terça-feira, 17 de março de 2026

O PALACETE DA PRAÇA...

 ...FERRO DE ENGOMAR



Em 23 de fevereiro de 2012 contamos esta história: https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2012/02/processo-casa-ferro-de-engomar.html...

O artigo tratava de uma Ação Civil Pública cujo assunto era o Tombamento de um imóvel considerado Patrimônio Histórico.

Oficialmente isso teve inicio no dia em que aconteceu a sua:

- Distribuição: 07/02/2012

- Vara: 2ª VARA DE FAZENDA DE BELEM

- Gabinete: GABINETE DA 2ª VARA DE FAZENDA DE BELEM

- Secretaria: SECRETARIA DA 2ª VARA DE FAZENDA DE BELEM

- Magistrado: MARCO ANTONIO LOBO CASTELO BRANCO

- Data de Autuação: 08/02/2012

Tratavamos do  imóvel denominado FERRO DE ENGOMAR situado na Travessa Presidente Pernambuco, nº 204, Bairro Batista Campos.

Em tal ato era previsto que: o  proprietário proceda a imediata contratação de guarda armada, 24 horas, para vigiar o imóvel... bem como os proprietários procedam a reforma e restauração integral da referido imóvel no prazo mínimo de (03) três meses e no máximo de (01) um ano.

A multa por dia de descumprimento é no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a ser paga pelo proprietário.

Em 2017 tivemos esta noticia através de um leitor do blog: Visualizei o processo na página da justiça federal, segunda a qual, o processo foi remetido para a Comarca de Sobral-CE e encontra-se parado desde 2015. Enquanto isso a destruição do Palacete continuava.

Nos prometemos, na ocasião, que passaríamos...daqui a tres meses para controlar se começaram a fazer algo...  e passamos mais de uma vez,  e hoje o prédio está nessas condições e não sabemos nem se a multa foi paga.


Na verdade, quem segue os problemas concretos  do nosso patrimônio? Que fim levaaram a ASAPAM e a APBEL, que propuseram o tombamento desse prédio, seja na SECULT  que na FUMBEL? Sabemos apenas que foi tombado pelo DPHAC.

Quais destas "siglas": IPHAN, FUMBEL, SECULT até  a FIEPA  tem alguma obrigação a respeito? E o Ministério Público?

Será que, antes de fecharem definitivamente o IPHAN, como estão propondo em Brasilia, poderemos saber o que aconteceu com essa pratica? 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

CONVERSA PRA BOI DORMIR...

 

Ao longo dos anos nos apresentaram formas fictícias de “defesa” do nosso patrimônio histórico. As palavras “salvaguarda e proteção” contidas em algumas leis aparentemente começaram, porém, a dar resultados há uns trinta anos.

O Auto do Círio é o primeiro exemplo: foi criado em 1993  com a declarada intenção de revitalizar o Centro Histórico de Belém, a partir das festividades do Círio de Nazaré.

O que vimos acontecer? Um cortejo por algumas ruas da Cidade Velha, além das trepidações provocados pelo excesso de ruídos, em frente às principais igrejas projetadas pelo arquiteto Landi, e nas casas de moradores da área, aumentou o numero  de seguidores de ano em ano e não criou nada que pudesse contribuir para alguma revitalização de fato.

No início do século XXI, nasce o Fórum Landi, outro projeto dedicado, supostamente, à revitalização do Centro Histórico de Belém, com foco na pesquisa da obra arquitetônica de Antonio Landi.  Além da Casa Rosada não tomamos conhecimento de outras realizações à guisa de revitalizações  no Centro Histórico, sob  a influência do Fórum Landi.

Como cidadãos atentos, o que vemos acontecer no Centro Histórico, são os resultados dessas criações? Cabides de emprego se desenvolveram e muitos alunos da UFPA tem sido   aproveitados em pesquisas, cujo sentido nem sempre oferece resultados válidos para a comunidade, mas se acumulam nos armários, para possíveis usos de outros pesquisadores. Revitalizações concretas, que pudessem, de fato, justificar os gastos com esses órgãos, nada vemos de expressivo. 

Vemos porém, várias pessoas ganharem destaque social, com a desculpa de “trabalharem” em defesa da nossa memória histórica. Passeatas com estudantes e outros cidadãos pelas calçadas de liós tombadas, mas abandonadas; não surtiram nenhum efeito, ao menos com relação a elas. Supostamente somente a ALEPA se preocupou, desde 2019, em melhorar a calçada de liós de um lado da Travessa Félix Rocque... enchendo de postes, cujo diâmetro impede os cidadãos de usá-las.

O lixão em frente a Igreja do Carmo, na calçada do Forum Landi, cresceu e se desenvolveu nos últimos anos, e  não vemos  reações de nenhuma ação a respeito da retirada dele dali, caso tenha sido feita por parte do Forum.

Agora temos frente a nossos olhos, a sede do Forum Landi renovada e com suas paredes externas cheias de publicidade, colaborando no aumento da poluição visual da área tombada. Como reclamar do que fazem os comerciantes, se quem deveria educar a juventude dá esse exemplo?

Vemos todos os arquitetos se calarem e ignorarem que a   gentrificação na área tombada da Cidade Velha está seguindo a passos largos... Autorizações a-go-go são dadas a bares, restaurantes e eventos sem previsão de estacionamentos a altura do número de clientes, que são cada vez em maior número, mormente aos fins-de-semana. E quem mora no entorno sofre as consequências.

Não vemos uma programação coerente com o incentivo dado a economia nesses locais. Soubemos que uma proposta de atualização do Plano Diretor, do qual a PMB não teve o respeito de divulgar como e por quem foi elaborada, iniciava dizendo que tal estudo “não valia  para a Cidade Velha”, ou algo parecido. Que Plano Diretor seria, então? E a necessária participação dos diversos segmentos sociais? 

Se continuarem a colorir as casas da área tombada com a desculpa que “não tem lei que proíba”, já é uma indicação que não teve participação de profissionais do Direito. 

Sobre esse processo de atualização do Plano Diretor, cabe questionar:

- fizeram audiências públicas para ouvir os cidadãos, ao menos  os que  moram na área tombada?

- do grupo redator, faziam parte representantes das associações de bairro?

- alguém, entre os redatores, tem noção do que subentendem os termos “salvaguarda, defesa, proteção” numa lei?

Não precisa ter formação em Direito para entender o porquê desse comportamento superficial, mas concreto, que resulta somente em danos  ao nosso Patrimônio Histórico.

Tivemos mais um exemplo ontem quando uma deputada usou a Praça do Carmo para festejar algo com música alta, das 18 as 24h,  mesmo se o Código de Postura, no seu art. 81, “por contrário a tranquilidade da população” estabelece uma distancia de 200m de “hospital, templo, escola, asilo, presidio e capela mortuária.” Quem autorizou vai ser punido por não respeitar essa lei?

No mês de janeiro um professor de história, desses que acompanham o povo para ver nosso patrimônio, festejou seu niver, até com bloco carnavalesco, num bar da mesma praça a menos de 200m da igreja do Carmo. Que coerência é essa? 

A poluição  sonora também causa danos aos prédios, sejam eles  públicos que privados... Por sua vez, o STJ entende que basta a emissão de som acima dos limites legais (NBR 10.151, que define níveis como 55 dB diurno e 50 dB noturno para áreas residenciais) para caracterizar o crime, sem precisar provar surdez ou doença. Para quem valem essas informações?

As praças da Cidade Velha ocupadas  por moradores de rua, tem outro tratamento e vemos serem descumpridas decisões judiciais que garantem direitos fundamentais da população em situação de rua. Além de ignorar decisões da Justiça Federal no Pará, os entes governamentais continuam violando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à implementação da política nacional para a população de rua.

Os Conselhos do Patrimônio não deveriam fiscalizar a politica de preservação e garantir a participação social na proteção da memória e identidade cultural, atuando também na proteção de acervos, além de promover a educação dos cidadãos a esse respeito? Não vemos isso acontecer.

Afinal de contas todas  essas normas ignoradas servem para quê? Para quem, além dos arquitetos, dos master e PHD que vemos se vangloriarem de seus títulos, por ai?


domingo, 22 de fevereiro de 2026

O MONUMENTO AOS "PRACINHAS"

 QUARTA FEIRA DE CINZAS, o carnaval ainda está acabando e eu trago uma lembraça, totalmente esquecida.

"O DIA 21 DE FEVEREIRO, não conta nada aqui no Brasil, mas na Italia conta.
É o momento principal que indica o fim da Segunda Guerra Mundial. É o dia em que aconteceu o derradeiro ataque ao Monte Castello, por parte dos Pracinhas brasileiros, reunidos na Força Expedicionária Brasileira.

Quem lembrou disso aqui? Pois em Montese, naquela cidadezinha na montanha apeninica, as escolas levam as crianças para rua, cantando "mamãe eu quero" para agradecer os brasileiros que os salvaram do fascismo. OS PRACINHAS CANTAVAM ESSA MUSICA NAQUELA ÉPOCA.


Quem foi para a Italia, passear, chegou a conhecer esse monumento?
"Um dos arcos brancos, que aponta para a terra, simboliza a morte; o outro aponta para o céu, isto é, “para a transcendência que essas mortes significaram”. Mary Vieira é a arquiteta brasileira que o fez.

Conto essa história no meu livro "REMINISCÊNCIAS E TESTEMUNHANÇAS...
lançado em dezembro de 2025 (paginas 169 a 175) .


A respeito desse monumento, a FAU ITEC UFPA publicou, em data  através do Projeto Laboratório Virtual ,  a nota 

Uma lembrança de Niemeyer: por Dulce Rosa Rocque


"Em Bolonha, no ano de 1977, juntamente com Ivan Ribeiro e Carlos Nelson Coutinho, representávamos o Partido Comunista Brasileiro em um seminário sobre “As ditaduras na América Latina”. No primeiro intervalo desse evento fomos procurados pelo Dr. Arnoaldo Berti, famoso advogado bolonhês, mas para nós um ilustre desconhecido. Ele se apresentou e disse, entre outras coisas, ser o proprietário da casa de Monte Castelo, que “hospedou” os pracinhas brasileiros durante a 2° Guerra Mundial.

O Dr. Berti nos fez, então, a seguinte oferta: ele queria doar ao povo brasileiro, através de nós, aquela área para que fosse feito um monumento aos pracinhas. Perguntamos por que ele não oferecia à Embaixada brasileira e ele respondeu que já o tinha feito mas que não tinham aceitado pois ele pretendia que fosse escrita uma frase, mais ou menos assim, se bem me lembro:
“Aos brasileiros que morreram defendendo a Itália do fascismo e aos brasileiros que hoje morrem sob uma ditadura fascista”.

Aceitamos o encargo e ficamos de falar com o secretario do PCB, Luiz Carlos Prestes, a respeito. Eu fiquei como encarregada desse contacto e fui a tradutora das cartas que eles trocaram. Prestes procuraria Niemeyer, faria a proposta e nos daria uma resposta.

Niemeyer aceitou de fazer o monumento e nos colocou em contacto com o engenheiro, seu braço direito nos trabalhos que estava fazendo na Argélia (agora não recordo o seu nome). Esse companheiro veio para Bolonha e juntamente com o Dr. Arnoaldo Berti, fomos visitar os locais onde os pracinhas brasileiros estiveram durante a guerra.

Todos os acordos foram feitos, verbalmente, e começamos a esperar notícias. Algum tempo depois fomos informados que Niemeyer deveria vir para a Itália e França inaugurar suas obras e aproveitaria para vir até Bolonha para visitar a área do futuro monumento.

Nós e o PCI o esperávamos e depois da chegada do avião, sem ele, descobrimos que não gostava de viajar de avião e que tinha voltado do aeroporto carioca para sua casa…

Quando pude voltar ao Brasil em 1979, numa manisfestação pela anistia, o encontrei. Após as apresentações, conversamos sobre o monumento e ele me disse que, infelizmente, o material que tinha recebido não era suficiente para fazer o projeto. A área de Bombiana, nome do local onde seria feito o monumento, parecia ser muito “acidentada”, cheia de altos e baixos, de subidas e descidas e que seria necessário ver pessoalmente para poder fazer algo.

Passaram-se outros anos e nos ficou claro que ele não viria para cà, Bolonha, nem de avião, nem de navio; assim o monumento foi feito por uma arquiteta brasileira residente na Suiça.
São dois arcos: aquele voltado para baixo simboliza os soldados que lutaram e ficaram aqui na terra; o voltado para cima, representa os que morreram e subiram aos céus.
A sombra do monumento forma uma cruz naquele chão onde quase 500 brasileiros deixaram sua contribuição lutando contra o nazi-facismo."


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

MPF: CONVITE CARNAVALESCO.

Pena que chegou tarde.. 

O Carnaval é o momento de a gente se abraçar, dançar e celebrar a vida. E nada deixa a festa mais bonita do que o cuidado com o que está ao nosso redor.

O MPF te convidou, tarde,  para uma festa mais gentil:

➡️ As ladeiras e os casarões contam a nossa história, então vamos celebrar sem subir em monumentos ou fachadas.

➡️ Se o Carnaval é pé na areia, leve uma sacolinha para recolher seu lixo e cuidar do nosso paraíso.

➡️ Gentileza gera gentileza e cidade limpa! Usar os banheiros químicos é um gesto de respeito com os moradores e com a nossa cidade.

➡️ No ritmo da paquera, o respeito é o que conduz a dança. Espalhe carinho e respeite o “não”.


Será que mandaram ao Prefeito de Belém esse "aviso"? Se o MPF fiscalizasse não só  o carnaval na Cidade Velha, mas os abusos que vemos acontecerem... entenderiamos  esse atraso... 

Como  muita gente confunde,  vamos explicar de uma forma simples de entender certas competências:

MPF (Ministério Público Federal):

➡️ Atua em defesa da sociedade, do meio ambiente, do patrimônio público e dos direitos coletivos.

➡️ ⁠⁠Fiscaliza o cumprimento da lei e da Constituição.

➡️ Atua em causas coletivas.


DPU (Defensoria Pública da União): 

➡️ Defende pessoas em situação de vulnerabilidade.

➡️ ⁠⁠Atua como advogada em processos.

➡️ Representa quem não pode pagar pela própria defesa.


Ambas as instituições são essenciais para a Justiça, cada uma com seu papel. Temos somente que esperar que não arquivem tuas denuncias ou pedido de socorro ou que as providências cheguem em tempo util.

Saiba mais em: mpf.mp.br | dpu.def.br

PS; gostariamos de saber a quem enviram esse convite ou  ao menos saber quantas associações de bairro o receberam.  Nós, qe fomos até declarada de Utilidade Publica,  fazem anos que não temos noticias desse orgão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

TRISTE CONVITE


A  NOSSA SOCIA FUNDADORA 
HILMA  LIMA DE OLIVEIRA
PARTIU PARA SUA ULTIMA VIAGEM, 
DEIXANDO UM VAZIO ENORME ENTRE 
OS  AMIGOS DA CIVVIVA.

CELEBRAÇÃO DA ESPERANÇA

CELEBRAÇÃO DA ESPERANÇA

Com o exemplo de Jesus Cristo, que venceu as barreiras da morte, estamos aqui para celebrar a Páscoa de Hilma Lima de Oliveira.

 Queremos agradecer a Deus sua presença em nossas vidas, tudo que fez por seus familiares, parentes e amigos, pela pessoa carinhosa e amorosa que por tanto tempo se fez presente entre nós. 

Pedimos ao Deus da vida que a acolha em seus braços e a conduza para a paz eterna, que sua última morada seja coroada de amor e serenidade que sempre foram marcantes em sua vida terrena.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

QUE CARNAVAL É ESSE?

 

     ... Ou: cadê o respeito das leis?         

Que carnaval e esse se as decisões são tomadas ignorando a opinião dos cidadãos? As leis parecem não existir.  Nos atos emanados bem poucas são citadas  e, aquelas  esquecidas são desrespeitadas, mesmo se em vigor.

Parece ser um novo ”dever” para essa administração ignorar a normas que deveriam nortear a gestão da cidade. Ignorar as leis é o melhor modo de  matar uma democracia.

Notamos isso pois, como associação de bairro,  fomos  declarados de Utilidade Pública com LEI Nº 9368 DE 23 DE  ABRIL DE 2018, mas nunca fomos chamados para opinar sobre qualquer argumento relativo a defesa da área tombada da Cidade Velha. O IPHAN NÃO SABE DISSO?

O Estatuto da Cidade é uma norma diretiva, que traz princípios gerais e regras que norteiam o desenvolvimento urbano no país. A lei foi criada pautada em dois princípios básicos, que são a função social da propriedade e a participação democrática na condução do desenvolvimento das cidades...

No seu artigo 2º, inciso II, o Estatuto da Cidade prevê “a gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano” .

Esta é uma das principais diretrizes da lei e não vemos  ser aplicada. Quando uma lei fala de “associações”. não se refere a um grupo de amigos ou de arquitetos, geógrafos ou historiadores: se refere aquelas constituídas respeitando os crismas das leis vigentes.

Os “escorregões” que vemos acontecer na gestão da cidade deixa claro que gente formada em Direito é algo bem raro nessa administração...e ninguém diz nada respeito a esses abusos!!!

Quais normas são respeitadas relativamente, por exemplo,  ao carnaval na area tombada, ou mesmo nas proximidades de uma igreja ou hospital? Sem citar a Cidade Velha, mas, perto  da sede da OAB, além de uma igreja, temos três hospitais... e autorizam manifestações rumorosas a menos de 200m desses prédios... Em quais nomas se baseiam para terem cobertura para emanar tais autorizações?

Nesse carnaval autorizado, onde nem ao menos as musicas típicas da época são  usadas, vemos poucos mascarados e blocos com bandinha também... Desvirtuam até esses que nem são detalhes mas a razão do nosso carnaval.

Aliás, é o caso de perguntar: o carnaval "de quem" estão defendendo? Não deveria ser o nosso? Ainda bem que não vimos trios elétricos, ainda, na area tombada da Cidade Velha, mas nem a DEMAPA, para controlar os decibeis...

                                                           

                                                                                  











 Atras dessa gente está a igreja do Carmo... e os                                                                                           200m do CP?





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

QUANDO A EXPERIÊNCIA DE NADA SERVE...

No fim do seu mandato, o ex Prefeito de Belém, Zenaldo, inaugurou quatro praças antigas usando o dinheiro do PAC das Cidades Históricas. Eu moro na frente de uma delas e segui os trabalhos com toda atenção... acumulando conhecimento e experiência a respeito do que via acontecer.

A praça do Carmo, uma das 4 praças em questão, foi inaugurada dia 26 de novembro de 2020... e de noite chegaram os “salvadores do patrimônio”, no caso  uns desportistas: os skatistas.  Começavam os abusos e prepotências.

Cerca de quinze dias depois da inauguração da praça, já tinhamos recolhido bastante material e a frase “crescer é acumular experiência...envelhecer é saber usa-las” nos deu uma ideia, aliás, foi o que fizemos, resolvemos usar essa experiência acumulada e escrevemos isto: https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/12/a-post-requalificacao-da-praca-do-carmo.html

O fizemos inclusive porque sempre “skatistas” tinham tido problemas com o uso errado da praça Justo Chermont, aquela em frente a igreja de Nazaré.

No nosso caso até os moradores se revoltaram pois inclusive  os canteiros eram pisoteados, e começamos a pedir socorro, a quem de direito, que, quando chegava não conseguia resolver o problema, completamente, pois, apenas  a Guarda Municipal se afastava tudo de errado, voltava a acontecer.

Daí foi lógico nos perguntarmos: porque aqueles que defenderam a Praça Justo Chermont não fizeram o mesmo pela Praça do Carmo?  Lá esses "desportistas", não chegaram a fazer danos, mas aqui na Praça do Carmo, foi preciso gastar um dinheirão para corrigir os danos já provocados, inclusive, pelo uso irregular do logradouro público. 

Ao longo do artigo acima citado,  fomos elencando fatos e sugerindo ideias  para salvaguardar ou defender aquele dinheirão gasto nas praças. Com todas as evidências citadas peguntamos: por que o poder público não providencia as condições necessárias para a atuação diuturna de uma guarnição da Guarda Municipal na Praça do Carmo? Afinal, é obrigação legal também da PMB a defesa nosso patrimônio público. Porque não acorreu para cá nenhuma emissora de televisão, para registrar e divulgar nossos pedidos de socorro, e de defesa de todo o gasto dispendido na obra de reforma da praça? A defesa do nosso patrimônio histórico não merece atenção?

Falamos das calçadas de liós usadas até como estacionamento; reclamamos da poluição sonora e daquela provocada pelas carretas naquelas  ruinhas, onde passam correndo;  e por ai fomos denunciando várias distrações da administração.

Hoje qual é a nossa conclusão? Depois de acumular experiência, infelizmente, aqui, não conseguimos usa-las... o desinteresse pela ajuda gratuita dos cidadãos, não é levada  em consideração pela administração.

Descobrimos que é verdade: conselho bom não se dá...se vende. O artigo acima citado está cheio de sugestões gratuitas ignoradas e vemos o resultado nas obras da CPO30 na Tamandaré, que desaparecem por falta de... vigilância.