segunda-feira, 1 de outubro de 2007

CARTA À COSANPA

Oficio n. 011/07
Belém, 2 de abril de 2007



Exmo. Senhor
Dr. Eduardo Ribeiro
Diretor da
Companhia de Saneamento do Pará
Nesta



Em novembro de 2006, moradores, empresários estabelecidos e amigos do bairro, irmanados pelo consenso da necessidade de conter e reverter o processo de deterioração da Cidade Velha, uniram-se e decidiram fundar a Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CiVViva). Trata-se de uma sociedade civil sem fins lucrativos, apartidaria, tendo como propósito buscar melhorias para o bairro e o bem-estar da comunidade. Esta portanto foi a forma que encontramos de presentear o bairro cujas origens coincidem com a fundação da cidade em janeiro de 1616, numa tentativa de preservar suas qualidades e características históricas.

A CiVViva representa um desafio para seus associados pois também tem como propósito contribuir com a Alta Administração Pública identificando problemas, sugerindo soluções e apresentando novas idéias que possam ser implementadas com vistas a melhoria do bairro e da cidade.

Aproveitamos esta oportunidade, portanto, para o colocar ao par de alguns problemas que estamos enfrentando - e que foram discutidos, democraticamente, durante as reuniões que antecederam a criação da CiVViva - vista a competência desse órgão relativamente à qualidade da água que pagamos para usar e que ousamos pretender, portanto, seja a melhor possível.

Mesmo se estamos no século XXI, neste bairro, é normal ficar sem o serviço de fornecimento de água. Isso acontece há tantos anos que, muitos de nós, fomos, praticamente, obrigados a colocar uma cisterna em casa para evitar surpresas.

Qual foi a nossa surpresa, em vez? Tivemos a possibilidade de ver que a água era imunda: Marron. Uma quantidade enorme de “ferro”, disseram, que se pousa no fundo da cisterna. Tomamos outra decisão: compramos filtros modernos para evitar possíveis doenças.

Em poucos meses, outra surpresa: a despesa de manutenção desses filtros era enorme. Os mesmos tinham que ser substituídos ao menos de seis em seis meses... e custam caro. Reclamamos com a firma e a resposta foi: “o problema é do vosso fornecedor de água, não dos nossos filtros. É a água fornecida que é cheia de impurezas e os nossos filtros tem muito mais trabalho do que o normal.”

Resolvemos verificar no V. site se existia algo referente à composição da água que usávamos. Entre os parâmetros de analise, não encontramos nada relativo ao ferro. Por que? Não é perigoso para a saúde? Não é um problema esse excesso de ferro na composição da água? Uma correção desse problema, porém, não serviria à V. missão de “alcançar elevados níveis de qualidade e de universalização” ?

Solicitamos, portanto, gentilmente, que levem em consideração esse fato nos vossos próximos programas de despesas. Comprem, por favor, um aparelho/equipamento que torne a água fornecida para a Cidade Velha, menos ferrosa. Nem todos tem condições de ter tantas despesas com filtros e ter, além do mais, de gastar dinheiro com tratamentos a causa de uma água tão torbida.

Certos de poder contar com sua compreensão e apoio, agradecemos desde já a atenção e a certeza de nossas demandas cumpridas.

Aproveitamos a oportunidade para desejar Ótimas Realizações nesse seu novo encargo.

Atenciosamente

Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva

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Enviada dia 1/07/07
Presados Senhores,

Com oficio n. 11/07 do dia 2 de abril, esta Associação pediu providencias relativamente a constante falta de água e a “ferrosidade” da água fornecida à Cidade Velha.
Alguns meses depois, vossos agentes se apresentaram para verificar a água fornecida nas nossas casas, levando porções da mesma para exame.
Com a presente vimos, gentilmente, pedir informações sobre o resultado de tal exame a fim de responder as solicitações de nossos associados.
Apropveitamos a oportunidade para lembrar que a água continua faltando de vez em quando.

Obrigada pela atenção e aguardando resposta enviamos

Cordiais saudações
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva

Um comentário:

Ana disse...

Boa tarde!
Nós, alunas da Universidade Vale do Acaraú, queremos parabenizar a esta associação que vem desenvolvendo um execelente trabalho para o bairro da cidade velha.
Gostaríamos também de poder obter o contato da Sra. Dulce Rosa de Bacelar pois, estamos fazendo nosso trabalho de conclusão do curso de licenciatura plena em história e nosso tema é sobre a ditadura militar. Neste sentido gostarímos de entrevistar essa mulher tão participativa e importante para essa época.
Nosso contato é:
3249.6654/91522518 (Ana Cristina)
email: anacharchar78@hotmail.com
3263.5771/88819275 (Girsely)
email: girselysouza@hotmail.com
3274.4475/88024571 (Maria Rosilene)
Esperamos resposta com endereço ou telefone da sra. Dulce Rosa.
Obrigada e novamente, parabéns pelo trabalho.
Abraços