sábado, 17 de setembro de 2016

CARTA ABERTA AO SEBRAE



ESTAMOS EM ÁREA TOMBADA, NA  FELIZ LUZITANIA, como rebatizaram a antiga área da Praça da Sé.

De repente, um barulho ensurdecedor começa a fazer trepidar os prédios do entorno. Uma musica altissima saia de um palco para nenhum público... Nos informamos e descobrimos que era um evento apoiado pela Secult, como disse a organizadora da SEBRAE pois " aqui nunca tem nada..."




O que significa isso? As áreas tombadas devem ser, segundo as leis, salvaguardadas; preservadas; defendidas; protegidas e não colocadas em risco com ações sem o menor sentido, além de inconsequentes e inúteis. Quais orgãos autoirizam tais "eventos' danosos ao nosso patrimônio? E pensar que a Prefeitura também tombou a Cidade Velha.

A poluição sonora provoca trepidação. Será que os organizadores desse evento sabem disso? quem paga os danos causados por tanto barulho? Que mania é essa de querer movimentar a Cidade Velha fazendo estragos, somente. Porque não se preocupam em consertar as calçadas? A diminuir ou proibir o transito nesta área tombada? A melhorar, ao menos, a cor da água que sai das torneiras? Por que não providenciam estacionamentos, assim evitariam o uso das calçadas de liós?



Caso a preocupação desse orgão fosse a área tombada e sua necessidade de revitalização, podiam pensar em ações bem mais uteis. Que tal este órgão que se diz comprometido com a formação e aperfeiçoamento de empreendedores passasse a formar cidadãos antes de buscadores de cifrões? Por que não fazem campanhas educativas para evitar que a primeira rua de Belém se transforme num mictório a céu aberto?

É evidente que O SEBRAE não demonstra interesse em dar assistência adequada as populações de rua para acabar com estas situações. Nesta área tombada eles urinam, defecam e fazem sexo na grama e nos bancos das praças, e nem a Guarda Municipal, nem a Policia Militar tomam providências. Não existe nenhum curso para ajuda-los a viver mais dignamente?

Pois é, poderia até ter sido uma bela ação, mas não foi. Foi um evento esvaziado e com som altíssimo que demonstrou a não adesão dos moradores e o desrespeito deste órgão com o patrimônio. Poderia ser tido uma bela ação em parceria com a Civviva, com moradores, com fazedores de comida do bairro, com articulações com a Semob para que juntos fizéssemos uma campanha para a não circulação de veículos pesados e das vans clandestinas; articulação com a Sesan e Institutos de Coleta Seletiva para que juntos chamassemos atenção a falta de limpeza pública no local porém, foi apenas mais um evento que chegou e se foi deixando somente o lixo, entregue a sorte da coleta e à reza pela vassoura dos garis, e sem nem estar selecionado adequadamente.


Reputamos que foi um péssimo exemplo, que esperamos não se repita e caso isso aconteça, queremos ver se aprenderam a respeitar de modo real a nossa cultura, a nossa história e o meio ambiente. Lembramos que a cidadania é valor agregado e uma excelente ferramenta de marketing quando colocada em prática de modo responsável.

Em que se transformou o Sebrae? Será que virou mais um braço de uma política autoritária que se reproduz com veemência no Pará? Caso precise de ajuda para ações coerentes e dignas, Sebrae, pode nos chamar pois isso nós sabemos fazer muito melhor!

  • Cultura e cidadania não se faz com slides.
  • Temos provas e temos convicção!
  • Aguardamos a diretoria do SEBRAE para uma conversa! quem sabe comecem a conhecer, verdadeiramente a Cidade  Velha.... e a Civviva.


2 comentários:

FernandoRabelo disse...

Muito bem colocadas essas ponderações. Até quando o poder público pretende passar ao largo de tais obrigações? É de indignar a todos, mesmo quem não mora na Cidade Velha! Patrimônio precisa ser conservado sob pena de, não o fazendo, aniquilar nosso meio urbano, nossa memória, nossa vida. Força aí CiVViva!

FernandoRabelo disse...

Muito bem colocadas essas ponderações. Até quando o poder público pretende passar ao largo de tais obrigações? É de indignar a todos, mesmo quem não mora na Cidade Velha! Patrimônio precisa ser conservado sob pena de, não o fazendo, aniquilar nosso meio urbano, nossa memória, nossa vida. Força aí CiVViva!