quarta-feira, 27 de maio de 2026

MEMóRIAS DA CIVVIVA

 

Domingo, 22 de julho de 2012

 

Depois de um fim de semana infernal, resolvi,  naquele dia, escrever algo sobre os veículos, em Belém.  Eis aqui...

“É UMA QUESTÃO DE CIVILIDADE, TAMBÉM.

O automóvel, símbolo, para alguns, do desenvolvimento econômico, se coloca hoje como uma das  maiores fontes de danos e de dificuldades para uma convivência salutar e, digamos inclusive, civil, nas nossas cidades.

O aumento dos veículos em circulação levou a aumentar problemas já existentes como a falta de garagens e estacionamentos em Belém. O uso e abuso do leito das ruas e das calçadas  para estacionamento  também gera problemas, dificultando mais ainda o transito pela cidade e isso não somente nos horários em que pais vão levar ou buscar seus filhos na escola.

“Nas áreas tombadas de Belém  a situação é mais penosa ainda, pois  a defesa do nosso patrimônio histórico-cultural parece ser completamente ignorada, desde o momento da autorização de atividades, quaisquer que sejam, no Centro Histórico. Depois, nessa área, exatamente por ser tombada,  as dificuldades são maiores por causa da impossibilidade, na maior parte dos casos, da construção de garagens...”

 

Assim começava a nossa nota no blog  em questão:  https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2012/07/e-uma-questao-de-civilidade-tambem.html , que aconselhamos a leitura porque aquele problema, apesar do que lemos num comentário ao artigo, ou seja, a proposta de uma arquiteta feita trinta anos antes, nada mudou.

Ontem a noite, ao sair com uma amiga do teatro da Paz, constatamos a quantidade de motocicletas, seja na Av. Presidente Vargas, seja na paralela, Assis de Vasconcelos. Por pouco não nos atropelavam e começamos a raciocinar a respeito desse aumento... culpa dos aplicativos de mototáxis, foi a nossa conclusão.

Hoje, procurando um artigo sobre a fundação de Belém em 1616, la em Icoaracy, lido numa revista do IHGP do ano da criação do Instituto, que repropus no blog recém criado da CIVVIVA, lembrei da ajuda de um ladrão, que se passava por expert de patrimônio o qual além de desaparecer com  nosso dinheiro, resolveu podar nossos artigos e assim desapareceram quatro anos de artigos: de 2008 até janeiro de 2012.

 Não encontrei o que procurava mas me deparei com essa nota sobre ...”A dimensão e a gravidade que o fenômeno da circulação assumiu por  causa do aumento dos veículos em circulação é agravado por trabalhos em curso em ruas e avenidas que levam para além dos confins dBelém, piorando mais ainda a situação do transito e das pessoas.”

Uma amiga leu, na época, e respondeu. Ao reler hoje o artigo de então, é logico que pensei na coincidência do papo na saída do Teatro, ontem a noite . Achei interessante relembrar essa história, que de tão absurda parece até uma...  estória.

TEM GOVERNOS QUE NÃO MERECEM OS CIDADÃOS QUE TEM


Recebemos e publicamos  uma resposta a esta nossa nota. Uma amiga, arquiteta, propôs algo mais do que acima dito, bem 30 anos atrás ( (hoje, quase 45).... e não aconteceu nada.


Dulce! Este mes de julho eu fiz 30 anos de formatura, então eu penso que isto já estava pensado desde o meu tempo de faculdade. Fizemos um trabalho com ajuda dos professores, claro, de estudos junto à Codem, exatamente ao que vc se refere, sobre os carros, estacionamentos, trânsito e fluxo de pessoas na área central de Belém. 

Eu lembro bem do meu trabalho de desenvolvimento de um estacionamento gigantesco naquela área onde hoje ainda funciona uma estaçao da Celpa, ali por perto da Receita Federal , perto da praça Kenedy na época, onde de lá saíria pequenos micro ônibus de quinze em quinze minutos , levando e trazendo pessoas aos seus trabalhos naquela area do centro comercial de Belém.

 Eu achava sensacional a idéia , e segundo os professores na época, seria doado os trabalhos à prefeitura e que seria feito o estudo de probalidade. Imagine vc hà trinta anos atrás!

Será que nenhum orgão se preocupa atualmente com isto ? EU não acredito!!

Onde estão estes trabalhos? Será que a prefeitura não deu a mínima atenção?

E a faixa azul , pq não continuou?

Porque não conseguem tirar os flanelinhas das ruas? Ou pelo menos dignificar este trabalho deles?

Nós cidadãos desta cidade nos incomodamos muito com isto, mas quem pode fazer alguma coisa por nós? se eles que poderiam não o  fazem, coitados dos que se revoltam ,e até morrem por isso...

Gostaria muito de contribuir para este melhoramento, mas como?

Não sei sinceramente.

BJs

Marci

(julho de 2012)

https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2012/07/e-uma-questao-de-civilidade-tambem.html#comment-form

PS: NADA MUDOU... Ela não sabia como ajudar e nós continuamos a tentar. Agora são as moto que se agregaram a falta até de estacionamento, garagens e... educação , inclusive dos políticos.



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