A PROPOSITO DE COMUNIDADE, POVO, MASSA, MORADORES, ELEITORES, ETC.
QUANDO COMEÇARMOS A LER AS LEIS.....
Ontem, numa reunião com quem cuida do nosso patrimônio histórico, a todos os níveis, aproveitei para lembrar o que é previsto na Constituição relativamente ao aporto dos cidadãos na cura do nosso patrimônio. É de fato previsto que ‘O Estado brasileiro, com a colaboração da comunidade’ deva usar todas as formas de acautelamento, defesa e proteção para evitar danos, avariações e destruição da nossa memória histórica.
A minha reclamação partia do fato de tomarem decisões relativamente “ao que fazer” na área tombada, com o dinheiro da União, sem nem ao menos pedir uma opinião que seja aos moradores . Como resposta de bem três pessoas ficou claro que nós, a comunidade, não temos ‘competência’ para falar disso; precisamos de cursos; precisamos ser preparados... é necessário que sejamos instruidos a respeito... enfim, não reconhecem nem a possibilidade de encontrar, quem sabe, até e ao menos um par de cidadãos capazes de entender o que eles ‘sabem’.
Com certeza, nós, POVO, MASSA, MORADORES, ELEITORES, não somos todos muito cultos, nem sempre por culpa nossa. Também não somos santos e temos nossa parte de culpa em relação a depredação do nosso patrimonio, mas, vamos parar para pensar quem é mais incompetente, superficial e perigoso nessa história:
- aquele que durante anos permitiu aglomerações e concentrações carnavalescas ou outras, em área histórica sem prever banheiros ou segurança de qualquer tipo, sem promover, assim, a proteção do patrimônio histórico, ou quem foi ali para se divertir e urinou na rua?
- aquele que autoriza eventos em área tombada sem respeitar as distâncias previstas em lei, ou o morador que tem que suportar a poluição sonora (também proibida) e a trepidação da sua casas, enfim a perda do sossego, da saúde e da segurança, resultante de tal ato?
- aqueles que autorizam no setor residencial, a localização de estabelecimento que, pela natureza de suas atividades produzam ruídos excessivos ou perturbem o sossego dos habitantes, ou quem mora ali?;
- aqueles que ‘esquecem’ de pretender, e consequentemente controlar, a exigência de estacionamento para clientes , ao dar uma autorização ao exercício de uma atividade, favorecendo assim a destruição de calçadas de lios (tombadas), além de aumentar o transito e relativa poluição de área tombada, ou o morador que perde, com isso, os seus direitos?
- aqueles que não multam as ‘autoridades’ (ou não) que estacionam seus carros (abusivamente) nas calçadas de lios (ou não) da área tombada no entorno do Tribunal, Alepa, Prefeitura, Ministérios Públicos, etc.
- aqueles que permitem que ‘flanelinhas’ se transformem em donos das ruas tirando direitos de quem paga o IPTU, ou dos moradores de área tombada que não podem fazer garagens;
- aqueles que não pretendem que seja respeitado o direito de uso das calçadas pelo pedestre, evitando assim o uso das mesmas por parte de atividades que as ocupam;
- aquele que permite, ao asfaltar as ruas, o aumento do nível da estrada provocando enchente nas casas e lojas ao lado da estrada quando chove, ou os proprietários que, para defender-se disso aumentam a altura das calçadas?
- aqueles que continuam ignorando a cor da água que sai das torneiras na Cidade Velha e a quantidade de poços artesianos que existem a causa disso?
- aqueles que fecham os olhos à quantidade de crianças e jovens (de menoridade) que ‘trabalham’ em kombis irregulares, ou o cidadão que é obrigado a usa-las por falta de um melhor e adequado serviço?
- aqueles que não veem o caos que tais kombis provocam no Ver-o-peso e entorno da Praça do Relógio, parando de forma irregular e em qualquer canto?
- aqueles que usam ‘metros’ diferentes para solucionar problemas iguais?
- aqueles que ....
São muitos mais os motivos que temos nós a reclamar de nossos pares, os funcionários públicos (de todos os níveis), do que eles a pretenderem de nós o conhecimento de leis que eles ignoram. Sabemos que as leis devem ser conhecidas por todos nós, mesmo se não somos pagos pra isso: reconhecemos que é hora de tomar providências a respeito.
Quando começarmos a descobrir o que dizem as leis, estaremos mais preparados para pretender o respeito delas e evitar todo tipo de abusos... por todos nós.
sábado, 29 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
O QUE PEDIMOS AO PREFEITO
Esta manhã na UFPA, o Prefeito Zenaldo recebeu pessoas de várias categorias (principalmente manifestantes), para discutir "BELEM".
Cerca de vinte pessoas tomaram a palavra e colocaram em discussão vários argumentos. A maior parte das perguntas, em vez, foram sobre os problemas de transito e passe livre.
Para a Cidade Velha entregamos uma relação de 23 'coisas uteis a serem feitas pra seus 400 anos'.
Eis aqui o que pedimos:
- Restruturação da orla do Beco do Carmo, visto ter-se tornado uma área perigosíssima e seus
moradores viverem de modo indigno. Não entendemos por que ninguém se preocupa
com aquela área do Centro Histórico;
-
Restauro e revitalização Mercado do Porto do Sal, abandonado a si mesmo a
dezena de anos. Outro local aprazível jogado as baratas por tantas
administrações e, praticamente vetado à cidadania pelo total abandono;
- Restruturação da praça República do Libano (S.João) e seu
entorno, com atenção as atividades (venda comida) que criam sujeira. Aquilo é o
paraíso de advogados e quem sabe até de deputados, e ninguém nota o estrago que
fazem com aquela pracinha;
- Restruturação da Praça do Carmo de modo que seja usada como
tal e não continue a ser campo de futebol , de skate, de criket, e sua
parte histórica, não continue sendo
usada como motel ou sanitário.
-
Proibição de concentração carnavalesca ou de eventos cuja altura das músicas
provoquem trepidação nas construções existentes no entorno de praças tombadas.
-
Destinação de uso do Palacete Pinho, levando em consideração o fato de não ter
estacionamento (ninguém de fato se preocupa com o q a ocupação vai provocar na
rua). Pedimos isso encarecidamente pois o transito pode piorar muito mais se
for uma escola para a classe média que abusa do estacionamento em filas duplas
com a buzina funcionando;
-
Recomposição, restauro e salvaguarda das calçadas
de liós; a maior parte delas está escondida sob camadas de cimentos que
aumentam a medida que cresce a altura do asfalto na rua;
-
retorno aos paralelepípedos que estão sob camadas de asfalto, desse modo poderão
aflorar as calçadas de liós;
- iluminação adequada do bairro e
possivelmente com os fios subterrâneos, pois as ruas estreitas e as calçadas
ocupadas por postes, nos obrigam a andar pelo meio da rua como se fossemos
cavalos.
-
Bueiros: limpeza e providências para
que suas tampas não possam ser retiradas.
-
Canal da Tamandaré: resolução do
problema de alagamentos causados por maré alta e chuva;
-
colocação de bastões iguais ao das calçada da Praça D. Pedro II nas ruas cujas
calçadas são usadas como estacionamento, afim de garantir segurança e o direito
dos pedestres. Principalmente/ao menos na Dr. Assis, Dr. Malcher, Siqueira
Mendes, Joaquim Távora, Trav. Felix
Rocque;
-
que seja respeitado o direito de uso das calçadas pelo pedestre, evitando assim
o uso das mesmas por parte de atividades que as ocupam (exposição de produtos a
venda, lavagem de motores, deposito de areia/madeira/tijolo/telhas ou,
mesas/cadeiras de bar, etc)
-
Reposição das placas com nome das
ruas, indicando:
a) o q aconteceu na data que denomina a rua;
b)
quem foi a pessoa q dá nome a rua c/ data de nascimento e de morte.
-
Questão de lixo e lixões: resolução do problema, até com campanha na tv e nas
escolas que também costumam por o lixo nas calçadas (estreitas) fora de horário.
-
Questão da água: seja porque falta
seja porque é barrenta/ferruginosa (a que sai das torneiras) em todo o Centro Histórico.
(Vocês sabem a quantidade de poços artesianos que existem na CV? A UFPa fez um
estudo a respeito);
-
Código do Transito: a) fazer, nas ruas, as
sinalizações prevista;
b)
proibição de circulação de veículos superiores a 3,5 ton.
c)
exigência de estacionamento para
clientes de todas as atividades
autorizadas, incluindo escolas.
d)
sinalização com faixas amarelas
frente a entrada das igrejas, afim de evitar estacionamento;
e)
proibição de atividades que possam aumentar
o transito na Cidade Velha.
-
em todas as concessões de licenças para localização de estabelecimentos comerciais,
industriais e de prestação de serviço, a Prefeitura deve lembrar o art. 15 do
CP, de modo especial relativamente ao:
II
- o sossego, a saúde e a segurança da
população na área;
-
Respeitar o Art. 16 do CP o qual veda, no setor residencial, a localização de
estabelecimento que, pela natureza de
suas atividades que produzam ruídos excessivos ou perturbem o sossego dos habitantes;
Por
falar nisso, atrás do Palacete Pinho deve ter uma moedora de café, q quando
entra em função perfuma até a Sé, além de encher de pó os nossos
móveis...imaginem o q acontece com o
Palacete Pinho. Lembramos inclusive que, atrás do Palacete existem três locais barulhentos que fazem trepidar as casas até a Trav.Cametá.
-
verificar quanto tempo ainda o prédio incendiado do Bechara Matar vai ficar ali daquele jeito e
que seja lembrada a previsão de estacionamento para a atividade que um
dia será exercida no local, ou que se determine transforma-lo em "edifício garagem";
-
verificar onde estão os estacionamentos dos locais autorizados na Praça da Sé e
seu entorno (restaurantes, bares e locais noturnos), e se não existem, seria
oportuno exigi-los para poder sobrar lugar para os carros dos moradores,
pois nós não podemos construir garagens porque temos que salvaguardar o patrimônio assim como
ele foi tombado;
- planejamento e
implementação de campanhas educativas, permanente e massivas a todos os
níveis, relativamente ao uso de praças e
ruas, em geral, e de defesa do nosso patrimônio histórico. Regras básicas de
cidadania e educação ambiental e patrimonial, começando pelos funcionários
públicos. sexta-feira, 7 de junho de 2013
SESSÃO ESPECIAL NA ALEPA
Neste dia 6 de junho
fomos convidados a participar
de uma Sessão Especial proposta pelo deputado Raimundo Santos, destinada
a tratar a implosão do prédio da Receita Federal.
Além de alguns deputados, estavam presentes
representantes de Associações, foruns, ongs que se interessam da
cidade. A Civviva, presente com alguns membros da sua Diretoria preparou a
seguinte nota:
Bom dia a todos os
presentes.
Agradecemos o convite e principalmente parabenizamos o deputado Raimundo Santos pela ideia que teve de discutir com a cidadania o problema da implosão do prédio do Ministério da Fazenda, destruído por incêndio. Gostariamos de aproveitar a ocasião e pedir o mesmo para aquele do INSS, da Dr. Morais, também destruído por um incêndio. Agora, no caso fosse incendiado aquele horroroso da Boulevard Castilhos França, poderíamos já antecipar o pedido de implosão dele também.
Nenhum desses edifícios foi bem
vindo nos endereços em que se encontram, pois so vieram enfeiar o entorno
da nossa história. Me permitam, então, aproveitar a oportunidade para
falar de áreas tombadas, do nosso centro histórico, em particular da Cidade
Velha.
Na n/Constituição o Art. 216,
V, § 1º: " O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro...". Promoverá: sublinho essa
palavra porque escrita num tempo de verbo totalmente ignorado. O que na verdade
acontece é que até informações a respeito do que vai ser
"promovido”, nós, como cidadãos, somos os últimos a saber. Não
existe o costume de perguntar a opinião dos cidadãos como é em vez previsto em
lei. Nos acostumaram ao método de
"governo sem diálogo"; agradecemos
portanto a possibilidade que temos, nesta ocasião, de falar dando a nossa
opinião.
Os 400 anos da Cidade Velha se
aproximam e nós não vemos um programa coerente que seja, para ‘melhorar’
a salvaguarda da nossa memória e muito menos o modo de vida de quem mora em área
tombada. As leis continuam a falar de preservação
e proteção e nós, moradores e proprietários, concretamente, vemos
bem pouco ou nada a respeito.
Naquela ocasião, porém, como
Civviva, entregamos a Fumbel, Iphan e Secult, componentes da mesa, uma relação
com as ações que pensávamos ser necessárias fazer no bairro mais antigo
da cidade. Não se falava ainda de
400 anos de Belém e ao fazer aquela relação, portanto, pensamos naquilo que diz
a lei: O Poder Público
Municipal promoverá , garantirá e incentivará a preservação, conservação,
proteção, tombamento, fiscalização, execução de obras ou serviços visando a
valorização do Patrimônio Cultural do Município de Belém.
O tempo passou e, assim sendo, o que pedimos naquela
ocasião, nós atualizamos um pouco e, hoje, podemos assim resumir o que seria
interessante ter presente caso seja feito um projeto para os 400 anos da Cidade
Velha:
- a restruturação da orla do Beco do Carmo, visto ter-se
tornado uma área perigosíssima e seus moradores viverem de modo indigno. Não
entendemos por que ninguém se preocupa com aquela margem de rio do Centro
Histórico;
- Restauro e revitalização Mercado do
Porto do Sal, abandonado a si mesmo há dezena de anos. Outro local aprazível
jogado as baratas por tantas administrações e, praticamente vetado à cidadania
pelo total abandono;
- Restruturação da praça
República do Líbano (S.João) e seu entorno, com atenção as atividades (venda
comida) que criam sujeira. Aquilo é o paraíso de advogados, juizes, promotores
e, quem sabe, até de deputados, e ninguém nota o estrago que fazem naquela
pracinha;
- Restruturação da Praça do
Carmo de modo que seja usada como tal e não continue a ser campo de futebol,
de skate, de criket, e sua parte histórica, não continue sendo usada como
motel ou sanitário.
- Proibição de concentração
carnavalesca ou de eventos cuja altura das musicas provoque trepidação nas
construções existentes no entorno de praças tombadas.
- Destinação de uso do Palacete
Pinho, levando em consideração o fato de não ter estacionamento (ninguém de
fato se preocupa com o que a
ocupação pode provocar naquela rua estreita). Pedimos isso encarecidamente pois
o transito pode piorar muito mais se for uma escola para a classe média que
abusa do estacionamento em filas duplas com a buzina funcionando;
- Recomposição, restauro e
salvaguarda das calçadas de
liós, cuja maior parte delas está escondida sob camadas de cimentos que
aumentam a medida que cresce a altura do asfalto na rua;
- Iluminação adequada do bairro e possivelmente com
os fios subterrâneos; as ruas estreitas e as calçadas ocupadas por postes, nos
obrigam a andar pelo meio da rua como se fossemos cavalos.
- Bueiros: providências para que
suas tampas não possam ser retiradas.
- Canal da Tamandaré: resolução
do problema de alagamentos causados por maré alta e chuva;
- retorno aos paralelepípedos
que estão sob camadas de asfalto, desse modo poderão aflorar as calçadas de
liós.
- colocação de bastões iguais aos das
calçadas da Praça D. Pedro II, nas ruas cujas calçadas são usadas como estacionamento,
afim de garantir segurança e o direito dos pedestres. Principalmente ou ao
menos na Dr. Assis, Dr. Malcher, Siqueira Mendes, Tomasia Perdigão, Joaquim
Távora, Trav. Felix Rocque;
- que seja respeitado o direito
de uso das calçadas pelo pedestre, evitando assim o uso das mesmas por parte de
atividades que as ocupam (exposição de produtos a venda, lavagem de motores,
deposito de areia/madeira /tijolo/telhas ou, mesas/cadeiras de bar, etc).
- Reposição das placas com nome das ruas, indicando:
a) o q aconteceu na
data que denomina a rua;
b) quem foi a pessoa q dá nome
a rua c/ data de nascimento e de morte.
- Questão de lixo e
lixões: resolução do
problema, até com campanha na tv e nas escolas que também costumam por o lixo
nas calçadas (estreitas) fora de horário.
- Questão da água: seja porque falta seja porque é
barrenta (a que sai das torneiras) em todo o Centro Histórico. (Vocês sabem a
quantidade de poços artesianos que existem na CV? A UFPa fez um estudo a
respeito);
- Código do Transito: a) fazer,
nas ruas, as sinalizações previstas;
b) proibição de circulação de
veículos superiores a 3,5 ton.
c) exigência de estacionamento para clientes de todas as
atividades autorizadas, incluindo escolas.
d) sinalização com faixas amarelas frente a entrada
das igrejas, afim de evitar estacionamento;
e) proibição de atividades que
possam aumentar o
transito na Cidade Velha.
- em todas as concessões de
licenças para localização de estabelecimentos comerciais, industriais e de
prestação de serviço, a Prefeitura deve lembrar o art. 15 do CP, de modo
especial relativamente ao:
II - o sossego, a saúde e a segurança
da população na área; assim sendo, mesmo a distancia de monumentos tombados,
exigimos sossego e segurança;
- Respeitar o Art. 16 do
CP o qual veda, no setor
residencial, a localização de estabelecimento que, pela natureza de suas
atividades que produzam
ruídos excessivos ou perturbem o sossego dos habitantes;
(Por falar nisso, atrás do
Palacete Pinho deve ter uma moedora de café, q quando entra em função perfuma
até a Sé, além de encher de pó os nossos móveis...imaginem o q acontece
com o Palacete Pinho).
- Remoção das atividades abusivas que ocuparam a rua e as calçadas na
Tamandaré e entorno (Breves, Obidos);
- verificar quanto tempo ainda
o Bechara Matar vai ficar ali daquele jeito e que seja lembrada a
previsão de estacionamento
para a atividade que um dia
será exercida no local, caso não decidam pela implosão do mesmo;
- verificar onde estão os
estacionamentos dos locais autorizados na Praça da Sé e seu entorno
(restaurantes, bares e locais noturnos) até a Praça do Carmo, e se não
existem, seria oportuno providenciar para poder sobrar lugar para os carros dos
moradores, pois nós não podemos construir garagens porque temos que salvaguardar o
patrimônio assim como ele foi tombado;
- planejamento e implementação
de campanhas educativas, permanentes e massivas a todos os níveis,
relativamente ao uso de praças e ruas, em geral, e de defesa do nosso
patrimônio histórico. Regras básicas de cidadania e educação ambiental e
patrimonial, começando pelos funcionários públicos.
Se vocês confrontarem o que nós
pedimos, com o que foi em vez apresentado ao Ministério, agora, pela
administração pública, vão ver que o que pedimos foi, tudo, praticamente
ignorado.
Não somos consultados a priori,
como prevê a lei e ainda somos ignorados como moradores nas opções e propostas
que são feitas quando precisam de dinheiro.
Podemos entender que as
competências são de vários órgãos, mas, um projeto para os 400 anos da Cidade
Velha, poderia e pode ser feito levando consideração as
necessidades dos moradores do bairro e não somente o que a nossa nova classe
média e/ou possíveis turistas vão querer ver e encontrar onde NÓS moramos.
Com o tombamento de áreas da Cidade Velha e da Campina pelo IPHAN, incluimos agora, para completar o que já tínhamos pedido, o adequamento do Código de Postura e do PDU a essa nova realidade. Que sejam estabelecidas
distancias, altura do som, tipo de atividades e quanto mais seja necessária à
uma verdadeira defesa e salvaguarda da nossa memória, do nosso patrimônio
arquitetônico e ambiental.
Aliás, talvez fosse justo e
oportuno que dentro das leis que governam o uso do território fosse introduzida
uma parte especial so para o Centro histórico e área tombada, de modo que
seja clara a intenção do Poder Publico de proteção e preservação da nossa memória através
dos nosso patrimônio arquitetônico, ao menos.
Lembramos que a palavra ‘revitalização’
não está presente em nenhuma das leis em vigor, mas é usada no documento
mandado ao Ministério... A maior parte das coisas que nós pedimos, em vez, são
previstas em lei e não vemos a aplicação, talvez e principalmente, porque
as leis que preveem isso não foram regulamentadas.
Me permitam dizer que é muito
triste descobrir a má fé que se esconde em tal modo de agir. Sem regulamentação
uma lei nem sempre pode ser obedecida, tornando-se totalmente inutil.
Obrigada pela atenção.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Ah! esse transito na Cidade Velha
Tombaram a Cidade Velha ha mais de um ano, porém, os moradores, além da coloração das casas na Praça do Carmo não viram mais nada de positivo.... em vez de negativo, xiiiiiii!
Continuamos a ver aumentar o trânsito de vans/kombis, que mais atrapalham do que ajudam, seja na Dr. Assis quer na Dr. Malcher. Veículos esses, velhos na maior parte, com crianças trabalhando e com motoristas petulantes e prepotentes, que ajudam os ônibus a fazerem trepidar nossas casas.
Os ônibus, velhos também, correm um atrás do outro (da mesma linha), esquecendo de parar nas paradas, deixando, principalmente os "velhos", a espera de uma "alma caridosa" que os aceite. Alguns ônibus, levam intermináveis minutos (Marex-Arsenal) para chegar; outros, passam, vazios (Pedreira-Lomas), até três em fila (e dois não param) sem nenhuma necessidade.
E os caminhões e carretas, usados para refornecer as lojas do bairro? Bem que podiam ser menos grandes, na verdade. Não só lhes é difícil passar por aquelas ruinhas, como seu peso provoca danos enormes, não somente ao asfalto do leito viário, mas nas casas antigas que o 'tombamento' quis salvar, também. Por que essas carretas, que deveriam rodar somente na BR 316, tem direito de entrar no Centro Habitado? Por que não estabelecer horários para a entrega desses materiais nas lojas? Por que não usar veículos menores para essas entregas? Como é que ninguém nunca pensou nisso antes de tombar áreas comerciais? (ou mesmo depois).
É necessário recordar que quando abaixaram ou cancelaram o IPI dos carros novos, os moradores da Cidade Velha também acharam que tinham direito a ter automóvel e compraram um, mesmo não tendo garagem. Pois é, isso muitos o fizeram, não só quem mora em área tombada, com qual resultado? Entulhar as ruas. Aumentaram os veículos mas as ruas estreitas ou largas, esburacadas ou "em conserto", continuaram as mesmas de sempre.
Com essas ruas apinhadas com o trânsito, chega a AMUB e multa os carros que estão nas calçadas da Cidade Velha... Principalmente os dos moradores, porque os de advogados, juízes, procuradores, etc. que usam o entorno, não tiveram esse presente. Justo seria aplicar a lei aqueles -todos- que não a respeitam.
E a poluição? Outro argumento esquecido totalmente. Não foi prevista a substituição do carro velho com um novo. Não era a renovação da frota, o problema a ser resolvido. Foi acrescentado um carro novo aquele velho, e a poluição, assim, não diminuiu. Portanto a poluição ambiental causada por essa frota de carros velhíssimos, não foi levada em consideração. O importante foi criar a ilusão de um aumento do 'bem estar'; manusear as estatísticas para demonstrar estar chegando no primeiro mundo, sem pensar que, quem vai respirar esse ar, quem vai viver nesse caos, é quem paga os impostos, em qualquer bairro morem.
Quem deveria se preocupar com o respeito dos índices de desenvolvimento? As ações estratégicas não deveriam ser escolhidas de modo que servissem para melhorar os indicadores de desempenho? A falta de programação leva a isso. Não aumentaram as ruas, nem as alargaram; não foram previstas garagens nem estacionamentos; não diminuiu a poluição ambiental (nem sonora); aumentou a trepidação das casas... e agora? Como correr aos reparos? Tentando consertar as leis??? Ou o quê?
Belém e outras cidades históricas, estão com esses problemas. Os novos prefeitos herdaram essa realidade e algum projeto seria justo que apresentassem à população. Sabemos que se passaram pouco mais de quatro meses da posse, mas gostaríamos de ter ao menos uma ideia do modelo de gestão que está sendo pensado para a Cidade Velha.
domingo, 19 de maio de 2013
VONTADE DE COLABORAR !!!
Domingo, 19 de maio de 2013.
As 4,30 da manhã, ou seja, ainda agora acabou o barulho na Praça do Carmo.
Iniciou do lado da Igreja do Carmo, umas 20 horas. As 22,00 ja era impossivel ficar com as janelas abertas, mas, mesmo fechadas, se ouvia a musica do mesmo jeito.
A Praça ha dois dias está IMUNDA. Copos, latinhas, garrafas, e muito papel branco e colorido, estão espalhados, uns, acrescentados aos outros que ja estavam ai.
Estamos em zona tombada. Aquela zona que tolhe dos proprietários e moradores tantos direitos relativamente a: ter garagem; fazer uma suite; modificar a frente da casa, etc., etc., etc. e, em troca não dá: segurança nem silencio; não combate a poluição, nem sonora nem do ar....
A DEMA e seu Disque Silencio tem que cuidar de Belém até Benevides com uma viatura, somente e 70 reais por dia de gasolina.... Com tres investigadores e um perito, para toda essa área, é lógico que bem pouco obtém....e nós, que reclamamos pedindo silencio, também.
A Policia Militar, dentro de suas competências tem que lutar , inclusive, com soldados e cabos que desligam o telefone Interativo quando chamados com insistência para tomar providências em determinados lugares. E quem paga o pato é o contribuinte, o cidadão que não sabe a quem recorrer ja que a Guarda Municipal é inexistente.
A AMUB se acorda de vez em quando e vem fazer multas na Cidade Velha porque os carros estão estacionados nas calçadas... Tem toda razão, eles estão infringindo as mormas do Código do Transito, mas os advogados, juizes, vereadores e deputados que estacionam de modo errado e/ou em fila dupla defronte da Prefeitura, Tribunais, Ministério Públicos, Alepa, etc., etc., etc., porque podem continuar a desrespeitar as leis? Quem lhes dá esse direito e aos moradores da Cidade Velha, não?
As leis, por outro canto, não funcionam porque a maior parte delas não foram regulamentadas e/ou tem sanções ridículas que não metem medo a ninguem, imaginem aos nossos delinquentes. Problema esse acumulado no tempo, apesar dos vários governantes de partidos diferentes que tivemos.
A maior parte dos moradores de Belém não merecem o nome de 'cidadãos', porque, calando e cruzando os braços, não ajudam a democracia a avançar e assim obter resultados. Aqueles poucos gatos pingados que tentam mudar essa realidade, que tentam lutar por direitos cidadãos, ainda são transformados em motivo de chacota e desrespeitados por aqueles que preferem ou acabam sendo coniventes com tudo de ruim que acontece na cidade.
Com um Estado e um Município nessa situação, nem o Ministério Publico nem ninguém pode obter resultados civis. Vamos continuar a bater na ponta da faca porque, inclusive, a vontade politica de mudar essa realidade não aparece: ou por não ter nenhuma força ou por não existir mesmo.
Quem sabe com um pouco de 'transparência' nos pudessemos até entender o que está acontecendo, o certo é que cada dia fica pior... em todos os setores.
DESSE JEITO A NOSSA VONTADE DE COLABORAR ACABA SE TRANSFORMANDO SOMENTE EM RECLAMAR, O QUE, ALIÁS, NÃO É UMA NOVIDADE, VISTO COMO ANDAM AS COISAS.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Voltando a questão das placas com nome de ruas de Belém
...ou da superficialidade com que se trabalha.
Como se pode bem verificar, a Lei
Ordinária N.º 7806, é do
dia 30 DE JULHO DE 1996 e nasce para Delimitar as áreas que compõem os
Bairros de Belém e dá outras providências.
É próprio com esta lei que, não
se sabe por que cargas d’agua, a Av. 16 de Novembro mudou de nome....Mudou de
nome de um lado da rua, aquele da Cidade Velha, porque do outro lado, no Bairro
da Campina, o nome parece ser o de sempre. Da Manuel Barata até a Alte. Tamandaré, a Av. 16 de Novembro passou a se chamar Desembargador Ignácio Guilhon. Um outro erro, porém, é acrescentado, ao descrever o bairro da Campina, pois faz começar na Sen. Manoel Barata, essa mesma rua de nome Des. Ignacio Guilhon, que em vez resultava iniciar na Av. Portugal.
Numa secretaria, porém, alguém recebeu a reclamação feita pelo Ministério Público Federal, pois uma placa foi, rapidamente, colocada num único canto da 16 de Novembro, o da Praça Felipe Patroni, sem retirar, porém a placa com o outro nome.... assim a rua agora tem dois nomes. Será que com isso pensam ter resolvido o problema?
Para mim, essa lei é, claramente, uma coletânea de erros que nunca foram corrigidos porque ninguém a deve ter lido depois de publicada (e, com certeza, nem mesmo antes da sua publicação); e não somente na descrição dos bairros da Campina e Cidade Velha encontram-se os erros, mas não vamos nos alargar mais do que isso...
Para mim, essa lei é, claramente, uma coletânea de erros que nunca foram corrigidos porque ninguém a deve ter lido depois de publicada (e, com certeza, nem mesmo antes da sua publicação); e não somente na descrição dos bairros da Campina e Cidade Velha encontram-se os erros, mas não vamos nos alargar mais do que isso...
Passaram-se quase vinte anos da publicação dessa lei e ninguém notou esses erros? Sabemos que a lei que estabelece o nome das ruas é outra, mais um motivo para confirmar os erros dessa lei e, também, para comprovarmos a superficialidade com que trabalham... ha anos.
Acontece
que estão mudando as placas das ruas de Belém, novamente, e, independentemente das modificações na lei acima citada, estamos notando novos erros, e bem absurdos. Nestas duas placas abaixo, a parte a falta do "c", numa e do "u" a mais noutra, desde quando essas ruas estão no bairro da Campina? Essa é a praça D.PedroII
Grave também é a localização da Prefeitura, que sempre resultou ser na Cidade
Velha, mas agora, segundo as placas, fica na Campina, juntamente com a Trav.
Felix Rocque e com a Avenida Portugal. E a Felix Rocque começa, na verdade, na Tomasia Perdigão.
A Praça Batista Campos, em vez, a levaram para o Jurunas. E por ai vai.
Será que os funcionários públicos que seguem essas normas são estrangeiros? Antonio Everdosa, virou Ervedosa... E a Assis de "Vasconselos".... e a confusão entre rua, travessa e avenida?
Não tem ninguem que controle o trabalho se foi bem feito? Ou simplesmente é fruto de uma nova ortografia a nós desconhecida?
Não tem ninguem que controle o trabalho se foi bem feito? Ou simplesmente é fruto de uma nova ortografia a nós desconhecida?
Essa despesa vai ser dupla... quem paga? O funcionário que errou?
Será que vão tomar providências? Porque, francamente isso não me parece verdade, de tão absurdo.
Me arrependo de ter dado a sugestão de colocar placas em todos os cantos de rua. Quem sabe me expliquei mal....
Dulce Rosa Rocque
PS: retiraram a lei acima citada do site da Prefeitura.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
COITADA DA CIDADE VELHA....
Mais
se fala de defesa do nosso patrimônio histórico e cultural, mais vemos avançar
a ignorância das leis em vigor e o aumento de abusos de todo tipo no bairro mais antigo de Belém.
A
total falta de vigilância na maior parte do Centro Histórico leva os ‘vivos’,
ou amigos de alguém que conta, a tomar posse de áreas abertas ou fechadas, de
modo irregular... e ninguém vê e, consequentemente, não toma providências.
Esse ‘ninguém’
a que me refiro, é aquele Poder
Público Municipal que tem por competência promover , garantir e incentivar a
preservação, conservação, proteção, tombamento, fiscalização, execução de obras
ou serviços visando a valorização do Patrimônio Cultural do Município de Belém.
Lembramos que quando
aconteceu aquela desgraça em Santa Maria e vimos que uns orgãos públicos,
aqui, se mexeram e fecharam alguns
locais que não estavam dentro das normas, pensamos que a coisa fosse melhorar, em vez, piorou.
Os moradores
da Cidade Velha notaram, depois daquele fato, a proliferação
de clubes e bares clandestinos (fundo de quintal) em várias ruas. Cadê a fiscalização da prefeitura em relação
aos ALVARÁS de funcionamento???? Será que a DEMA tem conhecimento disso? Será
que são atividades regularmente autorizadas?
Este fim de semana até o Colégio do Carmo ajudou a piorar a
situação. Alugou a algumas pessoas uma
área do colégio e quem mora na Dr. Assis,
na Pedro de Albuquerque e na Praça do Carmo, ficaram com o ônus dessa decisão. O
barulho que eles faziam, no domingo, se juntou aquele dos outros três locais da
praça...e o inferno foi total.
Todos os moradores pediram ajuda a Policia Militar. Notei, porém que o viatura da PM descia a baixada do Carmo,
em vez de ir para a Dr. Assis ou para a entrada do Colégio do Carmo, assim a
bem pouco serviu sua passagem. Somente as 21 horas conseguimos alerta-los a respeito.
Na arena da Praça do Carmo, skatistas, patinadores e jogadores de cricket,
completavam o panorama. Carros com som alto de vez em quando davam ares de vida,
caso fosse necessário. As calçadas de liós, servindo de estacionamento,
suportavam o peso dos carros dos clientes desses locais que obtiveram seu alvará mesmo sem ter o previsto estacionamento exigido pela lei...
É necessário lembrar que, durante a semana, já temos que suportar o transito exagerado além do abuso de instrumentos sonoros, quando alguns esquizofrênicos
saem por aí exibindo suas preferências
culturais. Isso sem falar dos ‘educadíssimos pais de família’, que, quando vem
buscar seus filhos nas escolas, abusam dos
sinais acústicos, buzinando sem parar. Daí, chega o fim de semana, e, em vez de tranquilidade, temos que aguentar os outros usuários desta área tombada.
O ruído que ouvimos, ou seja, o som puro
ou a mistura de sons com dois ou mais tons, é capaz de prejudicar a saúde, a segurança
e o sossego públicos: alguém se preocupa com isso? E a trepidação que provocam nas casas antigas que o
tombamento não permite mudanças?
Além de sermos ‘guardiões’ do patrimônio histórico sem direito
nem a ter garagem, ainda temos que suportar essa gente de fora que vem para
abusar da nossa paciência e dos nossos direitos. É justo isso? Aquele direito que atende
ao interesse público, que garante vários direitos fundamentais, dentre eles a
paz social, pra quem fica?
E hoje ainda nos acordaram com a notícia do fechamento de mais
uma ‘janela para o rio’, aquela da Trav.
Felix Rocque... Tem cabimento isso?
Se existe um Conselho do Patrimônio Cultural, para que
serve? Como é que nem se lembram que aqui moram pessoas, que além de serem eleitores,
são cidadãos que, segundo as leis vigentes, devem ser ouvidos pra assim auxiliar
os governantes a fazerem seu dever.
PARA ONDE DEVEMOS CORRER PARA
CONSEGUIR NOSSOS DIREITOS?
CONSEGUIR NOSSOS DIREITOS?
Assinar:
Postagens (Atom)


