Domingo, 22 de julho de 2012
Depois de um fim de semana infernal,
resolvi, naquele dia, escrever algo
sobre os veículos, em Belém. Eis aqui...
“É UMA QUESTÃO DE CIVILIDADE, TAMBÉM.
“O automóvel,
símbolo, para alguns, do desenvolvimento econômico, se coloca hoje como uma
das maiores fontes de danos e de dificuldades para uma convivência
salutar e, digamos inclusive, civil, nas nossas cidades.
“O aumento dos veículos em circulação levou a aumentar problemas já
existentes como a falta de garagens e estacionamentos em Belém. O uso e abuso
do leito das ruas e das calçadas para estacionamento
também gera problemas, dificultando mais ainda o transito pela cidade e isso
não somente nos horários em que pais vão levar ou buscar seus filhos na
escola.
“Nas áreas tombadas de Belém a situação é mais penosa ainda, pois a
defesa do nosso patrimônio histórico-cultural parece
ser completamente ignorada, desde o momento da autorização de atividades, quaisquer
que sejam, no Centro Histórico. Depois, nessa área, exatamente por ser
tombada, as dificuldades são maiores por causa da
impossibilidade, na maior parte dos casos, da construção de garagens...”
Assim começava a nossa nota no blog em questão: https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2012/07/e-uma-questao-de-civilidade-tambem.html
, que aconselhamos a leitura porque aquele problema, apesar do que lemos num comentário
ao artigo, ou seja, a proposta de uma arquiteta feita trinta anos antes, nada mudou.
Ontem a noite, ao sair com uma amiga do teatro da Paz, constatamos a quantidade
de motocicletas, seja na Av. Presidente Vargas, seja na paralela, Assis de
Vasconcelos. Por pouco não nos atropelavam e começamos a raciocinar a respeito
desse aumento... culpa dos aplicativos de mototáxis, foi a nossa conclusão.
Hoje, procurando um artigo sobre a fundação de Belém em 1616, la em
Icoaracy, lido numa revista do IHGP do ano da criação do Instituto, que repropus
no blog recém criado da CIVVIVA, lembrei da ajuda de um ladrão, que se passava
por expert de patrimônio o qual além de desaparecer com nosso dinheiro, resolveu podar nossos artigos
e assim desapareceram quatro anos de artigos: de 2008 até janeiro de 2012.
Não
encontrei o que procurava mas me deparei com essa nota sobre ...”A
dimensão e a gravidade que o fenômeno da circulação assumiu por causa
do aumento dos veículos em circulação é agravado por trabalhos em curso
em ruas e avenidas que levam para além dos confins de Belém,
piorando mais ainda a situação do transito e das pessoas.”
Uma amiga leu, na época, e respondeu. Ao reler hoje o artigo de
então, é logico que pensei na coincidência do papo na saída do Teatro, ontem a noite . Achei
interessante relembrar essa história, que de tão absurda parece até uma... estória.
TEM
GOVERNOS QUE NÃO MERECEM OS CIDADÃOS QUE TEM
Recebemos e publicamos uma resposta a esta
nossa nota. Uma amiga, arquiteta, propôs algo mais do que acima dito, bem 30
anos atrás ( (hoje, quase 45).... e não aconteceu nada.
Dulce! Este mes de julho eu fiz 30 anos de
formatura, então eu penso que isto já estava pensado desde o meu tempo de
faculdade. Fizemos um trabalho com ajuda dos professores, claro, de estudos
junto à Codem, exatamente ao que vc se refere, sobre os carros,
estacionamentos, trânsito e fluxo de pessoas na área central de Belém.
Eu lembro bem do
meu trabalho de desenvolvimento de um estacionamento gigantesco naquela área
onde hoje ainda funciona uma estaçao da Celpa, ali por perto da Receita Federal
, perto da praça Kenedy na época, onde de lá saíria pequenos micro ônibus de
quinze em quinze minutos , levando e trazendo pessoas aos seus trabalhos
naquela area do centro comercial de Belém.
Eu achava
sensacional a idéia , e segundo os professores na época, seria doado os
trabalhos à prefeitura e que seria feito o estudo de probalidade. Imagine vc hà
trinta anos atrás!
Será que nenhum
orgão se preocupa atualmente com isto ? EU não acredito!!
Onde estão estes
trabalhos? Será que a prefeitura não deu a mínima atenção?
E a faixa azul , pq
não continuou?
Porque não
conseguem tirar os flanelinhas das ruas? Ou pelo menos dignificar este trabalho
deles?
Nós cidadãos desta
cidade nos incomodamos muito com isto, mas quem pode fazer alguma coisa por
nós? se eles que poderiam não o fazem, coitados dos que se revoltam ,e
até morrem por isso...
Gostaria muito de
contribuir para este melhoramento, mas como?
Não sei
sinceramente.
BJs
Marci
(julho de
2012)
https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2012/07/e-uma-questao-de-civilidade-tambem.html#comment-form
PS: NADA MUDOU... Ela não sabia como ajudar e nós continuamos a tentar. Agora são as moto que se agregaram a falta até de estacionamento, garagens e... educação , inclusive dos políticos.