sexta-feira, 14 de setembro de 2012

' Pra que guardar a memória de um ditador hipócrita? '



Assim foi saudada a noticia da destruição do ataúde de Magalhães Barata, em S. Braz, por uma pessoa que se julga: culta, instruída, avançada, consciente.....etc., etc., etc., mas,  principalmente, “democrática”.

O que esta senhora acha que é a história? O que é a memória? O que devemos salvar para contar nosso passado?

O que vemos na Grécia, Italia, Egito e em  todos aqueles outros países orientais que forjaram a historia do nosso mundo, quando vamos por lá? Será que só tem monumento de ‘democratas’? Os ‘conquistadores’ da América Latina  foram, por acaso, democráticos? Quem, praticamente, acabou com os indios, não tem estástuas recordando-os? Quem trouxe os escravos pra cá, eram o que? 

Que sentido teria a história se fossemos depenando dela, fatos, pessoas e coisas que não gostamos ou não damos o (nosso) devido valor? Que sentido teria o esforço cientifico de contar a “nossa historia” omitindo fatos e pessoas?

Defender a destruição de monumentos  que, bem ou mal, falam da nossa historia, me faz vir em mente a Noite dos Cristais e a queima dos livros, na Alemanha nazista.

"Noite dos Cristais (alemão Reichskristallnacht ou simplesmente Kristallnacht) é o nome popularmente dado aos atos de violência que ocorreram na noite de 9 de novembro de 1938 em diversos locais da Alemanha e da Áustria, então sob o domínio nazi ou Terceiro Reich. Tratou-se de Pogroms, de destruição de sinagogas, de lojas, de habitações e de agressões contra as pessoas identificadas como judias."

É assim que começa...

Antes disso tinha tido a Queima dos Livros: "Bücherverbrennung significa em alemão literalmente queima de livros. É um termo muitas vezes associado à acção propagandística dos Nazistas, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler. Em várias cidades alemãs foram organizadas nesta data queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades.

Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído. Centenas de milhares de livros foram queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de estudantes (Verbindungen)."

Não estamos nesse periodo...cuidado, portanto.

Hitler não gostava de ‘judeus’, assim resolveu elimina-los. Outros não gostam de gays, aí resolvem acabar com eles. Outros não gostam dos monumentos de um determinado arquiteto, daí resolvem destruí-los. É assim que funciona,  ainda hoje.

Muitas são ainda aquelas pessoas que gostariam que suas vontades, seus gostos, suas opiniões valessem mais do que a dos outros, e alguns até conseguem.  Respeito, é o que falta; coerência, falta também. Seria o caso de nos policiarmos um pouco.

O  conceito de poder que Magalhães Barata instituiu, vige, praticamente e subdolosamente, até hoje entre os paraenses, e a afirmação acima pode ser um exemplo disso, infelizmente.

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