A propósito de aniversários da CIVVIVA recordamos que em março de 2012 pedimos a atenção de todos e
fizemos um micro resumo daqueles primeiros anos de vida lembrando que a Associação CIVVIVA
foi registrada dia 12/01/2007, em coincidência com o aniversário de
Belém (https://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com/20).
De lá para cá, algo mudou, mas muita coisa ainda deixa a desejar nessa nossa caminhada verso a civilidade e o respeito das leis em vigor.
Ao fundar a Associação de Moradores do bairro mais antigo de Belém, achavamos que a união das pessoas era um passo fundamental para o resgate da cidadania, viabilizando assim o convívio civilizado e uma vida mais prazerosa. Esta portanto foi a forma que encontramos de presentear o bairro cujas origens coincidem com a fundação da cidade em janeiro de 1616, numa tentativa de preservar suas qualidades e características históricas.
Era nossa ideia, com a fundação da Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CiVViva), representar a comunidade do bairro, não apenas na reivindicação dos seus direitos de cidadãos mas também contribuir com a Administração Pública no sentido de defender esse Bairro, qual patrimônio histórico da Cidade de Belém. Nada feito.
Iniciamos cheios de brios. Acreditando na competência dos Órgãos Públicos, começamos a procurá-los pra resolver nossos problemas, cooperando com eles. Como as palavras podiam ser levadas pelo vento, passamos a escrever, também, assim tínhamos algo em mãos para provar nossos pedidos. De nada serviu.
Hoje temos dois blogs com notícias, quase que diárias das nossas lutas, onde pode-se inclusive notar o total desinteresse pelo resgate da nossa cidadania pela quantidade de"arquivamentos" feitos pelo Ministério Público. As vezes pensamos de não viver na mesma cidade... como eles não vêem o que denunciamos?
O pouco que obtivemos relativamente ao carnaval, vimos ir se perdendo a cada novo partido que governava a cidade, e hoje as leis foram totalmente debeladas. Nem parece que estamos numa Democracia.
Chovem a cântaros os abusos cometidos por administradores, sejam eles políticos, funcionários públicos ou até mesmo professores. As leis não são nem ao menos um “opcional”, são “letra morta”.
É realmente uma vergonha ler os atos autorizativos feitos sem que sejam nomeadas as leis a serem respeitadas dificultando assim a competência de quem deve fazer os controle da atividade. Os eventos autorizados na área tombada não respeitam os artigos 63, 79, 80 e 81 do Código de Postura, nem quanto previsto, relativamente aos ruídos considerados prejudiciais à saúde, pela Resolução n. 001/1990 do CONAMA. De fato a norma NBR 10.152 que estipula os valores em decibéis para vários tipos de ambientes não vemos ser aplicada, nem quanto previsto na Tabela 1 para ambientes externos... Respeito as normas, bem poucos.
Então, se a trepidação é reconhecida como um dos motivos letais para pessoas pois pode causar diversos problemas de saúde graves e a coisas, como prédios também, exceções reativamente a produção de ruídos ao menos na área tombada não deveriam ser permitidas.
Ver no período do aniversário da cidade, até pessoas que se dizem ser defensores do patrimônio organizarem manifestações ruidosas em frente e no entorno da nossa área tombada ou de prédios como oTeatro da Paz... nos parece não somente ridículo, mas inclusive danoso para a educação da nossa juventude pois incoerente com as leis em vigor numa sociedade que se crê democrática.
Reclamar porque derrubaram umas casas antigas destombadas é justo, mas no dia seguinte ir participar de eventos ruidosos que prejudicam nosso patrimônio com a trepidação... é o máximo da incoerência.
NESTE ANIVERSÁRIO DE BELÉM E DA CIVVIVA, CONTINUAMOS A PEDIR ATENÇÃO... E MAIS COERÊNCIA.
Um comentário:
Considerando as condutas e decisões de certos agentes públicos, aparentemente, as motivações atendem a interesses ocultos, e frequentemente, contrários à probidade no trato da coisa pública e ao interesse da coletividade.
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