencio, e as Normas Técnicas de na. 10.151 E 10.152 da Associação Brasileira de Normas Técnicas -ABNT



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Areas abandonadas que poderiam ser ...


...usadas, ao menos durante o carnaval, assim evitariamos de destruir a Cidade Velha:

- com tanta poluição sonora que provoca trepidação;
- com tantos veiculos que não encontram estacionamento;
- com tantos ambulantes 'perdidos', e
- com tantos foliões que não vêem os  banheiros.


Este é o lado da Igreja da Sé, na Dr. Assis, no segundo domingo de pre-carnaval e onde até missas estão sendo canceladas... (foto de autor desconhecido).






























ESTA É A ALDEIA CABANA: que uso tem ultimamente? Não é um desperdício?
Por que não é usada para desfiles carnavalescos?




















ESTA É A PRAÇA VALDEMAR HENRIQUE. Outro local abandonado e que bem poderia ser usado para muitos dos eventos, barulhentos, que hoje são feitos na área tombada. Nem vizinhos tem para reclamarem da urina e da poluição sonora!!! Ate vagas para estacionamentos teria sem nem ter que disturbar os moradores.

Até a Boulevard Castilho França, seria uma boa pedida para os desfiles.... Por que não?

A CIDADE VELHA não aguenta mais esse evento. Este carnaval se transformou numa atividade econômica lucrativa para os locais noturnos da área e um dano enorme para o patrimônio público e particular.

Os exemplos acima citados são  muito melhores do que levar o carnaval para o Ver o Rio, que é frequentada por familias com crianças  e foi recuperada recentemente. Levar o carnaval para esta bela área, seria mais  outro "assassinato" de uma área pública não abandonada.


















Ver-o-rio, estes dias.



É HORA DE AGIR E DEFENDER, CONCRETAMENTE, A ÁREA TOMBADA DA CIDADE VELHA .

Os interesses econômicos dos blocos carnavalescos não podem ser determinantes da destruição da  Cidade Velha,  facilitados pela evidente falta de vontade politica de defender  nosso patrimônio histórico.

FOTOS DE CELSO ABREU, que agradecemos.