segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

QUANDO A EXPERIÊNCIA DE NADA SERVE...

No fim do seu mandato, o ex Prefeito de Belém, Zenaldo, inaugurou quatro praças antigas usando o dinheiro do PAC das Cidades Históricas. Eu moro na frente de uma delas e segui os trabalhos com toda atenção... acumulando conhecimento e experiência a respeito do que via acontecer.

A praça do Carmo, uma das 4 praças em questão, foi inaugurada dia 26 de novembro de 2020... e de noite chegaram os “salvadores do patrimônio”, no caso  uns desportistas: os skatistas.  Começavam os abusos e prepotências.

Cerca de quinze dias depois da inauguração da praça, já tinhamos recolhido bastante material e a frase “crescer é acumular experiência...envelhecer é saber usa-las” nos deu uma ideia, aliás, foi o que fizemos, resolvemos usar essa experiência acumulada e escrevemos isto: https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2020/12/a-post-requalificacao-da-praca-do-carmo.html

O fizemos inclusive porque sempre “skatistas” tinham tido problemas com o uso errado da praça Justo Chermont, aquela em frente a igreja de Nazaré.

No nosso caso até os moradores se revoltaram pois inclusive  os canteiros eram pisoteados, e começamos a pedir socorro, a quem de direito, que, quando chegava não conseguia resolver o problema, completamente, pois, apenas  a Guarda Municipal se afastava tudo de errado, voltava a acontecer.

Daí foi lógico nos perguntarmos: porque aqueles que defenderam a Praça Justo Chermont não fizeram o mesmo pela Praça do Carmo?  Lá esses "desportistas", não chegaram a fazer danos, mas aqui na Praça do Carmo, foi preciso gastar um dinheirão para corrigir os danos já provocados, inclusive, pelo uso irregular do logradouro público. 

Ao longo do artigo acima citado,  fomos elencando fatos e sugerindo ideias  para salvaguardar ou defender aquele dinheirão gasto nas praças. Com todas as evidências citadas peguntamos: por que o poder público não providencia as condições necessárias para a atuação diuturna de uma guarnição da Guarda Municipal na Praça do Carmo? Afinal, é obrigação legal também da PMB a defesa nosso patrimônio público. Porque não acorreu para cá nenhuma emissora de televisão, para registrar e divulgar nossos pedidos de socorro, e de defesa de todo o gasto dispendido na obra de reforma da praça? A defesa do nosso patrimônio histórico não merece atenção?

Falamos das calçadas de liós usadas até como estacionamento; reclamamos da poluição sonora e daquela provocada pelas carretas naquelas  ruinhas, onde passam correndo;  e por ai fomos denunciando várias distrações da administração.

Hoje qual é a nossa conclusão? Depois de acumular experiência, infelizmente, aqui, não conseguimos usa-las... o desinteresse pela ajuda gratuita dos cidadãos, não é levada  em consideração pela administração.

Descobrimos que é verdade: conselho bom não se dá...se vende. O artigo acima citado está cheio de sugestões gratuitas ignoradas e vemos o resultado nas obras da CPO30 na Tamandaré, que desaparecem por falta de... vigilância.