sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

PARABÉNS, BELÉM!!!


402 ANOS FAZ NOSSA CIDADE VELHA. PARABÉNS A ELA.

Hoje, a Praça da Sé, bem cedo, viu chegar as autoridades para a missa de aniversário da cidade.  Fora vimos a Guarda Municipal, a Semob, os Bombeiros, ambulancias...mas o Prefeito, não: nem fora nem dentro da igreja.

   A igreja estava cheia. O Arcebispo, ao fazer a omelia, não poupou  reclamações a administração pública. A questão da insegurança foi o argumento principal, portanto não vamos repetir esse fato concreto e visivo em toda Belém, apesar de reconhecermos que tentativas são  feitas para mudar essa realidade. 

    Mais adiante, perto da Praça do Carmo, uma carreta com vários pneus, descarregava material de construção.  Com todos os agentes da Semob que impediam a entrada de veiculos na área, como fez para passar essa carreta, tão vistosa, sem ser impedida?  Há quantos anos sabemos que a passagem de veículos pesados causa trepidações que levam a fissuras nas paredes dos imóveis antigos? A constância deste crime é um verdadeiro pesadelo.

Essa desatenção é recorrente em todas as esferas. Sai ano, entra ano e os problemas da Cidade Velha so fazem aumentar. A quantidade de veiculos, além das carretas, que percorrem as ruinhas da Cidade Velha, aumentou com a presença das 'vans' que com seu comportamento prepotente, ajudam a piorar a situação do transito. O fato das 'paradas de onibus' não serem sinalizadas na Cidade Velha, permitem que qualquer lugar seja bom para parar o veiculo, aumentando o caos.

Ao entrar na Cidade Velha não encontramos alguma sinalização que se está em área tombada; nem as toneladas que um veiculo pode ter para ter acesso a tal área; nem que a poluição sonora deve ser evitada... Vemos em vez uma quantidade enorme de postes com indicações varias, ajudando a poluição visiva. 

Que sentido tem um tombamento se a esfera pública ignora os modos de defender esse patrimônio tombado; se autoriza eventos barulhentos incentivando a poluição sonora; se autoriza atividades barulhentas ao lado de igrejas tombadas; se autoriza feirinhas nas calçadas dessas igrejas; se permite trios elétricos ensurdecedores nas ruinhas tombadas; se não se preocupa com os carro-som que passam fazendo publicidade a ‘alta voz’; se ignora batidas de tambores a qualquer hora do dia ou da noite... enfim, ignora tudo o que possa servir para salvaguardar nosso patrimônio histórico.

Esses são alguns dos problemas que o bairro mais antigo de Belém sofre, apesar das leis que falam de 'salvaguarda, defesa, preservação proteção...' A desatenção para com o patrimônio histórico começa próprio na área de governo. Baste pensar na poluição sonora produzida pelos blocos que se dizem carnavalescos e que são autorizados a se concentrarem em frente a igrejas setecentescas, e tombadas pelas várias esferas de governo.

Paralelamente, vemos prédios abandonados há anos e outros, como o Palacete Pinho, que é da Prefeitura, e que foi restaurado pelos governos precedentes, nunca reaberto permanentemente ao publico, já com vidraças quebradas, azulejos caindo, como algum teto também.

A propriedade privada, em vez, depois de restaurar aquele prédio da Siqueira Mendes denominado Casa Rosada,  deu dois exemplos de atenção a nossa historia, ultimamente. Na Siqueira Mendes, considerada a primeira rua de Belém, dois casarões bonitos chamam atenção, estes dias:
A antiga casa Bastos, hoje de propriedade da Sociedade Praticagem da Barra, situada no canto da trav, Felix Rocque, em fase de conclusão de trabalhos, é um deles.
A antiga Fabrica de Guaraná Soberano, que nos assustou recentemente, quando a vimos sem vidraças nas janelas: estavam consertando. Os trabalhos foram concluidos e a placa 'aluga-se' ja está la, mesmo se as águias que suportavam as luminarias na frente do prédio, levantaram vôo e não voltaram mais...

Restauros com dinheiro público não vemos. O dinheiro devolvido pelos proprietários de casas que tiveram acesso ao Plano Monumenta, em 2009, continua parado pois o Conselho Curador de tal fundo nunca aprovou seu regimento interno, assim não pode funcionar e determinar o que fazer com esse dinheiro.

A lei determina que o dinheiro do Fundo seja usado em área e prédios tombados... mas depois de duas reuniões, ao notarem que não podia ser usado onde bem entendessem, nunca mais se reuniram. Aliás, é capaz  até de ja ter decaido sua direção, e ninguém se move para renova-la...

A falta de fiscalização, em todos os sentidos, é mais um fato a ser enfrentado.

Em suma, passou mais um ano e a Cidade Velha continua com seus problemas... 

                                      FESTEJAR O QUÊ?








Um comentário:

José Carlos Lima da Costa disse...

Vou reproduzir o teu artigo em minha fanpage