Amigos,
segunda feira, 30/08 e quinta feira, 03/09, teremos reuniões.
Todos estão convidados para aquela de quinta feira, com a Policia Militar, no Colégio D. Mário. Faremos o balanço mensal do trabalho feito com as "nossas bicicletas" e proporemos cursos profissionalizantes para a comunidade.
É importante a presença de todos.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Para meditar sobre o salário da Policia
Parte do artigo publicado domingo 23/08 no Jornal do Brasil.
...Pagar mil e poucos reais por mês a quem arrisca a vida para defender a propriedade alheia é no mínimo falta de inteligência. Um policial civil ou militar sai de casa todas as manhã sem saber se volta. Não é como nos Estados Unidos, onde, por sinal, eles ganham bem. Aqui, há uma guerra. Mesmo de folga, o PM está sujeito a ter sua identidade descoberta por algum marginal, que vai matá-lo sem pestanejar. Já seria o bastante para que ganhasse muito bem o fato de ser um servidor público que arrisca a própria vida diariamente. Não é.
Pagar mal aos policiais torna muito mais fácil que alguns se corrompam por mixaria. Isso, ao contrário do que pode parecer, contribui avassaladoramente para o caos nosso de cada dia. É o caminhão de entrega fora do horário atrapalhando o trânsito; flanelinha clandestino nos extorquindo na esquina; pequenos traficantes agindo livremente no asfalto; vans piratas colocando nossa vida em risco; assaltante de pedestres trabalhando sem ser importunado... tudo isso passa pela corrupção cotidiana dos maus agentes da lei.
Desconfio que, no Brasil, a elite – aquela que indiretamente legisla – sempre reservou um salário ridículo aos policiais para que possa ter mais chances de corrompê-los nas suas escorregadelas diárias. Avançou o sinal? Foi pego com um baseado? Nada que uma cervejinha não resolva. Esse é o senso comum desde que me entendo por gente.
A lista de pequenas transgressões que poderiam ser evitadas se um policial militar ganhasse R$ 5 mil por mês é enorme. Vão dizer que o sujeito honesto não se corrompe mesmo em dificuldade. Tudo bem, só que é bom não facilitar. R$ 5 mil, taí. Acho que esse deveria ser o salário mínimo pago a um soldado da PM e a um policial civil iniciante.
Mas, para isso, não há dinheiro. Existem outras prioridades. Sempre. O Prodetur (Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo), por exemplo, vai aplicar US$ 187 milhões em 87 projetos pelo Estado. A União também investiu US$ 3,5 bilhões na Usina Nuclear Angra 3 e outros R$ 9 bi no Complexo Petroquímico de Itaboraí. Que tal menos progresso e um pouco mais de paz e ordem nas ruas?
....
O artigo é muito interessante. Vale lê-lo.
http://www.jblog.com.br/rioacima.php?itemid=15072
...Pagar mil e poucos reais por mês a quem arrisca a vida para defender a propriedade alheia é no mínimo falta de inteligência. Um policial civil ou militar sai de casa todas as manhã sem saber se volta. Não é como nos Estados Unidos, onde, por sinal, eles ganham bem. Aqui, há uma guerra. Mesmo de folga, o PM está sujeito a ter sua identidade descoberta por algum marginal, que vai matá-lo sem pestanejar. Já seria o bastante para que ganhasse muito bem o fato de ser um servidor público que arrisca a própria vida diariamente. Não é.
Pagar mal aos policiais torna muito mais fácil que alguns se corrompam por mixaria. Isso, ao contrário do que pode parecer, contribui avassaladoramente para o caos nosso de cada dia. É o caminhão de entrega fora do horário atrapalhando o trânsito; flanelinha clandestino nos extorquindo na esquina; pequenos traficantes agindo livremente no asfalto; vans piratas colocando nossa vida em risco; assaltante de pedestres trabalhando sem ser importunado... tudo isso passa pela corrupção cotidiana dos maus agentes da lei.
Desconfio que, no Brasil, a elite – aquela que indiretamente legisla – sempre reservou um salário ridículo aos policiais para que possa ter mais chances de corrompê-los nas suas escorregadelas diárias. Avançou o sinal? Foi pego com um baseado? Nada que uma cervejinha não resolva. Esse é o senso comum desde que me entendo por gente.
A lista de pequenas transgressões que poderiam ser evitadas se um policial militar ganhasse R$ 5 mil por mês é enorme. Vão dizer que o sujeito honesto não se corrompe mesmo em dificuldade. Tudo bem, só que é bom não facilitar. R$ 5 mil, taí. Acho que esse deveria ser o salário mínimo pago a um soldado da PM e a um policial civil iniciante.
Mas, para isso, não há dinheiro. Existem outras prioridades. Sempre. O Prodetur (Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo), por exemplo, vai aplicar US$ 187 milhões em 87 projetos pelo Estado. A União também investiu US$ 3,5 bilhões na Usina Nuclear Angra 3 e outros R$ 9 bi no Complexo Petroquímico de Itaboraí. Que tal menos progresso e um pouco mais de paz e ordem nas ruas?
....
O artigo é muito interessante. Vale lê-lo.
http://www.jblog.com.br/rioacima.php?itemid=15072
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Auto do Cirio: preocupação
Carissimos organizadores do Auto do Cirio,
queremos transmitir a vocês uma preocupação dos moradores das ruas (aqueles que pagam o IPTU) por onde passa o Auto do Cirio, na Cidade Velha.
Cada ano, além de aumentar o número de adeptos do auto, aumenta também o numero de copos de plastica (usados para as velas, além dos de cerveja) jogados no chão e que vão acabar nos bueiros destampados.
Ao que leva isso? Quando chove, esse lixo vai todo para esses bueiros; consequentemente, obstroem a passagem da água favorecendo alagamentos.
Como todos nós, moradores da Cidade Velha, gostamos dessa forma de cultura, gostariamos portanto de aproveitar para sugerir que, por ocasião desse evento fosse feito um arrastão da limpeza ou então, durante os ensaios, fosse esclarecido a todos que lugar de lixo é na lixeira, conscientizando-os assim do rastro que deixam nessas ocasiões.
Devemos esclarecer que não se trata somente da manifestação organizada por voces que leva a isso: durante o carnaval, temos os seguidores do bloco do Eloy Iglesias que deixam a praça do Carmo em condições lastimáveis; o mesmo diga-se dos seguidores do bloco do Kaveira, que deixam parte da Dr. Assis/Tamandaré, intransitável também. Outro evento que traz sujeira e destruição do nosso patrimonio é o Arraial do Pavulagem.
Achamos que as demonstrações culturais não devem levar a provocar destruição do nosso patrimonio (praças) nem criar problemas para os moradores (alagamentos e sujeira) das áreas utilizadas. Não podemos somente pretender providências da parte da Prefeitura, temos que dar um pouco de exemplo também.
Por favor olhem o blog da Civviva (abaixo) no mes de fevereiro e verão como encontramos a Praça no dia seguinte de um desses eventos. Nas fotos so se vê o que sobrou: o resto ja tinha ido entupir os bueiros.
Queremos continuar a ver o Auto do Cirio, o Arraial do Pavulagem e os blocos carnavalescos por estas bandas e encontrar nossas ruas e praças em ordem após tais eventos... Nos orgulharemos de ter um povo civilizado que faz cultura.
Obrigada pela atenção. Bom trabalho e até outubro.
Em amizade
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva
Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer”, Albert Camus
queremos transmitir a vocês uma preocupação dos moradores das ruas (aqueles que pagam o IPTU) por onde passa o Auto do Cirio, na Cidade Velha.
Cada ano, além de aumentar o número de adeptos do auto, aumenta também o numero de copos de plastica (usados para as velas, além dos de cerveja) jogados no chão e que vão acabar nos bueiros destampados.
Ao que leva isso? Quando chove, esse lixo vai todo para esses bueiros; consequentemente, obstroem a passagem da água favorecendo alagamentos.
Como todos nós, moradores da Cidade Velha, gostamos dessa forma de cultura, gostariamos portanto de aproveitar para sugerir que, por ocasião desse evento fosse feito um arrastão da limpeza ou então, durante os ensaios, fosse esclarecido a todos que lugar de lixo é na lixeira, conscientizando-os assim do rastro que deixam nessas ocasiões.
Devemos esclarecer que não se trata somente da manifestação organizada por voces que leva a isso: durante o carnaval, temos os seguidores do bloco do Eloy Iglesias que deixam a praça do Carmo em condições lastimáveis; o mesmo diga-se dos seguidores do bloco do Kaveira, que deixam parte da Dr. Assis/Tamandaré, intransitável também. Outro evento que traz sujeira e destruição do nosso patrimonio é o Arraial do Pavulagem.
Achamos que as demonstrações culturais não devem levar a provocar destruição do nosso patrimonio (praças) nem criar problemas para os moradores (alagamentos e sujeira) das áreas utilizadas. Não podemos somente pretender providências da parte da Prefeitura, temos que dar um pouco de exemplo também.
Por favor olhem o blog da Civviva (abaixo) no mes de fevereiro e verão como encontramos a Praça no dia seguinte de um desses eventos. Nas fotos so se vê o que sobrou: o resto ja tinha ido entupir os bueiros.
Queremos continuar a ver o Auto do Cirio, o Arraial do Pavulagem e os blocos carnavalescos por estas bandas e encontrar nossas ruas e praças em ordem após tais eventos... Nos orgulharemos de ter um povo civilizado que faz cultura.
Obrigada pela atenção. Bom trabalho e até outubro.
Em amizade
Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva
Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer”, Albert Camus
terça-feira, 4 de agosto de 2009
REUNIÃO COM PM
No próximo dia 6 de agosto as 18,30, no Colégio D. Mario, realizaremos
mais um encontro com a Policia Militar.
Discutiremos a segurança do bairro.
Todos estão convidados.
mais um encontro com a Policia Militar.
Discutiremos a segurança do bairro.
Todos estão convidados.
terça-feira, 28 de julho de 2009
UM DESABAFO
Os Flanelinhas e a Violência Nossa de Cada Dia
Somos cotidianamente bombardeados com tantas formas de violência que nem nos apercebemos mais da presença de muitas delas. Já nos é habitual considerarmos que sairemos para trabalhar e poderemos não voltar em virtude de uma bala “perdida” ou “achada”. Já nos acostumamos com a grande probabilidade de sermos mortos violentamente simplesmente por parar em um sinal de trânsito, a qualquer hora. Nem nos importamos com a violência transformada em espetáculo nas páginas dos jornais que “se espremer sai sangue”. Não nos indignamos mais por alguém ser morto na porta de casa ou dentro de um ônibus, em um assalto frustrado, ou um outro ser linchado no meio da rua - alguns até acham que, nessa hora, se faz justiça.
Se essas formas mais brutais de violência já fazem parte de nosso dia-a-dia a ponto de não mais questionarmos sua ocorrência, “é assim mesmo”, o que dizer então de outros tipos, mais sutis, embora não menos agressivos, de violência cotidiana? Há muito não nos sentimos mais violentados pela pobreza extrema das crianças e mendigos que nos pedem dinheiro em cada esquina, conformamo-nos em, ao sermos física ou psicologicamente pressionados, dar-lhes migalhas; não somos mais sensibilizados pela corrupção endêmica em todos os meios, fechamos comodamente os olhos às paralegalidades (ou as vezes flagrantes ilegalidades), ou não nos queixamos mais pela falta de resposta dos governos às mortes nos pronto-socorros, ao desvio das cestas básicas, às apropriações ilegais do bolsa família. Tudo isso é tão mais grave, tão mais violento, que a anestesia local, superficial, que desenvolvemos ao longo da vida já começa a se transformar, perigosamente, em uma anestesia geral.
Um exemplo concreto disso é a invasão e o domínio absoluto das vias públicas pelos flanelinhas. Não há uma só via em nossa metrópole que já não tenha sido loteada por e para alguém. Não há sequer uma rua em que se possa estacionar sem que se tenha de pagar para alguém “vigiar” o carro. Somos diuturnamente abordados por indivíduos, freqüentemente de robusto porte e face pouco amigável, que se apresentam para “guardar” nosso veículo, independente de desejarmos ou não tal serviço. A violência já se inicia na própria necessidade de que seu patrimônio, em via pública, precise ser “guardado” por alguém que não um agente do Estado; ela se manifesta fisicamente no indivíduo que o aborda, de perto ou de longe, com um sinal de mão ou um “aí patrão”, lhe garantindo que quando você retornar ele estará lá para lhe extorquir algum dinheiro, e ela se expande (perigosamente muitas vezes) quando o que você lhe dá não é de seu agrado. O constrangimento e o medo são inegáveis nos olhos das pessoas, principalmente das mulheres, ao entrarem em seus carros, em qualquer ponto da cidade, e procurarem freneticamente em suas bolsas uma quantia adequada para dar ao homem mal encarado que segura a sua porta ou a olha ameaçadoramente através da janela. Quem nunca se sentiu acuado? Ele nada faz, por nada se responsabiliza, não tem nenhuma obrigação, mas quer sempre receber.
Quando você ousa argumentar com algum deles sobre a necessidade de pagar para estacionar na via pública, é imediatamente informado de que ele tem “família para sustentar” e que precisa dividir seu ganho com o “dono do ponto”. O dono da rua existe, e não é o Estado: é alguém que se apossa do bem público, e privatiza e terceiriza a exploração do espaço coletivo. Ele ganha entre R$ 100,00 e R$ 300,00 por dia, ou mais, em pontos privilegiados. Nem é preciso pesquisar muito para saber que o dono daquele pedaço é um “senhor aposentado” “policial” ou “ex-policial”, que passa de carro ao final de todos os dias para recolher o que lhe é devido pelos seus 5 ou 6 “empregados” flanelinhas. Ele controla com pulso firme seu negócio; o ponto todo vale muitos mil reais, e quem não pagar a diária.... A gente não conhece o “mundo da rua”, explicou-me um deles. Experimente sair sem pagar. Com muita sorte, e se não precisar estacionar lá novamente, ouvirá muitos palavrões; com menos sorte, possivelmente uma cuspida, um risco em seu carro, talvez uma agressão física.
Ninguém questiona a existência dos “donos das ruas”, não se sabe sequer quem e quantos são, ninguém se pergunta sobre o destino do “trocado” que dá ao guardador, ninguém conhece a ficha criminal dessas pessoas, ninguém mede o impacto da extorsão cotidiana na sua mente e no seu bolso, ninguém questiona a legalidade dessa atividade e suas possíveis ligações com outras ilegalidades, como o furto, o assalto, a prostituição de menores e o consumo e tráfico de drogas e de armas. Nossa anestesia nos está paralisando e anestesia, em doses elevadas, leva à morte.
Como tantos, também não aguento mais ser vítima em minha própria casa, ou rua. Se é necessário alguém para guardar os nossos carros parados nas vias, então que se estabeleça um sistema de parquímetros, uma vez que os vários esquemas de “vaga certa”, “faixa azul” etc nunca funcionaram. Pelo menos assim se terá a quem reclamar na próxima vez que seu som for roubado. Por outro lado, se o Estado considera que já garante a segurança nas vias públicas, então que atue e retire pelo menos essa violência de nossas ruas.
Considerando o momento atual, sugiro aos nossos vereadores e deputados que constituam uma CPI dos flanelinhas, para apurar por quê o poder público nada faz contra essa violência e sugerir medidas para que nossas ruas sejam, de fato, mais seguras. CHEGA DE VIOLÊNCIA!
Hilton P. Silva
Fone: 8867-8728
hdasilva@ufpa.br
Somos cotidianamente bombardeados com tantas formas de violência que nem nos apercebemos mais da presença de muitas delas. Já nos é habitual considerarmos que sairemos para trabalhar e poderemos não voltar em virtude de uma bala “perdida” ou “achada”. Já nos acostumamos com a grande probabilidade de sermos mortos violentamente simplesmente por parar em um sinal de trânsito, a qualquer hora. Nem nos importamos com a violência transformada em espetáculo nas páginas dos jornais que “se espremer sai sangue”. Não nos indignamos mais por alguém ser morto na porta de casa ou dentro de um ônibus, em um assalto frustrado, ou um outro ser linchado no meio da rua - alguns até acham que, nessa hora, se faz justiça.
Se essas formas mais brutais de violência já fazem parte de nosso dia-a-dia a ponto de não mais questionarmos sua ocorrência, “é assim mesmo”, o que dizer então de outros tipos, mais sutis, embora não menos agressivos, de violência cotidiana? Há muito não nos sentimos mais violentados pela pobreza extrema das crianças e mendigos que nos pedem dinheiro em cada esquina, conformamo-nos em, ao sermos física ou psicologicamente pressionados, dar-lhes migalhas; não somos mais sensibilizados pela corrupção endêmica em todos os meios, fechamos comodamente os olhos às paralegalidades (ou as vezes flagrantes ilegalidades), ou não nos queixamos mais pela falta de resposta dos governos às mortes nos pronto-socorros, ao desvio das cestas básicas, às apropriações ilegais do bolsa família. Tudo isso é tão mais grave, tão mais violento, que a anestesia local, superficial, que desenvolvemos ao longo da vida já começa a se transformar, perigosamente, em uma anestesia geral.
Um exemplo concreto disso é a invasão e o domínio absoluto das vias públicas pelos flanelinhas. Não há uma só via em nossa metrópole que já não tenha sido loteada por e para alguém. Não há sequer uma rua em que se possa estacionar sem que se tenha de pagar para alguém “vigiar” o carro. Somos diuturnamente abordados por indivíduos, freqüentemente de robusto porte e face pouco amigável, que se apresentam para “guardar” nosso veículo, independente de desejarmos ou não tal serviço. A violência já se inicia na própria necessidade de que seu patrimônio, em via pública, precise ser “guardado” por alguém que não um agente do Estado; ela se manifesta fisicamente no indivíduo que o aborda, de perto ou de longe, com um sinal de mão ou um “aí patrão”, lhe garantindo que quando você retornar ele estará lá para lhe extorquir algum dinheiro, e ela se expande (perigosamente muitas vezes) quando o que você lhe dá não é de seu agrado. O constrangimento e o medo são inegáveis nos olhos das pessoas, principalmente das mulheres, ao entrarem em seus carros, em qualquer ponto da cidade, e procurarem freneticamente em suas bolsas uma quantia adequada para dar ao homem mal encarado que segura a sua porta ou a olha ameaçadoramente através da janela. Quem nunca se sentiu acuado? Ele nada faz, por nada se responsabiliza, não tem nenhuma obrigação, mas quer sempre receber.
Quando você ousa argumentar com algum deles sobre a necessidade de pagar para estacionar na via pública, é imediatamente informado de que ele tem “família para sustentar” e que precisa dividir seu ganho com o “dono do ponto”. O dono da rua existe, e não é o Estado: é alguém que se apossa do bem público, e privatiza e terceiriza a exploração do espaço coletivo. Ele ganha entre R$ 100,00 e R$ 300,00 por dia, ou mais, em pontos privilegiados. Nem é preciso pesquisar muito para saber que o dono daquele pedaço é um “senhor aposentado” “policial” ou “ex-policial”, que passa de carro ao final de todos os dias para recolher o que lhe é devido pelos seus 5 ou 6 “empregados” flanelinhas. Ele controla com pulso firme seu negócio; o ponto todo vale muitos mil reais, e quem não pagar a diária.... A gente não conhece o “mundo da rua”, explicou-me um deles. Experimente sair sem pagar. Com muita sorte, e se não precisar estacionar lá novamente, ouvirá muitos palavrões; com menos sorte, possivelmente uma cuspida, um risco em seu carro, talvez uma agressão física.
Ninguém questiona a existência dos “donos das ruas”, não se sabe sequer quem e quantos são, ninguém se pergunta sobre o destino do “trocado” que dá ao guardador, ninguém conhece a ficha criminal dessas pessoas, ninguém mede o impacto da extorsão cotidiana na sua mente e no seu bolso, ninguém questiona a legalidade dessa atividade e suas possíveis ligações com outras ilegalidades, como o furto, o assalto, a prostituição de menores e o consumo e tráfico de drogas e de armas. Nossa anestesia nos está paralisando e anestesia, em doses elevadas, leva à morte.
Como tantos, também não aguento mais ser vítima em minha própria casa, ou rua. Se é necessário alguém para guardar os nossos carros parados nas vias, então que se estabeleça um sistema de parquímetros, uma vez que os vários esquemas de “vaga certa”, “faixa azul” etc nunca funcionaram. Pelo menos assim se terá a quem reclamar na próxima vez que seu som for roubado. Por outro lado, se o Estado considera que já garante a segurança nas vias públicas, então que atue e retire pelo menos essa violência de nossas ruas.
Considerando o momento atual, sugiro aos nossos vereadores e deputados que constituam uma CPI dos flanelinhas, para apurar por quê o poder público nada faz contra essa violência e sugerir medidas para que nossas ruas sejam, de fato, mais seguras. CHEGA DE VIOLÊNCIA!
Hilton P. Silva
Fone: 8867-8728
hdasilva@ufpa.br
domingo, 21 de junho de 2009
GANHAMOS UM PREMIO.............
ESTES DIAS TIVEMOS UMA GRATA SURPRESA: NOS INFORMARAM QUE GANHAMOS UM PREMIO.
O Premio Internazionale UTOPIE CALABRESI inspira-se nos valores do Humanismo, entendendo-se por isso “tudo o que é digno do homem e o torna civilizado, elevando-o acima da barbarie”. Este “selo” foi criado com o objetivo de premiar os blogs que promovem conhecimento livre, cultura e arte, tolerância e aceitação da diferença, amizade e solidariedade entre os povos.
AGRADECEMOS DE TODO CORAÇÃO ESSE RECONHECIMENTO.
O Premio Internazionale UTOPIE CALABRESI inspira-se nos valores do Humanismo, entendendo-se por isso “tudo o que é digno do homem e o torna civilizado, elevando-o acima da barbarie”. Este “selo” foi criado com o objetivo de premiar os blogs que promovem conhecimento livre, cultura e arte, tolerância e aceitação da diferença, amizade e solidariedade entre os povos.
AGRADECEMOS DE TODO CORAÇÃO ESSE RECONHECIMENTO.
PROJETO DE FÉRIAS NO MABE
PROJETO FÉRIAS NO MABE
06 a 17 de julho de 2008
O Museu de Arte de Belém (MABE) há 15 anos desenvolve o Projeto “Férias no MABE”, programação que consiste no desenvolvimento de atividades de arte-educação durante as férias escolares. Para este ano de 2009 a proposta prevê a realização de oficinas de confecção de pipas, de roupas e acessórios de papel, reciclagem com produção de brinquedos e origami, atendendo crianças na faixa etária de 07 a 14 anos. O projeto se propõe a trabalhar a consciência ambiental, usando nas quatro oficinas materiais que podemos aproveitar de nosso uso cotidiano como jornais, revistas ou garrafas plásticas. Através deste projeto, o Museu de Arte de Belém atualiza seu papel na sociedade como um museu dinâmico a serviço do público, dialogando com este e proporcionando o acesso democrático ao seu espaço.
As inscrições para as oficinas, com duração de uma semana, são gratuitas e feitas de acordo com a faixa etária.
PROGRAMAÇÃO
06/julho a 10/julho – 9h às 11h
Oficina de Reciclagem ( 7 a 10 anos)
Oficina de Pipas ( 11 a 14 anos)
13/julho a 17/julho – 9h às 11h
Oficina de Origami ( 7 a 10 anos)
Oficina de Roupas e Acessórios de Papel ( 11 a 14 anos)
Período de inscrições: 22 de junho a 03 de julho
Horário: 09 às 17h.
Local: Museu de Arte de Belém – Sala da Ação Educativa
Vagas Limitadas!
Informações
Fone: 3283-4718
E-mail: educativa.mabe@belem.pa.gov.br
06 a 17 de julho de 2008
O Museu de Arte de Belém (MABE) há 15 anos desenvolve o Projeto “Férias no MABE”, programação que consiste no desenvolvimento de atividades de arte-educação durante as férias escolares. Para este ano de 2009 a proposta prevê a realização de oficinas de confecção de pipas, de roupas e acessórios de papel, reciclagem com produção de brinquedos e origami, atendendo crianças na faixa etária de 07 a 14 anos. O projeto se propõe a trabalhar a consciência ambiental, usando nas quatro oficinas materiais que podemos aproveitar de nosso uso cotidiano como jornais, revistas ou garrafas plásticas. Através deste projeto, o Museu de Arte de Belém atualiza seu papel na sociedade como um museu dinâmico a serviço do público, dialogando com este e proporcionando o acesso democrático ao seu espaço.
As inscrições para as oficinas, com duração de uma semana, são gratuitas e feitas de acordo com a faixa etária.
PROGRAMAÇÃO
06/julho a 10/julho – 9h às 11h
Oficina de Reciclagem ( 7 a 10 anos)
Oficina de Pipas ( 11 a 14 anos)
13/julho a 17/julho – 9h às 11h
Oficina de Origami ( 7 a 10 anos)
Oficina de Roupas e Acessórios de Papel ( 11 a 14 anos)
Período de inscrições: 22 de junho a 03 de julho
Horário: 09 às 17h.
Local: Museu de Arte de Belém – Sala da Ação Educativa
Vagas Limitadas!
Informações
Fone: 3283-4718
E-mail: educativa.mabe@belem.pa.gov.br
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