sexta-feira, 24 de abril de 2026

DIA DE ALFREDO

 Hoje tivemos o prazer de ler no Diário Oficial do Estado do Pará, a Lei nº 11.390, de 22 de abril de 2026, sancionada pela governadora do Estado Hana Ghassan Tuma, onde se “institui no calendário oficial de eventos do Estado do Pará o Dia de Alfredo”.

DALCIDIO JURANDIR, é o homenageado. Um paraense  nascido em 10 de janeiro de 1909 em Ponta de Pedras, no Marajó; que veio para Belém em 1922, e foi matriculado no 3º ano elementar do Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Em 1925 ja estava no Ginasio Paes de Carvalho mas em1927 cancelou sua matricula e em 1928 no Loide Duque de Caxias, partia para o Rio de Janeiro.

As dificuldades que teve que enfrentar o levaram de volta no mesmo navio a Belém e em 1929 o vemos como Secretário Tesoureiro da Intendencia de Gurupá, no Baixo Amazonas, onde escreve a primeira versão  "Chove nos campos de Cachoeira".

Inicia assim, sem saber, sua carreira de escritor. Em 1935, ja comunista assumido, foi preso por dois meses a causa de sua atividade no movimento da Aliança Nacional Libertadora.

Em 1937 é novamente preso,por tres meses. Emn 1938 retorna ao Marajó e reescreve " Chove nos campos de Cachoeira". Em 1940, recebe o premio D. Casmurro de literatura por esse romance.

Entre 1941  e 1942 volta ao Rio duas vezes e decide ficar, trabalhando como redator, reporter e colunista em revistas, jornais. Essa intensa atividade jornalistica vai até 1946...e em 1947 o seu livro Marajó é publicado e em 1952 viaja para a União Sovietica.

Em 1958 lança seu terceiro romance: Tres casas e um rio"; em 1959 publica outro romance o "Linha do Parque"  lançado em Moscou em 1962, prefaciado por Jorge Amado. Em 1960 tinha sido a vez de "Belém do Grão Pará". que venceu o premio   Paula Brito, da Biblioteca do Estado da Guanabara, e o Prêmio Luiz Cláudio de Souza, do Pen Club do Brasil;  em 1963, "Passagem dos inocentes"; em 1968, lança, "Primeira manhã"; em 1970 conclui esse ciclo do extremo norte, com "Ribanceira". Em 1970 se aposenta como escritor com o livro "Ponte do Galo".

A Academia Brasileira de Letras lhe concede, em 1972, o premio Machado de Assis de Literatura, pelo conjunto da sua obra. No Pará, em 1974 recebe o titulo de Honra ao Mérito.

Dalcidio nos deixa aos 70 anos de idade no dia 16 de junho de 1979. Belém o homenageia dando seu nome a uma praça. Em 2008 o estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir.

Os anos passaram e seu sobrinho José Varella Pereira começou a idealizar o DIA DE ALFREDO... obtendo o primeiro exito com a Lei Municipal nº 9.164/2015, que instituiu o dia 16 de junho como o Dia do Alfredo, data do falecimento do escritor paraense Dalcídio Jurandir.

Em junho do ano passado a Academia Paraense de Letras, fez um evento a respeito da necessidade de tal homenagem que hoje vemos concretizada.



Participei com a Dra. Margaret Boulhosa e seu irmão o escritor Ernesto Boulhosa, desse evento .










A distancia de quase 50 anos de sua morte, esse reconhecimento é mais que merecido. 

Muitas outras são as homenagens que encontramos com seu nome pelo Brasil afora.


FONTE: INTERNET. 



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